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Economia & Política

Mercados, governo e decisões globais.

Eleições 2026: Ibovespa despenca R$ 948 bi e dólar sobe com vitória de Lula
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Eleições 2026: Ibovespa despenca R$ 948 bi e dólar sobe com vitória de Lula

O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte volatilidade ao resultado das eleições presidenciais de 2026, que confirmaram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato. A inesperada eleição do petista, contrariando as pesquisas e a expectativa de parte do mercado que apostava em Flávio Bolsonaro (PL), provocou uma reprecificação dos ativos locais. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumulou uma queda de 18,12% na semana, encerrando o período aos 167.921,80 pontos. O dólar à vista, por sua vez, disparou, terminando a semana em R$ 5,4443, o maior valor de fechamento desde 30 de dezembro, com uma valorização semanal de 9,04% ante o real, a maior desde outubro de 2008.Queda expressiva no valor de mercado da B3O valor de mercado das companhias listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) sofreu uma retração de R$ 948,82 bilhões em apenas uma semana. A queda representou 16,41% do valor total, que passou de R$ 5,780 trilhões em 23 de outubro para R$ 4,831 trilhões em 30 de outubro. Essa desvalorização, medida em reais, foi ainda maior quando convertida para dólares, atingindo 21,64%, devido à desvalorização da moeda brasileira frente à norte-americana no período. O Ibovespa, que representa a maior parte do valor de mercado da bolsa, foi o principal responsável pela queda, respondendo por R$ 817,32 bilhões da perda total.Reação do mercado e incertezas econômicasO Ibovespa chegou a acionar o circuit breaker logo na abertura da sessão de segunda-feira (26), um mecanismo de interrupção das negociações em caso de quedas bruscas, algo que não ocorria desde março de 2020. A vitória de Lula, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de seu adversário, surpreendeu o mercado, que esperava uma condução mais alinhada ao controle de gastos públicos e ajuste fiscal. A incerteza sobre os nomes da equipe econômica e a direção das reformas fiscais e tributárias levou os investidores a uma postura de prudência, com muitos buscando pontos de entrada em ativos mais seguros ou diversificando suas carteiras.Perspectivas para renda fixa, FIIs e balançosDiante do cenário de maior oscilação, analistas da XP revisaram suas recomendações. Em renda fixa, apesar da volatilidade no curto prazo, a conjuntura pós-eleitoral abre oportunidades em múltiplos indexadores, com a recomendação de aportes graduais e diversificação. Para fundos imobiliários (FIIs), a elevação dos juros e prêmios de risco pressionou as cotações, mas a manutenção de posições de longo prazo é vista como estratégica devido aos descontos e fundamentos sólidos. Paralelamente, a temporada de balanços do 3º trimestre de 2026, com divulgação de resultados de empresas como Santander Brasil, Gerdau e AmBev, passa a direcionar as atenções e as escolhas de alocação, oferecendo um panorama mais claro sobre a saúde financeira das companhias.

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PT celebra reeleição de Lula e critica questionamentos à democracia
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PT celebra reeleição de Lula e critica questionamentos à democracia

A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou nota na última sexta-feira (29.out.2026) atribuindo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à mobilização popular e a uma ampla aliança social e política. O partido destacou que Lula foi eleito pela quarta vez com 51,8% dos votos válidos, totalizando 64 milhões de votos, a maior votação nominal da história do país. A eleição também marcou a primeira virada de placar no segundo turno no período democrático recente, com a menor abstenção desde 2006.Prioridades para o novo mandatoSegundo a direção petista, o novo mandato de Lula deve focar em reformas estruturais e justiça social. Entre as prioridades citadas estão o fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde), a expansão da educação em tempo integral, o fim da escala 6 X 1 e a tarifa zero no transporte. O texto também defendeu reformas nos sistemas político e Judiciário, a regulação democrática das plataformas digitais e investimentos em soberania tecnológica.O partido também ressaltou a importância da juventude, das mulheres, da população LGBT, do povo negro e dos povos indígenas como protagonistas da vitória, além da mobilização da militância e do uso das redes sociais. A nota enfatizou que a vitória ultrapassou fronteiras partidárias, contando com o apoio de setores liberais, conservadores e da direita democrática que reconheceram a ameaça representada pela continuidade do bolsonarismo.Repúdio à violência e críticas à oposiçãoO PT repudiou veementemente os casos de violência política e assédio eleitoral registrados durante a campanha e após a votação, orientando a comunicação de denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A nota criticou os questionamentos da oposição à legitimidade das urnas, citando a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e a carta em que ele se intitulou "o verdadeiro presidente", sem reconhecer o resultado eleitoral.O partido reafirmou o compromisso com a ordem constitucional e alertou para a gravidade do momento político, lembrando tentativas anteriores de golpe de Estado e a possibilidade de interferência estrangeira. A nota também mencionou a preocupação com episódios de violência política, como a agressão à vereadora Iara Pimentel, do PT de Montes Claros (MG).Agenda de mobilização e próximos passosPara os próximos meses, o PT definiu uma agenda de mobilização que inclui a reunião do Diretório Nacional em 13 de novembro de 2026, para balanço das eleições e análise da conjuntura política. O partido também participará dos atos do Novembro Negro, com destaque para o dia 20 de novembro, e organizará caravanas para a posse presencial de Lula em Brasília, marcada para 5 de janeiro de 2027.A nota finaliza convocando a militância a seguir organizada na defesa das instituições democráticas e no acompanhamento da implementação do projeto aprovado nas urnas, buscando transformar a força da vitória em um novo ciclo de democracia, direitos, soberania e justiça social.

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Lula é reeleito e enfrenta desafios em ciência e tecnologia
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Lula é reeleito e enfrenta desafios em ciência e tecnologia

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos. Seu novo mandato enfrentará desafios significativos em áreas cruciais como inteligência artificial (IA), proteção de dados, data centers, terras raras e transição energética. A agenda do governo eleito prevê a ampliação da capacidade tecnológica nacional e a atração de investimentos em infraestrutura, com o objetivo de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.Desafios e Propostas para Ciência e TecnologiaA ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PC do B), destacou em entrevista ao Poder360 que o governo de Lula já evitou a fuga de cérebros através de um programa de atração e fixação de talentos científicos, que permitiu o retorno de mais de 2.500 cientistas ao país ou a realização de desafios em rede no exterior entre 2023 e 2026. Ela também ressaltou a importância do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para assegurar recursos, citando um investimento de R$ 53 bilhões no período, proveniente da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).A meta é evitar os ciclos econômicos históricos de exportação de matéria-prima e importação de manufatura, buscando dominar todos os ciclos produtivos, desde a extração até o produto final. Isso inclui setores estratégicos como semicondutores, microchips, IA e terras raras.Investimentos em Infraestrutura TecnológicaO governo tem investido em infraestrutura tecnológica de ponta. Um edital para a aquisição de um supercomputador em Macaíba (RN) está em andamento, com a expectativa de que se torne um dos 10 mais potentes do mundo. Além disso, foi citada a compra de um computador quântico em conjunto com o governo da Paraíba.No setor de terras raras, há patentes em desenvolvimento e jazidas no Brasil. Um edital com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de R$ 5 bilhões visa estimular o processamento de minérios no país, atraindo uma demanda de R$ 85 bilhões de universidades e da iniciativa privada.O projeto SoberanIA, uma plataforma com base de dados em português, foi mencionado, contendo mais de 200 bilhões de palavras agregadas de dados do governo. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$ 25 bilhões de investimentos ao longo de 5 anos, já teve mais de 64% de execução.Projetos Estratégicos e Autonomia NacionalA ministra também abordou outros projetos estratégicos, como o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear para proteção da costa marinha e o projeto Sirius, um acelerador de partículas que permitirá ao Brasil manipular patógenos e vírus, antecipando-se a pandemias. O país busca também a autonomia na produção de radioisótopos, insumo essencial para medicamentos de câncer, com a meta de se tornar autônomo em 7 anos e iniciar exportações.Apesar dos avanços, a ministra Luciana Santos ainda não conversou com Lula sobre sua permanência no ministério, indicando que a decisão será tomada pelo presidente em momento oportuno.

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Willer Tomaz possui 5 casas em Angra além da disputada com Richarlison
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Willer Tomaz possui 5 casas em Angra além da disputada com Richarlison

O advogado Willer Tomaz, investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro, possui outras cinco casas em ilhas de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. As propriedades foram adquiridas entre 2021 e 2022, período em que Flávio Bolsonaro apresentou projetos de lei visando estimular empreendimentos na região e flexibilizar regras para exploração econômica, incluindo a municipalização de unidades de conservação e a privatização de ilhas marítimas. O ex-presidente Jair Bolsonaro já havia manifestado o desejo de transformar Angra em uma "nova Cancún" em 2019.Investigações e aquisições em AngraAs cinco casas em ilhas de Angra dos Reis, além da que foi alvo de disputa com o jogador Richarlison, foram compradas por empresas ligadas a Willer Tomaz. Três delas estão na Ilha Comprida, adquiridas em setembro de 2021 pela WT Administração de Imóveis e Bens, com valores patrimoniais registrados que somam mais de R$ 13,8 milhões. Outra na Ilha Comprida, de R$ 2,9 milhões, foi comprada em julho de 2022 e é o imóvel em disputa com Richarlison. A quinta propriedade, na Ilha do José André, foi comprada em 2008 pela Friponor Brasil Turismo, Empreendimentos e Participações, com valor patrimonial de R$ 23,7 milhões. Willer Tomaz também detém cotas de uma sexta casa na Ilha do Jorge, registrada em nome da empresa Real Estate Duo 4, do grupo Prime You, especializada em administração de bens de luxo.Willer Tomaz se mudou para os Estados Unidos em agosto deste ano, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Flávio Bolsonaro também se mudou para a Flórida após sua derrota eleitoral em 2022. Questionado sobre projetos comerciais e sua relação com as propostas legislativas de Flávio Bolsonaro, Willer Tomaz não se manifestou. O senador não foi localizado.Disputa com Richarlison e celeridade da SPUA disputa por um imóvel na Ilha Comprida com o atacante Richarlison trouxe à tona os investimentos de Willer Tomaz na região. O jogador acusou Flávio Bolsonaro de envolvimento na briga pelo imóvel, onde investiu cerca de R$ 10 milhões. Segundo Richarlison, Flávio teria demonstrado interesse na propriedade e se aliado a Tomaz para obtê-la. Análise de processos da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) revelou que a empresa de Richarlison pediu regularização de uso em setembro de 2021, sem andamento. Em contrapartida, um processo de regularização iniciado por uma empresa terceira em maio de 2022, para o imóvel de Tomaz, teve andamento célere, culminando na emissão de uma Certidão de Autorização para Transferência em poucas horas no mesmo dia. Um servidor ouvido pela reportagem apontou a celeridade como ponto controverso, especialmente considerando que a SPU estava subordinada ao governo Bolsonaro em 2022.Dois parlamentares adversários de Flávio Bolsonaro pediram ao STF a inclusão da investigação sobre a ilha de Richarlison no mesmo inquérito que apura as relações entre o senador e Willer Tomaz. Tomaz e Flávio admitem ser amigos, mas negam negócios conjuntos. Tomaz alega que Richarlison comprou a posse de "posseiros" e não da proprietária de direito, apresentando escritura e decisões judiciais favoráveis.Projetos para Angra e controvérsias ambientaisNa Ilha do José André, Willer Tomaz planejava construir um resort de luxo, incluindo piscinas, beach club, spa, restaurante, hangar e heliponto. Para expandir a área construída, ele apresentou um pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro em março de 2026, no mesmo dia em que o então governador Cláudio Castro publicou um decreto que revogava planos de manejo de áreas de proteção ambiental. O decreto foi posteriormente derrubado pela Justiça. Cláudio Castro negou ter discutido o decreto previamente com Tomaz.O Projeto de Lei Complementar n° 157/2021, de Flávio Bolsonaro, propõe a criação de uma Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Sustentável (Rides) para Angra dos Reis, Mangaratiba e Paraty, com o objetivo de estimular turismo e economia, autorizando a municipalização de unidades de conservação. A PEC das Praias, relatada por Flávio Bolsonaro no Senado, aguarda análise na CCJ e propõe a privatização de ilhas marítimas. Em setembro de 2024, a SPU manifestou-se contrária à PEC, alertando que o texto "favorece amplamente as condições jurídicas para a grilagem de toda costa brasileira em favor da população mais abastada do país".

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El Niño pode elevar preço da energia em mais de 50% em 2027
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El Niño pode elevar preço da energia em mais de 50% em 2027

O fenômeno climático El Niño, previsto para ocorrer entre 2026 e 2027, pode intensificar-se e gerar riscos significativos para o setor elétrico brasileiro, com potencial para elevar o preço da energia em mais de 50% no mercado de curto prazo. A análise é do especialista em energia Pedro Rodrigues, sócio do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), em mais um episódio do programa “Infra em 1 Minuto”, uma parceria do Poder360 com o CBIE.O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que altera padrões de chuva e temperatura globalmente. A edição de 2026-2027 pode ser uma das mais intensas desde 1950. No Brasil, o fenômeno geralmente resulta em menos chuvas no Norte e Nordeste e mais precipitação no Sul. Contudo, os efeitos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde se concentram os principais reservatórios hidrelétricos, são mais incertos.Impacto na geração e consumo de energiaA combinação de escassez hídrica e temperaturas elevadas representa um desafio para o sistema elétrico. A menor disponibilidade de água impacta diretamente a geração hidrelétrica, principal fonte da matriz brasileira. Paralelamente, o calor aumenta a demanda por eletricidade, especialmente com o uso de ar-condicionado.“Com menos água, as hidrelétricas geram menos. Com mais calor, a gente consome mais energia. Para fechar essa conta, é preciso acionar as térmicas, que são mais caras”, explicou Rodrigues. O acionamento de usinas termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e possuem um custo operacional mais elevado, é necessário para suprir a demanda e manter o equilíbrio do sistema, o que pressiona os preços no mercado de curto prazo.Projeções e a resiliência da matriz renovávelEstimativas do CBIE Analytics indicam que, em um cenário adverso, o preço da energia no mercado de curto prazo pode sofrer um aumento superior a 50% em 2027. Essa projeção leva em conta os riscos climáticos e a consequente necessidade de maior dependência de usinas termelétricas.Rodrigues ressalta que a alta participação de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira, embora positiva, não garante, por si só, a segurança do abastecimento. A geração hidrelétrica, por exemplo, é dependente do regime de chuvas, enquanto as fontes solar e eólica estão sujeitas a variações climáticas naturais.“Nossa matriz é muito renovável, e isso é ótimo. Mas renovável não quer dizer garantida”, alertou o especialista.Soluções e planejamento energéticoPara mitigar os riscos e assegurar o fornecimento contínuo de eletricidade, Rodrigues defende investimentos robustos em potência firme, sistemas de armazenamento de energia e infraestrutura de transmissão. Essas medidas são cruciais para garantir a resiliência do sistema elétrico diante de eventos climáticos extremos.A possível intensificação do El Niño reforça a urgência de incorporar a segurança energética ao planejamento de longo prazo do setor elétrico brasileiro. “O El Niño é mais do que um evento climático: é um teste para o nosso planejamento energético”, concluiu.

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Yanomami cobram proteção e água potável em audiência no Senado
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Yanomami cobram proteção e água potável em audiência no Senado

Lideranças indígenas e representantes do governo se reuniram na 3ª feira (27.out.2026) em audiência na Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami, vinculada à CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado. O foco principal foi a cobrança por proteção às comunidades, ampliação do acesso à água potável e a continuidade das políticas públicas, especialmente diante dos impactos do garimpo ilegal.A presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Lúcia Alberta Baré, apresentou metas para a recuperação de áreas degradadas pelo garimpo, com um investimento previsto de R$ 37,3 milhões nos próximos 5 anos. A meta de longo prazo é recuperar até 1.057,8 hectares em 10 anos. Segundo dados apresentados, entre 2016 e 2024, 63,66 km² de florestas e cursos d’água foram degradados, afetando cerca de 63,1% das comunidades indígenas da região.Recuperação ambiental e desafios hídricosA Funai estabeleceu parceria com a UnB (Universidade de Brasília) para desenvolver ações de recuperação ambiental que considerem a interculturalidade. O Plano de Recuperação Ambiental Yanomami Ye’kwana, elaborado coletivamente com lideranças e pajés, diagnostica áreas degradadas e problemas como poluição por mercúrio, desaparecimento de caças e peixes, e insegurança alimentar.O diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, Edson Baré, defendeu o fortalecimento de parcerias institucionais e o diálogo entre órgãos governamentais e prefeituras. Ele reconheceu avanços na educação, mas destacou a necessidade urgente de ampliar o acesso à água potável, alertando que a garimpagem prejudica a qualidade dos recursos naturais.Proteção e participação indígenaO presidente da Urihi Associação Yanomami, Waihiri Hekurari Yanomami, pediu proteção às comunidades, especialmente crianças e mulheres, e mais diálogo com os órgãos governamentais. Ele ressaltou a importância do apoio do Congresso Nacional para garantir segurança alimentar e ações de saúde.Representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome apresentaram ações voltadas à proteção da vida e saúde, combate ao garimpo ilegal e atendimento a emergências. Entre as iniciativas estão a contratação de 25 educadores sociais indígenas e a emissão de certificados em oficinas temáticas. O objetivo é ampliar a participação indígena na elaboração e execução de políticas públicas.A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da subcomissão, informou que um grupo de trabalho está reunindo dados e que haverá uma audiência pública em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para ouvir autoridades locais. Em novembro, a Funai realizará uma oficina de prestação de contas para as lideranças indígenas sobre a situação dos projetos.

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Construção Civil em SP: PAT oferta 173 mil vagas e 40 mil são contratadas em 2026
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Construção Civil em SP: PAT oferta 173 mil vagas e 40 mil são contratadas em 2026

Os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo ofertaram 173,6 mil vagas na construção civil entre janeiro e outubro de 2026. Deste total, mais de 40.000 pessoas foram contratadas com carteira assinada no setor, segundo dados divulgados pela Agência SP. A remuneração média no setor é de 2,1 salários mínimos, de acordo com a Pesquisa Anual da Indústria da Construção do IBGE.Oportunidades e Contratações no SetorAs ocupações com maior oferta de vagas na construção civil em São Paulo, desde janeiro de 2023, incluem servente de obras (21.342), pedreiro (13.207) e eletricista de instalações (2.357). Desde o início da gestão em 2023, foram ofertadas mais de 777,7 mil vagas na área via PAT, resultando em quase 190 mil contratações.José Josinaldo da Silva, 48 anos, morador de Sorocaba, foi um dos contratados. Ele procurou o PAT de Itu e foi aprovado para a vaga de carpinteiro na obra de um parque de diversões. "Consegui o meu emprego graças ao PAT. O atendimento foi muito bom", relatou.Qualificação e Novas HabilidadesParalelamente à oferta de vagas, o portal Trampolim reúne oportunidades de trabalho e qualificação profissional. Desde julho de 2025, o programa já ofertou 1.095 vagas relacionadas à construção civil, com destaque para ajudante de obras (206), pedreiro (161) e montador de andaimes (87).O programa Qualifica SP oferece cursos profissionalizantes gratuitos, online e presenciais, para auxiliar no desenvolvimento de habilidades. Solange Martins Rabelo, 40 anos, de Avaré, fez um curso de pequenos reparos, abrangendo elétrica, hidráulica, pintura e alvenaria. "A minha ideia era saber um pouco de cada coisa, mas gostei mais de pintura", disse.Solange, que concluiu o curso em fevereiro, busca agora trabalho na área. Ela também realizou cursos em drywall, cerâmica e revestimento. "Acho satisfatório trabalhar na construção civil e ver o serviço ganhando forma. A gente aprende e o outro fica feliz", declarou.Como se Candidatar às VagasOs interessados em se candidatar às vagas de construção civil nos PATs podem comparecer presencialmente em uma das mais de 200 unidades espalhadas pelo Estado. É necessário apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho (física ou digital). Os endereços das unidades estão disponíveis no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

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Professores da educação básica pública podem ter 4h semanais de trabalho remoto
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Professores da educação básica pública podem ter 4h semanais de trabalho remoto

Professores da educação básica pública com jornada de 40 horas semanais poderão ter, no mínimo, 4 horas de trabalho remoto para atividades de planejamento e correção de provas. A proposta, batizada de “Planejamento Domiciliar Docente”, está em análise na Câmara dos Deputados por meio do Projeto de Lei 3.225/26.Para jornadas inferiores a 40 horas, o período de trabalho remoto será calculado proporcionalmente. A medida visa garantir que os profissionais tenham tempo para organizar atividades pedagógicas e avaliar a aprendizagem dos estudantes, atividades que, segundo os autores, dependem de tempo e concentração individual.O que diz a legislação atualA Lei do Piso do Magistério já estabelece que apenas dois terços da carga horária dos professores devem ser dedicados às atividades em sala de aula. O terço restante é obrigatoriamente reservado para atividades extraclasse, como correção de trabalhos, registros pedagógicos e acompanhamento da aprendizagem dos alunos.A proposta, segundo os autores, deputados Idilvan Alencar (PSB-CE) e Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), não visa reduzir jornada, diminuir o tempo de interação com os estudantes ou substituir o planejamento coletivo. O objetivo é apenas organizar, com maior racionalidade, uma parte da jornada extraclasse já prevista em lei.Autonomia para estados e municípiosO Projeto de Lei 3.225/26 também prevê que estados e municípios terão autonomia para conceder um período ainda maior de trabalho remoto para os professores, caso considerem pertinente. Essa flexibilidade busca adaptar a medida às realidades locais e às necessidades específicas de cada rede de ensino.As atividades que poderão ser realizadas em casa incluem a elaboração de planos de aula, correção de provas e trabalhos, pesquisa de conteúdos e preenchimento de diários eletrônicos e relatórios sobre o desempenho dos alunos. Essas tarefas exigem, em geral, concentração individual e um ambiente propício para a organização.Próximos passos do projetoO projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Para que a proposta se torne lei, ela precisará ser aprovada por ambas as casas legislativas: a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

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Calendário Eleitoral Pós-2026: Datas de Prestação de Contas e Posse
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Calendário Eleitoral Pós-2026: Datas de Prestação de Contas e Posse

O calendário eleitoral de 2026 não se encerra com o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. Candidatos e partidos têm até meados de novembro para apresentar suas prestações de contas, enquanto a Justiça Eleitoral analisará os documentos e diplomará os eleitos antes do início dos novos mandatos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL).Datas Chave do Pós-EleiçãoA prestação de contas do primeiro turno termina em 3 de novembro de 2026, com o prazo final para o segundo turno e partidos políticos em 14 de novembro. Eleitores que não votaram no primeiro turno têm até 3 de dezembro para justificar a ausência, e a justificativa para o segundo turno se estende até 8 de janeiro de 2027.A Justiça Eleitoral tem até 15 de dezembro para publicar as decisões sobre as prestações de contas dos candidatos eleitos, garantindo a antecedência legal para a diplomação. A diplomação dos eleitos, que formaliza a habilitação para a posse, deve ocorrer até 18 de dezembro de 2026.Mudança na Posse PresidencialA posse do presidente e vice-presidente da República está marcada para 5 de janeiro de 2027, uma alteração estabelecida pela Emenda Constitucional 111 de 2021. Anteriormente, a cerimônia ocorria em 1º de janeiro. A nova data permite, por exemplo, que governadores participem da cerimônia presidencial em Brasília.Os governadores e vice-governadores eleitos assumirão seus mandatos em 6 de janeiro de 2027. Já os deputados federais e senadores eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, data em que também ocorrem as eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.Análise de Contas e Ações JudiciaisO período pós-eleitoral também envolve a análise detalhada das contas de campanha. A Justiça Eleitoral verifica a origem dos recursos e a regularidade dos gastos realizados pelos candidatos e partidos. A divulgação dos resultados não impede a apresentação e análise de ações judiciais relacionadas ao pleito, desde que respeitados os prazos e requisitos legais.

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Reeleição de Lula gera incerteza na Argentina e derruba mercados
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Reeleição de Lula gera incerteza na Argentina e derruba mercados

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil gerou uma nova onda de incerteza na economia argentina, impactando negativamente os mercados financeiros. A vitória do presidente, com 51,77% dos votos, alterou as expectativas de investidores que apostavam em uma mudança de orientação política e econômica no principal parceiro comercial da Argentina. Como consequência, ações e títulos soberanos argentinos registraram quedas, o risco-país aumentou e o dólar atingiu uma nova máxima anual. A desvalorização do real brasileiro também acendeu um alerta sobre a competitividade das exportações argentinas.Mercados em Queda e Risco-País ElevadoO fundo de índice EWZ, que replica o desempenho das principais empresas brasileiras, chegou a cair cerca de 27% em dólares. O real se desvalorizou frente ao dólar, levando investidores a reavaliarem suas posições. Essa movimentação se refletiu nos ativos argentinos: o índice MSCI Merval recuou cerca de 6,7%, e certificados de ações de empresas locais negociados em Nova York, como a Mercado Livre e bancos, registraram perdas expressivas. Os títulos soberanos argentinos em dólares também atingiram novas mínimas do ano, e o risco-país avançou para a faixa de 738 a 745 pontos-base.Eric Ritondale, economista-chefe da Puente, atribuiu a reação a um cenário regional de maior aversão ao risco, que levou investidores a reduzir sua exposição a mercados emergentes. O dólar no mercado atacadista argentino atingiu 1.540 pesos, refletindo tanto a fraqueza do real quanto a política do Banco Central de acomodar a volatilidade externa. Essa reação anulou o alívio observado após o primeiro turno das eleições brasileiras em outubro.Oportunidades e Desafios para a ArgentinaEstrategistas do Grupo IEB apontaram que a volatilidade regional pode se transformar em uma oportunidade para a Argentina. Se a percepção de incerteza no Brasil aumentar, investidores podem buscar alternativas na região. Para atrair esses capitais, a Argentina precisa manter a disciplina fiscal, consolidar a desinflação e oferecer previsibilidade nas regras econômicas.Representantes do IEB sugeriram que a Argentina poderia adquirir maior relevância estratégica para investidores internacionais, especialmente nos setores de energia, mineração, agroindústria, infraestrutura e serviços financeiros, caso o Brasil seja percebido como menos previsível. O governo argentino poderia avaliar reduções de impostos, desde que compatíveis com o equilíbrio fiscal, para estimular o crescimento e a geração de empregos.Impacto nas Exportações ArgentinasA desvalorização do real brasileiro pode dificultar o fluxo comercial entre os dois países, tornando produtos argentinos relativamente mais caros para compradores brasileiros. Nos primeiros nove meses de 2026, as exportações argentinas para o Brasil somaram US$ 9,789 bilhões, com crescimento de 4,5%. No entanto, a queda do real pode comprometer a competitividade, especialmente de produtos manufaturados industriais, que representam 64% das vendas argentinas para o Brasil.Gustavo Perego, da consultoria Abeceb, destacou que o setor automobilístico, responsável por cerca de 50% do comércio do Mercosul, pode ser ainda mais afetado pela evolução da atividade econômica do que pelas oscilações cambiais. A expectativa de desaceleração do crescimento econômico brasileiro para cerca de 1% em 2027 também adiciona preocupação, pois uma expansão mais fraca reduziria a demanda por importados.

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Brasileiros buscam mais mudar para EUA após eleição; Portugal e Paraguai também atraem
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Brasileiros buscam mais mudar para EUA após eleição; Portugal e Paraguai também atraem

Escritórios de advocacia especializados em imigração e negócios internacionais nos Estados Unidos relataram um aumento expressivo nas consultas de brasileiros interessados em mudar de país após a reeleição do presidente Lula. A Piquet Law Firm P.A., por exemplo, registrou 724 consultas no dia seguinte ao resultado eleitoral, um número significativamente superior à média mensal de 500 a 600 contatos na área migratória. A demanda continuou alta, com 420 novas mensagens recebidas apenas na sexta-feira, 30.O advogado Alexandre Piquet, sócio-fundador da Piquet Law Firm P.A., observou que, diferentemente de eleições anteriores, onde o pico de procura diminuía após as primeiras 24 horas, desta vez a demanda seguiu em ascensão. Ele atribui esse fenômeno à repercussão da saída do Brasil do ex-deputado Flávio Bolsonaro e à cobertura da imprensa, mantendo o escritório 100% imparcial em suas comunicações, focando em diversificação de negócios, patrimônio e planos familiares nos EUA.Perfis e vistos mais procuradosEntre os interessados, profissionais qualificados lideram a busca, com o visto EB-2 NIW sendo o mais indicado. Este visto é destinado a profissionais com formação, experiência e trajetória qualificadas, não exigindo oferta de emprego ou investimento, mas sim um histórico comprovado com critérios como publicações e cartas de recomendação. Em seguida, aparecem o visto EB-1A, para pessoas com habilidades extraordinárias, e o EB-5, voltado a investidores com um aporte mínimo de US$ 800 mil.O escritório também recebe consultas sobre expansão de negócios, exportação e investimentos imobiliários. Para atender à alta demanda, a Piquet Law Firm P.A. dobrou sua equipe de atendimento, passando de quatro para oito profissionais nos últimos 30 dias, demonstrando uma preparação antecipada para o aumento de interesse em anos eleitorais.Mudança no perfil dos interessadosO advogado Daniel Toledo, fundador da Toledo e Associados, também confirma o aumento nas consultas sobre morar e trabalhar nos EUA. Ele destaca uma mudança no perfil dos interessados em comparação com as eleições de 2022. Além de empresários e profissionais liberais, o escritório tem recebido mais contatos de trabalhadores assalariados e pessoas de renda mais baixa, buscando oportunidades em atividades operacionais, agricultura, transporte e serviços.Toledo explica que a diferença salarial entre Brasil e EUA, a desvalorização do real e as dificuldades econômicas brasileiras impulsionam esse interesse. No entanto, ele ressalta que ganhar em dólar não garante automaticamente maior poder de compra, sendo necessário considerar os custos de moradia, alimentação, transporte, seguro-saúde e impostos nos EUA. A obtenção de um visto depende dos requisitos de cada categoria migratória e, em alguns casos, de uma oferta de emprego e patrocínio de uma empresa americana.Outros destinos em altaAlém dos Estados Unidos, Portugal e Paraguai também têm atraído o interesse de brasileiros. Marcelo Rubin Goldschmidt, da GMZ Advisors, relatou que a demanda semanal por consultas sobre investimentos e mudanças para Portugal ficou 70% acima da média após a eleição. No Paraguai, os dados do Google Trends mostram um crescimento de 1.700% nas buscas pelo termo “como morar no Paraguai” após o segundo turno das eleições brasileiras.

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Centro de SP: retrofit impulsiona liquidez, mas valorização de imóveis fica atrás da inflação
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Centro de SP: retrofit impulsiona liquidez, mas valorização de imóveis fica atrás da inflação

O mercado imobiliário no Centro de São Paulo vive um momento de intensa atividade, impulsionado por projetos de requalificação urbana, incentivos públicos e a transferência da administração estadual para a região. O fenômeno do retrofit, que consiste na reforma e modernização de edifícios antigos, tem gerado maior liquidez, com um aumento significativo no número de transações imobiliárias. No entanto, essa movimentação ainda não se traduziu em uma valorização expressiva dos preços, que ficaram abaixo da inflação acumulada no período.Um estudo da consultoria Real Price, baseado em dados de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), revelou que os preços dos imóveis negociados na região central de São Paulo registraram uma alta de 17,4% entre 2021 e 2026. Este índice é inferior à inflação acumulada no mesmo período, que atingiu cerca de 30%. Em contrapartida, o número de vendas de unidades dentro do perímetro do programa Requalifica Centro mais que dobrou, indicando um aumento na liquidez.Liquidez antes da valorizaçãoSegundo André Araújo, CEO da Real Price, a valorização imobiliária na região central é pontual e ainda não acompanhou o ritmo de outras áreas da cidade. Ele explica que a liquidez dos imóveis no Centro chegou antes da valorização, mas que as transformações em curso na região devem começar a impactar os preços nos próximos dois a três anos. Atualmente, a decisão de compra no Centro é motivada pela compensação financeira: compradores aceitam os desafios urbanos e de segurança em troca de um valor por metro quadrado mais atrativo e da proximidade com o trabalho.O executivo também aponta que incorporadores de projetos de retrofit conseguem comprar prédios abaixo do preço do terreno, o que permite vender unidades a preços mais acessíveis. O estudo da Real Price analisou 112 mil escrituras em oito distritos da subprefeitura da Sé, mostrando que o número de revendas de imóveis dentro do perímetro do Requalifica Centro cresceu 20% a mais do que no entorno de 2 km da região. Bairros como a Sé viram um aumento de 130% nas vendas, enquanto o preço do metro quadrado avançou apenas 5,9%.Novos empreendimentos e perfil do compradorA liquidez no Centro é impulsionada por novos projetos, como o Praça Nova São Paulo, da incorporadora Alfa Realty, com 376 unidades no Bom Retiro. O empreendimento oferece unidades de habitação de interesse social e apartamentos tradicionais de 21 m² a 51 m², com preços entre R$ 299 mil e mais de R$ 500 mil. Desde o lançamento em abril de 2026, 39,7% das unidades foram comercializadas.Eudoxios Anastassiadis, sócio-fundador da Alfa Realty, destaca que o Bom Retiro está se tornando um lugar onde as pessoas podem escolher viver, com acesso a transporte, serviços e áreas verdes. Ele afirma que o Praça Nova São Paulo já registrou uma valorização de 5% desde o lançamento, representando uma aposta no segmento econômico. A incorporadora Metaforma também está transformando o antigo Edifício 7 de Abril em um complexo residencial com 274 apartamentos, cujas unidades variam de 35 m² a 130 m².Desafios e o futuro do mercado centralRaphael Guaraná, CEO da imobiliária Jardins&Co, ressalta que o volume de vendas e os preços não precisam crescer na mesma proporção. Unidades menores e com valor total mais acessível ampliam o universo de compradores, mas uma oferta abundante e a necessidade de descontos podem limitar a alta dos preços. Ele observa que o comprador precisa perceber benefícios concretos e duradouros para estar disposto a pagar mais.A consultoria Real Price aponta que o preço anunciado de prédios reformados e lançamentos de estúdios pode inflar os valores, mas o preço pago pelo estoque existente é diferente. O metro quadrado de um apartamento compacto novo é, em geral, mais alto. Guaraná contrapõe que, se os preços subiram abaixo da inflação, houve perda de valor real, mas não necessariamente queda nominal. O retrofit melhora a atratividade, mas seu efeito na vizinhança depende de escala, ocupação e melhorias urbanas complementares, como calçadas, iluminação e segurança.A Prefeitura de São Paulo tem atuado para combater a ociosidade de imóveis no Centro, com iniciativas como o programa Requalifica Centro, que oferece benefícios fiscais para projetos de retrofit. No entanto, a desapropriação de imóveis que não cumprem sua função social tem sido um desafio, pois o município não possui autorização do Senado para utilizar títulos da dívida pública na indenização. Atualmente, 2.075 imóveis na cidade são notificados por ociosidade, sendo 886 na subprefeitura da Sé. A professora Bianca Tavolari, da FGV SP, critica o modelo atual, que, segundo ela, reconverte imóveis para venda a pessoas de alta renda, sem articulação com a habitação de interesse social.

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Tesouro Direto: Títulos públicos desvalorizam após eleição e taxas sobem
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Tesouro Direto: Títulos públicos desvalorizam após eleição e taxas sobem

Os títulos do Tesouro Direto encerraram a semana seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais em queda, com as taxas atingindo patamares superiores aos registrados antes da votação. A virada ocorreu a partir da segunda-feira (26), primeiro dia de negociação após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando as taxas dos títulos públicos apresentaram uma disparada significativa.Um levantamento realizado pelo InfoMoney, com dados do Tesouro Nacional, comparou nove títulos prefixados e atrelados à inflação entre o fechamento de 23 de outubro e 30 de outubro. O Tesouro IPCA+ 2050 foi o que apresentou a maior desvalorização, com uma queda de 17,19%. A taxa deste papel subiu de IPCA + 6,42% para IPCA + 7,28% ao ano.Alta nas taxas de títulos públicosNo segmento de títulos prefixados, as taxas avançaram entre 2,20 e 2,47 pontos percentuais durante a semana. O Tesouro Prefixado 2032, por exemplo, viu sua taxa saltar de 12,89% para 15,36% ao ano. Já nos títulos atrelados à inflação, os aumentos nas taxas variaram entre 0,86 e 1,17 ponto percentual.Com essas variações, as taxas atuais superam as registradas no final da semana do primeiro turno. Em 9 de outubro, os títulos atrelados à inflação ofereciam entre IPCA + 6,55% e IPCA + 6,68% ao ano, enquanto os prefixados variavam entre 12,31% e 12,51%. Atualmente, as faixas são de IPCA + 7,28% a IPCA + 7,89% e de 14,96% a 15,36%, respectivamente.O nível atual das taxas também é superior ao observado antes mesmo do primeiro turno. Na manhã de 2 de outubro, o Tesouro Prefixado 2032 pagava 14,15% e o Tesouro IPCA+ 2050, IPCA + 7,06%.Impacto para investidores e reação do TesouroÉ importante notar que essa desvalorização se refere a quem possuía os títulos antes do segundo turno e optou por vendê-los antes do vencimento. Aqueles que mantiverem os papéis até o final receberão a rentabilidade contratada no momento da compra. Para quem comprou e vendeu na mesma semana, a perda seria maior, pois o preço de compra seria superior ao de venda, e não haveria incidência de IOF ou Imposto de Renda, que incidem apenas sobre ganhos.A relação entre preço e taxa nos títulos públicos é inversa: quanto mais distante o vencimento, maior a sensibilidade do preço a variações na taxa. Por isso, o Tesouro IPCA+ 2050 lidera as perdas, mesmo com a menor alta de taxa. O Tesouro Prefixado 2029, com prazo mais curto, teve uma desvalorização de 3,83%, apesar de uma alta de 2,20 pontos percentuais em sua taxa.Volatilidade e medidas de contençãoA segunda-feira (26) concentrou a maior parte desse movimento de alta nas taxas. A plataforma do Tesouro Direto chegou a ficar fechada pela manhã devido à volatilidade. Na abertura, o Tesouro Prefixado 2032 atingiu 15,78%, a maior taxa histórica para o título, e o Tesouro IPCA+ 2032 chegou a IPCA + 8,10%.A alta de 2,88 pontos percentuais nos prefixados naquele dia foi a maior desde dezembro de 2004, superando até mesmo a registrada no início da pandemia em março de 2020. Em resposta a essa instabilidade, o Tesouro Nacional anunciou o cancelamento dos leilões de NTN-B, LFT e prefixados previstos para a semana. Além disso, realizou operações de recompra de títulos, totalizando cerca de R$ 31,6 bilhões na segunda e terça-feira, visando conter a volatilidade do mercado.Após o choque inicial, os títulos prefixados apresentaram uma leve queda em relação ao fechamento de segunda-feira, enquanto os títulos IPCA+ de longo prazo continuaram a registrar alta em suas taxas. A taxa do Tesouro IPCA+ 2050, que encerrou o dia 26 em IPCA + 7,03%, finalizou a semana em IPCA + 7,28%.

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Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor em novembro
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Novas regras do vale-refeição e alimentação entram em vigor em novembro

A partir de novembro, novas regras para os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) entram em sua fase final, com o objetivo de facilitar o uso e aumentar a concorrência entre as operadoras. A principal mudança é a implementação integral da interoperabilidade, que permite que estabelecimentos credenciados aceitem cartões de diferentes bandeiras, ampliando a rede de aceitação para os trabalhadores e reduzindo custos para os comerciantes.A interoperabilidade visa resolver o problema comum de estabelecimentos que aceitam um tipo de vale, mas não a bandeira específica do cartão do trabalhador. Com a integração, a mesma estrutura de pagamento poderá ser utilizada por diferentes operadoras, simplificando o processo para os comércios.O que muda para o trabalhador?Para os trabalhadores, a principal vantagem é a maior facilidade em encontrar locais que aceitem seus cartões de VR ou VA, independentemente da operadora. No entanto, o saldo dos cartões não será alterado, nem será possível transformar o benefício em dinheiro ou ampliar os tipos de produtos que podem ser adquiridos. As regras de uso de cada benefício permanecem as mesmas.O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas em restaurantes, lanchonetes e padarias. Já o vale-alimentação é para a compra de alimentos em supermercados e mercearias. Produtos como medicamentos, combustíveis, eletrônicos e bebidas alcoólicas não podem ser comprados com nenhum dos benefícios, mesmo que vendidos em estabelecimentos que aceitam os cartões.O saque do saldo, transferências entre benefícios ou para terceiros também continuam proibidos. As novas regras se aplicam a compras feitas presencialmente ou online, incluindo aplicativos de delivery. Cartões multibenefícios continuarão permitidos, mas os valores de VR e VA deverão ser mantidos separados dos demais saldos.O que muda para os comerciantes?Os estabelecimentos comerciais terão taxas limitadas a 3,6% sobre as vendas com VR e VA, e o repasse dos valores deverá ocorrer em até 15 dias corridos. Essas medidas visam reduzir os custos e a demora no recebimento, tornando a aceitação dos benefícios mais vantajosa, especialmente para pequenos comércios.A interoperabilidade também diminui a necessidade de contratar múltiplas soluções de pagamento, permitindo que os estabelecimentos atendam a uma gama maior de trabalhadores. Especialistas apontam que essas mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos comércios e tornar a aceitação dos benefícios mais atrativa.Obrigações e PenalidadesAs empresas não são obrigadas a oferecer vale-refeição ou vale-alimentação; essa oferta geralmente depende de acordos coletivos ou regras internas. As novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) focam na forma de utilização dos benefícios, não na obrigatoriedade de sua oferta.O descumprimento das regras por operadoras, estabelecimentos ou outros participantes do sistema pode acarretar multas administrativas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil, podendo ser dobradas em caso de reincidência. A Auditoria-Fiscal do Trabalho é responsável pela fiscalização.Empresas e profissionais cadastrados no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório para evitar a exclusão automática do programa.

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Mega-Sena acumula e sorteio deste domingo tem prêmio de R$ 42 milhões
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Mega-Sena acumula e sorteio deste domingo tem prêmio de R$ 42 milhões

A Caixa Econômica Federal realizará neste domingo (1º) o concurso 3080 da Mega-Sena. Após acumular na última sexta-feira (30), o prêmio máximo pode chegar a R$ 42 milhões. O sorteio está marcado para as 20h, no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, e terá transmissão ao vivo pelas redes sociais da Caixa.Para participar, os interessados podem registrar seus jogos em casas lotéricas credenciadas, pelo site ou aplicativo da Caixa até uma hora antes do sorteio. O bilhete simples, com seis números, custa R$ 6. Para apostas feitas pelo site, o valor mínimo é de R$ 30. Uma aposta com sete números custa R$ 35.Como apostar e valoresA Mega-Sena oferece diversas formas de aposta, incluindo jogos individuais e bolões. O bilhete simples de seis números tem o custo de R$ 6. Para quem deseja aumentar as chances, apostar em mais números eleva o valor: uma aposta com sete números custa R$ 35.Para apostas realizadas diretamente pelo site da Caixa, o valor mínimo total é de R$ 30, que pode ser utilizado para uma ou mais apostas.Bolões e cotasA modalidade de bolão permite que grupos de apostadores se unam para escolher os números. Ao registrar um bolão, é gerado um recibo de cota para cada participante, que poderá resgatar sua parte do prêmio individualmente. O valor mínimo para um bolão é de R$ 15, com cada cota custando no mínimo R$ 6. Um bolão pode ter de duas a 100 cotas.É possível também adquirir cotas de bolões organizados pelas próprias lotéricas. Nesse caso, uma tarifa de serviço adicional de até 35% sobre o valor da cota pode ser cobrada, a critério da lotérica.Distribuição da premiaçãoO prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação total. Desta porcentagem, 45% são destinados aos acertadores dos seis números (Sena), 13% aos que acertarem cinco números (Quina) e 15% aos que acertarem quatro números (Quadra).Adicionalmente, 17% do valor arrecadado ficam acumulados para serem distribuídos aos acertadores dos seis números em concursos com final 0 ou 5. Os outros 10% são reservados para a faixa principal (Sena) do último concurso do ano, a Mega da Virada, que também tem final 0 ou 5.Caso não haja ganhadores em nenhuma faixa, o valor acumula para o concurso seguinte na mesma faixa de premiação. Os prêmios expiram após 90 dias da data do sorteio, sendo os valores não resgatados repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

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Consumo de combustível: veja os 10 carros mais vendidos no Brasil
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Consumo de combustível: veja os 10 carros mais vendidos no Brasil

A busca por carros econômicos tem sido um fator decisivo para muitos consumidores brasileiros, especialmente diante da alta nos preços dos combustíveis. Pensando nisso, a CNN Brasil realizou um levantamento detalhado sobre o consumo médio de gasolina dos 10 carros mais vendidos no Brasil, com base em dados de emplacamento até setembro deste ano, consultados na Fenabrave.O estudo foca em veículos com motor a combustão, excluindo modelos elétricos como o BYD Dolphin Mini, que, apesar de não entrar nesta lista específica, figura entre os mais emplacados.Os campeões de venda e seu consumoA lista dos carros mais vendidos, em ordem de emplacamento, revela quais modelos estão conquistando o mercado nacional. O Fiat Strada lidera com 127.733 unidades emplacadas, apresentando um consumo de 13 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada.Em segundo lugar, o Volkswagen Polo, com 85.998 emplacamentos, registra 13,5 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada. O Fiat Argo aparece em seguida, com 72.053 unidades, consumindo 13,6 km/l em ciclo urbano e 14,5 km/l em rodoviário.Outros modelos de destaque incluem o Volkswagen T-Cross (71.269 emplacamentos) e o Volkswagen Nivus (70.645 emplacamentos), ambos com consumo similar na cidade (12,9 km/l) e ligeiramente diferente na estrada (14,9 km/l e 15 km/l, respectivamente).Consumo médio dos demais modelosO Chevrolet Onix, com 69.188 emplacamentos, mostra um bom desempenho com 13,7 km/l na cidade e 17,7 km/l na estrada, sendo um dos mais eficientes entre os sedans e hatches compactos.Os SUVs da Hyundai também aparecem na lista: o Creta (54.250 emplacamentos) registra 12 km/l na cidade e 12,7 km/l na estrada, enquanto o HB20 (53.589 emplacamentos) consome 13,3 km/l em perímetro urbano e 15,4 km/l em rodovias.Fechando o top 10, o Fiat Mobi (50.667 emplacamentos) se destaca com um dos melhores consumos, 14,5 km/l na cidade e 15,8 km/l na estrada. O Renault Kwid (45.513 emplacamentos) também apresenta números expressivos, com 14,4 km/l em cidade e 15,4 km/l em estrada.Metodologia e próximos passosOs números de consumo são baseados no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, utilizando a gasolina como combustível de referência. Os dados de emplacamento foram fornecidos pela Fenabrave.A análise reflete a preferência do consumidor brasileiro por veículos que ofereçam um bom equilíbrio entre desempenho e economia de combustível, um fator cada vez mais relevante no cenário econômico atual.

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Rio Grande do Sul: 724 mil motoristas ainda não pagaram pedágio free flow
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Rio Grande do Sul: 724 mil motoristas ainda não pagaram pedágio free flow

Um total de 724.414 motoristas ainda não pagaram as tarifas de pedágios eletrônicos, conhecidos como "free flow", no Rio Grande do Sul. O dado considera veículos que passaram pelos pórticos até 17 de outubro, e os condutores têm até 16 de novembro para quitar os valores sem incorrer em multas. O sistema de free flow, que opera sem cancelas, identifica os veículos por meio de câmeras e sensores, cobrando a tarifa automaticamente. Para quem já regularizou o pagamento do pedágio, é possível solicitar o reembolso de multas eventualmente pagas.O que é o Free Flow e como funciona a cobrança?O free flow, ou "fluxo livre" em inglês, é um sistema de cobrança de pedágio que dispensa a necessidade de paradas ou redução de velocidade, eliminando cabines e cancelas. Câmeras e sensores instalados em pórticos sobre as rodovias identificam os veículos, seja por meio de tags pré-existentes ou pela leitura das placas. Algumas câmeras utilizam tecnologia 3D para identificar o tipo de veículo e calcular tarifas específicas, como para caminhões, e luzes infravermelhas garantem a identificação mesmo em condições de baixa visibilidade. O motorista tem até 30 dias após a passagem pelo pórtico para quitar a tarifa.Suspensão de multas e prazo para pagamentoNo fim de abril, o Ministério dos Transportes suspendeu 2.627.504 multas por falta de pagamento do free flow. Essa medida visava assegurar um prazo adequado para a integração e o pleno funcionamento dos sistemas de pagamento, que apresentavam fragmentação entre as concessionárias. A suspensão das multas durou 200 dias. Motoristas que passaram pelos pórticos após 17 de outubro ainda estão dentro do prazo regular de 30 dias para quitação.Penalidades e como regularizar a situaçãoO não pagamento do pedágio free flow dentro do prazo é considerado uma infração grave de evasão de pedágio, sujeita a multa de R$ 195,23 e a cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No entanto, os motoristas que quitarem as tarifas devidas até 16 de novembro também poderão ter os pontos referentes às infrações abrangidas pela suspensão retirados da CNH. Para consultar as passagens e realizar o pagamento, os motoristas podem utilizar o aplicativo CNH do Brasil, acessando a opção "Veículos" e depois "Pedágio eletrônico".Como solicitar reembolso de multas pagasMotoristas que efetuaram o pagamento de multas antes ou durante o período de suspensão podem solicitar o reembolso através do portal gov.br. O processo envolve acessar o site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), selecionar "Multas e Serviços" e "Requerimento para restituição de Multas e Taxas". Após preencher o requerimento, o pedido deve ser protocolado no site gov.br, com login e anexação dos documentos necessários. As passagens registradas no aplicativo ficam disponíveis por até cinco anos.

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Black Friday 2026: Dicas para evitar falsas promoções e planejar compras
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Black Friday 2026: Dicas para evitar falsas promoções e planejar compras

A Black Friday 2026, marcada para a semana do dia 27 de novembro, já movimenta o comércio e os consumidores. No entanto, a data é conhecida por práticas de "Black Fraude", onde descontos não são reais. Para evitar cair em ciladas, especialistas e órgãos de defesa do consumidor recomendam planejamento e pesquisa antecipada.Uma pesquisa do Google revelou que 48% dos consumidores já chegam à Black Friday com a lista de compras definida, e 41% pretendem gastar mais do que no ano anterior. Além disso, 60% consideram a data a única oportunidade válida para adquirir itens de alto valor. A inteligência artificial também começa a ser utilizada por 15% dos entrevistados para monitorar preços e avaliar a veracidade das promoções.Como identificar promoções reais?O Procon-SP orienta que os consumidores iniciem a pesquisa de preços dos produtos desejados o quanto antes. Como não existe tabelamento de valores no Brasil, conhecer os preços médios é fundamental para identificar se um desconto é genuíno. O órgão alerta que a prática de vender um produto pela "metade do dobro" é considerada abusiva e deve ser denunciada, exigindo a apresentação de provas como capturas de tela que demonstrem a variação do preço.A comparação de preços pode ser feita diretamente nos sites das lojas ou por meio de ferramentas especializadas. Essa estratégia é mais eficaz para produtos padronizados, como eletrônicos e eletrodomésticos, pois itens como roupas possuem modelos variados que dificultam a comparação direta.Ferramentas e cuidados na hora da compraDiversas ferramentas de busca podem auxiliar na comparação de preços, incluindo BondFaro, Buscapé, Google Shopping, JáCotei e Zoom. O Procon-SP também sugere a criação de listas de compras, tanto para a Black Friday quanto para o Natal, a fim de evitar compras por impulso.Ao encontrar um preço atraente, é crucial analisar as condições de pagamento, incluindo taxas de juros e prazos de quitação. A desconfiança é uma aliada: verifique se a loja possui reclamações em sites como Consumidor.gov e Reclame Aqui. Dê preferência a fornecedores que disponibilizam canais de atendimento claros, CNPJ e endereço físico.Por fim, mesmo com um desconto, avalie se o produto atende a uma necessidade real e se cabe no seu orçamento. A decisão de compra deve ser consciente e planejada, garantindo que a Black Friday seja uma oportunidade de economia e não um motivo de endividamento.

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Governo Lula enfrenta desafios políticos e fiscais para implementar agenda
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Governo Lula enfrenta desafios políticos e fiscais para implementar agenda

A agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato encontra dois obstáculos centrais: as restrições políticas e as fiscais. A avaliação é de Mariana Castro Gill, sócia-diretora da Vector, que destacou em entrevista ao WW que o sucesso das propostas dependerá, em grande medida, das prioridades que o governo decidir adotar.Segundo Gill, o governo chega com uma pauta extensa, que inclui políticas sociais, mudanças trabalhistas, segurança pública e regulação digital. Algumas dessas medidas já avançaram, mas outras dependem de novas decisões do Congresso Nacional, o que representa um dos principais desafios da gestão.Orçamento limitado e negociação de recursosAlém do desafio político, Gill ressaltou que a questão orçamentária representa uma segunda dificuldade significativa. Boa parte dos recursos públicos já está comprometida com despesas obrigatórias, o que significa que, mesmo que as propostas sejam populares, o governo pode enfrentar resistência no Congresso para financiar sua implementação."Lula vai precisar negociar tanto os votos quanto os recursos para conseguir implementar essas medidas", disse Gill, alertando que essas duas negociações "nem sempre caminham juntas e são tão simples", sinalizando a complexidade do cenário.Estratégias para garantir governabilidadeDiante desse quadro, Gill avaliou que a movimentação de aproximação com o Centrão e a divisão da Esplanada dos Ministérios entre partidos aliados têm sido um dos principais movimentos para garantir governabilidade. Essa articulação visa não apenas assegurar votos no Congresso, mas também viabilizar a implementação de medidas relevantes para a construção de um legado político, com vistas a uma futura sucessão.A cientista política e professora da FGV-EESP, Lara Mesquita, complementou a análise, sugerindo que a perda de espaço do Centrão para o PL nas eleições de 2026 pode aproximar esses partidos do governo Lula, favorecendo a formação de uma aliança no Congresso. "O crescimento (do PL) foi em cima desses partidos, não foi em cima das siglas da esquerda", explicou Mesquita.Mesquita ressaltou ainda que as pautas prioritárias do governo serão determinantes para o sucesso dessa articulação. Caso o foco recaia sobre segurança pública e ajuste fiscal, o Congresso tenderia a ceder e votar com o governo. "Não vai ser o ajuste fiscal que o governo quer, não vai ser a reforma da agenda de segurança pública exclusiva da vontade do PT, mas eu acho que é possível se chegar a um consenso e caminhar no sentido certo", concluiu.

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Ibovespa tem 4ª maior queda semanal do século; entenda os motivos
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Ibovespa tem 4ª maior queda semanal do século; entenda os motivos

O Ibovespa fechou a semana com uma queda expressiva de 18,12%, configurando a quarta maior retração semanal da Bolsa brasileira neste século. O índice se iguala a períodos marcados por crises globais como a financeira de 2008, a pandemia de Covid-19 em 2020 e os ataques de 11 de Setembro em 2001.A magnitude da queda, que levou o Ibovespa abaixo dos 168 mil pontos, levanta comparações com momentos de forte instabilidade nos mercados. No entanto, economistas ouvidos pelo InfoMoney apontam origens distintas para esses movimentos, com a atual desvalorização sendo analisada sob a ótica de uma correção de expectativas após uma forte alta pré-eleitoral e preocupações com o cenário fiscal.Origens das Crises: Um Olhar HistóricoAs quedas semanais mais expressivas do Ibovespa neste século foram:Crise financeira global de 2008: -20,01% na semana de 10 de outubro.Pandemia de Covid-19 em 2020: -18,88% na semana de 20 de março.Ataques de 11 de Setembro em 2001: -18,12% na semana de 14 de setembro.Pós-eleição de 2026: -18,12% na semana de 30 de outubro.Em 2001 e 2008, a pressão sobre os ativos brasileiros veio de crises originadas nos Estados Unidos e de uma onda global de aversão ao risco. Em 2020, a pandemia gerou um cenário de "absoluta incerteza", com dificuldade em dimensionar a duração e os efeitos econômicos. A crise de 2008, por exemplo, foi marcada pelo contágio da aversão internacional ao risco após a falência do Lehman Brothers, enquanto a pandemia paralisou economias globais e forçou o acionamento do circuit breaker na B3 seis vezes em apenas oito pregões.A Correção Pós-Eleitoral e o Peso do FiscalDiferentemente das crises anteriores, a queda recente do Ibovespa é vista por especialistas como uma correção de expectativas. Após o primeiro turno das eleições de 2026, o índice havia atingido recordes acima dos 209 mil pontos, impulsionado pela expectativa de uma vitória da oposição e uma política econômica voltada à consolidação fiscal. Com a reeleição de Lula, essas posições foram rapidamente desfeitas, levando a uma queda de 13,88% já na segunda-feira seguinte, com acionamento do circuit breaker.Rafael Cagnin, diretor-executivo do IEDI, destaca que a alta anterior foi um repique forte e de curto prazo, diferente das reversões de patamar vistas em crises anteriores. Ele avalia que houve uma expectativa excessivamente favorável ao cenário projetado pelo mercado antes do segundo turno, seguida por uma correção rápida.As preocupações fiscais para o próximo mandato também pesam sobre o mercado. Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, identifica um "overshooting", onde os preços dos ativos reagem intensamente a mudanças nas expectativas. No cenário atual, ele relaciona o movimento ao aumento do prêmio de risco e à menor probabilidade percebida de um programa de correção fiscal.O Que Esperar a Seguir?A partir de agora, a trajetória do Ibovespa dependerá das sinalizações do governo sobre a condução da política econômica, a velocidade das medidas de consolidação fiscal e a trajetória da dívida pública. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ressalta que a Bolsa negocia expectativas futuras, e o cenário para 2027 em diante começa a ser precificado.Jason Vieira, economista-chefe da Lev, aponta que o momento também é de incertezas externas, mas que as decisões internas serão cruciais. "Tudo vai depender dos anúncios", afirma, referindo-se às sinalizações do governo sobre a condução fiscal. Uma comunicação crível sobre a trajetória fiscal pode alterar a percepção dos investidores e influenciar os próximos movimentos da Bolsa.

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Voto evangélico: Flávio Bolsonaro teve melhor desempenho em cidades com mais fiéis
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Voto evangélico: Flávio Bolsonaro teve melhor desempenho em cidades com mais fiéis

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais para Lula (PT), apresentou seu melhor desempenho eleitoral em municípios com maior concentração de população evangélica. A análise, que cruza dados do Censo 2022 do IBGE sobre religião com os resultados da votação oficializados pelo TSE, revela uma correlação entre a proporção de evangélicos em uma cidade e a votação em Bolsonaro.A totalização do TSE confirmou a reeleição de Lula com 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa detalha como o desempenho do candidato do PL variou de 7,6% a 90,5% dos votos válidos em diferentes municípios, enquanto a proporção de evangélicos na população dessas mesmas cidades ia de 1,2% a 88,7%.Associação entre fé e voto por regiãoO Centro-Oeste se destacou como a região onde a correlação entre a presença evangélica e a votação em Flávio Bolsonaro foi mais clara. Cerca de 42% dos municípios dessa região apresentaram simultaneamente alta proporção de evangélicos e maior votação no candidato do PL. Cidades como Goiânia, Campo Grande e Cuiabá, com percentual de evangélicos acima da média nacional, registraram ampla vitória de Bolsonaro.No entanto, a relação não se manteve uniforme em todo o território nacional. O Nordeste, principal reduto de Lula, apresentou um cenário diferente. Em 55% dos municípios da região, a proporção de evangélicos era baixa, e Flávio Bolsonaro obteve votação reduzida. O interior nordestino concentrou cidades com menos evangélicos e votação expressiva para Lula, como em Juazeiro do Norte (CE).Na região Sul, Flávio Bolsonaro demonstrou força mesmo em locais com menor presença evangélica. Municípios como Montauri (RS), com a menor proporção de evangélicos do país, e Caxias do Sul (RS), de maioria católica, votaram em peso no candidato do PL. Arroio do Padre (RS), o município mais evangélico do Brasil, também deu ampla vantagem a Bolsonaro.No Norte, a situação foi inversa em algumas áreas. Extensões do Amazonas e Pará apresentaram alta presença evangélica, mas a votação de Flávio Bolsonaro ficou na faixa intermediária ou baixa, indicando que, nesses estados, municípios com maior percentual de evangélicos tenderam a registrar percentuais menores de votos em Lula.Variação do voto evangélicoA análise detalhada por faixas de percentual de evangélicos na população municipal mostra a variação da preferência eleitoral. Nos 502 municípios onde os evangélicos representam até 10% da população, Lula obteve 68,5% dos votos válidos, contra 31,5% de Flávio Bolsonaro. Na faixa de 10% a 20% (1.929 municípios), Lula liderou com 61,3% contra 38,7%.A diferença diminuiu na faixa de 20% a 30% de evangélicos (1.819 municípios), com Lula obtendo 51,3% e Flávio Bolsonaro, 48,7%. A partir dos 30% de população evangélica, o resultado se inverteu. Nos 973 municípios com proporção de evangélicos entre 30% e 40%, Flávio Bolsonaro alcançou 54,2% e Lula, 45,8%. Na faixa de 40% a 50%, o placar foi de 54,6% a 45,4%. Nos 58 municípios onde mais da metade da população é evangélica, Flávio Bolsonaro chegou a 55,2%, enquanto Lula ficou com 44,8%.É importante ressaltar que a proporção de evangélicos não explica sozinha a geografia eleitoral, que é influenciada por múltiplos fatores. A correlação indica que as variáveis se movimentam juntas, sem isolar outros elementos que também diferenciam os municípios.Pesquisas anteriores já indicavam essa tendência. Um levantamento do Datafolha em outubro, após o primeiro turno, mostrou que Flávio Bolsonaro tinha 69% de intenção de voto entre os eleitores evangélicos, contra 25% de Lula. Diferentemente de seu pai, Jair Bolsonaro, que se declara católico, Flávio Bolsonaro foi batizado na fé evangélica.

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TCU propõe alíquota de 11,3% para novo imposto sobre consumo em 2027
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TCU propõe alíquota de 11,3% para novo imposto sobre consumo em 2027

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou uma sugestão para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal da reforma tributária, seja de 11,3% em 2027. O percentual foi calculado por técnicos do tribunal com base em dados da Receita Federal e será encaminhado ao Congresso Nacional. O Senado tem até 15 de dezembro para fixar o valor final, que entrará em vigor a partir de 2027.A estimativa do TCU parte da premissa de manter o atual patamar da carga tributária sobre o consumo, considerando a arrecadação dos impostos que serão extintos no fim de 2026, como PIS, Cofins e parte do IPI. Essa proposta difere de estimativas anteriores, como a do governo em 2024, que previa 8,8% para a CBS, e a do Comitê Gestor do IBS, que apontava cerca de 9,2% para o próximo ano.O que motivou a proposta do TCUPara mensurar a alíquota da CBS, técnicos do TCU estimaram a arrecadação dos impostos atuais que serão extintos. A reforma tributária busca manter o nível de arrecadação, o que, segundo o tribunal, justifica a alíquota sugerida. No entanto, analistas apontam que a alíquota proposta pelo TCU, somada ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) estadual e municipal, pode levar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) brasileiro a superar 30% em 2033, tornando-o um dos mais altos entre os países desenvolvidos.A média de impostos gerais sobre o consumo nos países da OCDE, segundo a Tax Foundation, foi de 19,4% em 2026. O governo federal argumenta que, atualmente, a tributação sobre o consumo no Brasil chega a cerca de 34%, mas que o sistema complexo e a incidência de impostos "por dentro" (em cascata) dificultam o cálculo exato.Impactos e preocupações com a alíquotaA concentração da carga tributária sobre o consumo é apontada como um fator de "regressividade", prejudicando a população de menor renda. A proposta do TCU, acima do esperado, gerou preocupação em setores como comércio, indústria e telecomunicações. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alertou para o risco de aumento da carga tributária, especialmente para prestadores de serviços intensivos em mão de obra, que não geram créditos.A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) considera preocupante a alíquota de 11,3%, pois pode ameaçar elevar a carga tributária das empresas, refletindo em preços mais altos para o consumidor e comprometendo o acesso à alimentação para famílias de menor renda. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a proposta, afirmando que ela quebra a premissa de manutenção da carga fiscal e pode retirar mais de R$ 100 bilhões da economia já em 2027.Benefícios e próximos passosA alta alíquota de referência também é atribuída às exceções e benefícios aprovados na reforma, como alíquota zero para a cesta básica, medicamentos e dispositivos médicos, além de alíquotas reduzidas para serviços de educação e saúde. Esses incentivos fiscais, segundo especialistas, resultam em uma taxa de referência mais elevada para as atividades sem benefícios.O presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, expressou preocupação com o impacto no setor de telecomunicações, que teria um aumento na carga tributária, prejudicando investimentos e o custo dos serviços. O Senado Federal tem a responsabilidade de analisar a proposta do TCU e definir a alíquota final até 15 de dezembro.

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Endividamento recorde no Brasil: mais de 80% das famílias com dívidas
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Endividamento recorde no Brasil: mais de 80% das famílias com dívidas

O Brasil registrou o maior índice de endividamento familiar desde o início da série histórica, com 80,9% das famílias declarando possuir algum tipo de dívida em abril de 2026. Esse cenário é impulsionado pela alta taxa de juros, pelo aumento do uso do crédito rotativo e pela pressão do custo de vida. O comprometimento da renda mensal com o pagamento de dívidas atingiu 29%, o que significa que quase um terço do orçamento já está destinado a esses pagamentos antes mesmo das despesas básicas. O endividamento caro e mal planejado preocupa, pois pode levar à perda de força do consumo e ao freio do crescimento econômico.O que é dívida boa e dívida ruim?A diferença entre dívida boa e dívida ruim é econômica. A dívida boa é aquela que pode aumentar a renda ou ajudar a construir patrimônio, desde que o retorno compense o custo dos juros, como investimentos em educação ou financiamentos estratégicos. Já a dívida ruim é utilizada para antecipar consumo e tende a crescer mais rápido que a renda, pressionando o orçamento, como compras de roupas ou eletrônicos financiados sem planejamento.Impactos na economia e no consumoO enfraquecimento financeiro das famílias tem reflexos diretos no ambiente empresarial e na economia. Com menos renda disponível, os gastos considerados não essenciais são reduzidos, impactando o comércio e os serviços. Especialistas apontam que os juros elevados, influenciados pelo alto endividamento do próprio Estado brasileiro, afetam a dinâmica econômica do país. O aumento do endividamento e da inadimplência também pode levar a um aumento da taxa de juros do comércio, penalizando o crescimento econômico sustentado a médio prazo.Soluções em debate e próximos passosDiante do cenário, o governo federal relançou o programa Novo Desenrola Brasil, com a expectativa de alcançar até 15 milhões de pessoas, com novos acordos previstos para fevereiro de 2027. No entanto, alguns especialistas e parlamentares defendem que programas de renegociação são paliativos e que são necessárias medidas estruturais de médio e longo prazo, voltadas para geração de emprego, aumento da renda, acesso a crédito mais barato e educação financeira. O debate sobre a proteção aos consumidores endividados e o fortalecimento de programas de renegociação continua no Congresso Nacional.

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Conflitos globais desorganizam rotas aéreas e aumentam riscos para aviação
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Conflitos globais desorganizam rotas aéreas e aumentam riscos para aviação

Conflitos em diferentes partes do mundo têm desorganizado completamente a aviação civil, reduzindo as opções de rotas seguras, especialmente entre a Europa e a Ásia. Ataques recentes de houthis contra aeroportos na Arábia Saudita alteraram rotas utilizadas por companhias como British Airways e FedEx, segundo dados de rastreamento de voos da Flightradar24. Quando não há fechamento completo do espaço aéreo, as companhias aéreas precisam decidir por conta própria por onde voar, enfrentando um conjunto de recomendações que muitas vezes divergem entre si, emitidas por órgãos reguladores, agências de inteligência e consultorias privadas de segurança.Rotas alteradas e novos riscosEste ano trouxe um desafio sem precedentes para encontrar trajetos seguros, segundo Mark Zee, fundador da OpsGroup, grupo independente de consultoria em segurança da aviação. "A discussão não é mais sobre o que é 100% seguro, mas sobre o que representa o menor risco", afirmou Zee, ex-piloto e despachante de voos. "E, claro, menor risco não significa baixo risco." Em alguns casos, os desvios acrescentaram horas ao tempo de voo. Em outros, as companhias optaram por rotas alternativas mais curtas, mas que também envolvem riscos.O voo 198 da British Airways, de Mumbai a Londres, passou a utilizar mais rotas pela Ásia Central para evitar o espaço aéreo saudita após os recentes ataques. O novo trajeto evita o espaço aéreo saudita e não alterou o tempo total de viagem, mas envolve riscos como a extensão da guerra entre Rússia e Ucrânia ou novos desdobramentos do conflito entre o Talibã e o Paquistão. O Afeganistão também não conta com um sistema de controle de tráfego aéreo em operação.Desafios para companhias aéreas e cargaAs companhias aéreas da Índia, proibidas de entrar no espaço aéreo do Paquistão, têm poucas alternativas para voos com destino à Europa. A Air India passou a escolher um trajeto que se aproxima mais da fronteira norte da Índia e da região de Damasco, na Síria. Embora alguns órgãos reguladores classifiquem trechos dessa rota como inseguros, ela se tornou uma alternativa cada vez mais utilizada por companhias como Emirates, Qatar Airways e Turkish Airlines para evitar a ameaça representada pela milícia houthi.Não são apenas os aviões de passageiros que enfrentam dificuldades. A FedEx aumentou a duração de seus voos para chegar a destinos como Dubai. A nova rota da gigante de logística, que passa mais perto da China para reduzir o tempo de voo nos espaços aéreos do Afeganistão e do Paquistão, acrescenta cinco horas à viagem. "A FedEx continua monitorando a situação no Oriente Médio e ajustando suas operações para manter os serviços de e para a região", afirmou um porta-voz da empresa.Impacto em rotas de longa distância e segurançaDesde 2018, a Qantas operava uma das rotas sem escalas mais longas do mundo entre Perth e Londres. A empresa abandonou esse trajeto em março, depois de concluir que a distância não era viável com ajustes para voar pela Ásia Central. Desde então, a Qantas passou a operar a rota com uma parada para abastecimento em Singapura, o que acrescenta cerca de quatro horas ao tempo total da viagem.Mark Zee, que em 2014 estava a bordo de um avião que percorria a mesma rota sobre a Crimeia utilizada pelo voo MH17 da Malaysia Airlines quando foi abatido, fundou a OpsGroup após a revelação de que algumas companhias aéreas haviam recebido alertas sobre o risco de aviões serem atingidos na região, mas não compartilharam as informações com suas equipes. A organização reúne cerca de 10 mil integrantes. Na semana passada, a OpsGroup afirmou que o espaço aéreo da Arábia Saudita não era seguro em nenhuma altitude. "Não conseguimos mais encontrar uma rota com risco zero para atravessar o Oriente Médio. Simplesmente não existe", disse Zee.

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Banco do Japão mantém juros em 1,25% e sinaliza alta em dezembro
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Banco do Japão mantém juros em 1,25% e sinaliza alta em dezembro

O Banco do Japão (BoJ) manteve sua taxa básica de juros em 1,25% ao ano, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (30). A decisão, amplamente esperada pelo mercado, veio acompanhada de um tom que reforçou as apostas de uma nova alta em dezembro, quando investidores projetam a normalização da taxa para 1,5%.A economista Marilia Fontes analisou a decisão, destacando o contexto histórico que explica a cautela da autoridade monetária japonesa. Segundo ela, o BoJ sofreu por muito tempo com a necessidade de aumentar estímulos para impulsionar a atividade econômica, diante do risco de deflação. Desde 2013, o objetivo tem sido buscar uma economia mais robusta, com consumo aquecido e aumento de salários.Sinais de recuperação econômica impulsionam cautelaMarilia Fontes ressaltou que os dados econômicos japoneses começam a apresentar os resultados esperados. O crescimento do salário real e do consumo tem aumentado, o que dá suporte para que o BoJ considere retornar a taxa de juros ao nível do juro neutro, que não acelera nem desacelera a inflação. A inflação no Japão atingiu 2,1%, levemente acima da meta de 2%. Diferentemente de outras economias, o Japão busca manter a inflação em um patamar razoável, e não apenas contê-la.As expectativas de convergência da inflação para a meta, no entanto, estão projetadas apenas para 2028. Fatores como o período pós-pandemia, o conflito entre Ucrânia e Rússia e o aumento do preço do petróleo pressionaram os preços no curto prazo.Impacto no iene e no carry trade globalCom a decisão de manutenção dos juros, o iene registrou uma leve valorização de 0,34%. "O mercado está precificando que o BoJ pode fazer um novo movimento de alta, e isso tende a valorizar o iene", explicou Marilia Fontes. A valorização foi modesta, pois a manutenção já era esperada, mas a perspectiva de uma alta em dezembro sustentou o movimento.As decisões de juros do Japão têm repercussão global devido às operações de carry trade. Desde 2013, com a taxa japonesa em terreno negativo, o país se tornou referência para investidores que tomavam dinheiro emprestado a baixo custo para aplicá-lo em países com juros mais altos, como o Brasil. "Os movimentos de juros no Japão acabam influenciando bastante a moeda e, consequentemente, as operações de carry trade em todo o resto do mundo", afirmou Fontes.Risco de aperto monetário excessivo preocupa autoridadesA economista alertou para os riscos de um aperto monetário acelerado. "O aumento de juros lá tem que ser feito com muita cautela, porque eles sofreram mais de duas décadas com deflação e atividade fraca", disse. A deflação gera um ciclo vicioso, com consumidores adiando compras, investimentos recuando e salários estagnados.Por isso, os ajustes de juros no Japão têm sido realizados em passos de 25 pontos-base, com intervalos para avaliar os efeitos na economia. "Na dúvida, eles sempre vão acabar deixando a inflação escapar um pouquinho para cima e depois tentar controlar", concluiu Marilia Fontes.

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Mercado imobiliário de Buenos Aires atinge recorde de construção em Palermo
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Mercado imobiliário de Buenos Aires atinge recorde de construção em Palermo

O mercado imobiliário de Buenos Aires, especificamente na região entre os bairros de Palermo e Recoleta, conhecida como corredor do Parque Las Heras, registrou um volume recorde de construção. Segundo levantamento da Reporte Inmobiliario, foram identificados 172.489 m² em obras, o maior volume da série histórica analisada nos últimos 21 anos. Este número representa um aumento de quase 40% em relação aos 123.123 m² registrados há dois anos.A área em questão, delimitada pelas avenidas Figueroa Alcorta, Pueyrredón e Las Heras, e pela rua República de la India, tem atraído incorporadoras em busca de terrenos para empreendimentos residenciais de alto padrão. Ao todo, foram contabilizados 35 empreendimentos em diferentes fases de construção ou recém-concluídos. Embora a quantidade de projetos seja alta, o recorde anterior de 38 edifícios, de 2008, envolvia uma área total menor.Preços disparam e superam Puerto MaderoO aquecimento da atividade construtiva se reflete diretamente nos preços. O valor médio do metro quadrado dos empreendimentos pesquisados atingiu US$ 5.353 (aproximadamente R$ 27.300), um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Em edifícios próximos da conclusão, com mais de 85% das obras finalizadas, o valor pode chegar a US$ 5.500 por metro quadrado (cerca de R$ 28.100), superando a média geral da área e alcançando patamares de Puerto Madero, tradicionalmente a região mais exclusiva da capital argentina.As condições de pagamento para esses imóveis de luxo incluem exigências de entrada de pelo menos 40% do valor em dólares em espécie. As parcelas restantes podem ser negociadas em pesos argentinos, com correção por índices de reajuste, ou em dólares, dependendo do projeto. Além disso, vagas de garagem individuais nesses empreendimentos são comercializadas por valores entre US$ 45 mil e US$ 55 mil (aproximadamente R$ 229.500 a R$ 280.500).Investimento de peso e expansão de mercadoO interesse por essa região de Palermo é evidenciado por investimentos de grandes players do mercado. Eduardo Costantini, fundador da incorporadora Consultatio, adquiriu em maio de 2025 um terreno de mais de 3.400 m² por mais de US$ 21 milhões (cerca de R$ 107,1 milhões). O terreno, localizado na rua Soldado de la Independencia, 615, próximo ao Campo Argentino de Polo, foi comprado em leilão promovido pela Agência de Administração de Bens do Estado (AABE).Segundo Gonzalo de la Serna, CEO da Consultatio, a aquisição visa viabilizar um empreendimento residencial de alto padrão, aproveitando a localização estratégica. Esta operação reforça a estratégia da empresa em buscar locais premium, que combinam terrenos de grandes dimensões, proximidade com áreas verdes e acesso a importantes vias, expandindo o interesse para além dos corredores imobiliários tradicionais.

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China amplia regras para fiscalizar investimentos de pessoas físicas no exterior
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China amplia regras para fiscalizar investimentos de pessoas físicas no exterior

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China publicou na última sexta-feira (22.out.2026) novas regras para regulamentar investimentos no exterior, que ampliam a supervisão para incluir pessoas físicas e tornam as exigências de prestação de informações mais rigorosas. As medidas entrarão em vigor em 1º de dezembro deste ano.As novas normas atualizam as regras de 2017 e implementam diretrizes mais amplas do Conselho de Estado sobre o tema, que entraram em vigor em julho. Além das empresas, as novas regras passam a abranger formalmente pessoas físicas residentes na China e outras organizações.O que muda para os investidoresSegundo Wang Kaiding, sócio do escritório de advocacia King & Wood, não se espera que investimentos já realizados por pessoas físicas precisem de aprovação ou registro retroativo. No entanto, as novas regras introduzem a obrigação de apresentar relatórios anuais, com envio de informações sobre investimentos no exterior até 30 de junho de cada ano.Investidores que planejam projetos com pelo menos US$ 100 milhões em capital chinês ou que possam afetar as relações diplomáticas deverão informar as atividades preliminares com pelo menos 10 dias úteis de antecedência às etapas importantes, como assumir compromissos de investimento ou assinar acordos.As medidas também eliminam o limite anterior de US$ 300 milhões para a comunicação de reinvestimentos não sensíveis realizados por meio de entidades no exterior controladas por investidores chineses. Agora, esses aportes, assim como investimentos de retorno à China, deverão ser informados com pelo menos 20 dias úteis de antecedência em relação à sua implementação.Motivações e abrangência das novas regrasA comissão afirmou que as novas regras respondem a medidas adotadas por alguns países que exigem que investidores chineses forneçam tecnologia ou dados ou se desfaçam de participações societárias ou ativos. A intenção é aumentar o controle e a transparência sobre os fluxos de capital para fora do país.As normas também passam a incluir prestadores de serviços profissionais no sistema de supervisão regulatória. Com isso, as autoridades poderão tomar medidas contra empresas que conscientemente auxiliem no descumprimento das regras ou emitam documentos falsos ou com omissões relevantes.Exceções e próximos passosInvestimentos realizados por meio de canais como o programa QDII (Investidores Institucionais Domésticos Qualificados), o mecanismo Stock Connect (conexão entre os mercados de ações da China continental e de Hong Kong) e o programa Cross-Boundary Wealth Management Connect continuam dispensados de aprovação, registro e prestação de informações.No entanto, essa isenção não se aplica quando os investidores obtêm o controle da empresa investida ou adquirem participações societárias ou direitos de voto em múltiplos de 10%. As novas regras entram em vigor em 1º de dezembro, exigindo maior atenção dos investidores chineses e das entidades que os auxiliam.

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Cafeicultora colombiana vende grão por valor recorde após superar adversidades
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Cafeicultora colombiana vende grão por valor recorde após superar adversidades

A produtora rural colombiana María Nilsa Garzón Díaz comercializou um lote de café por US$ 400 a libra-peso (R$ 4.409,25 por quilo), um valor recorde registrado no leilão internacional Colombia Tierra de Diversidad, realizado durante a feira Cafés de Colombia Expo 2026, em Bogotá. O café, da variedade Castillo e produzido no município de Rosas, departamento de Cauca, foi adquirido pela companhia Banexport Café 18, após doze anos de dedicação da agricultora à melhoria da qualidade do produto.A participação de María Nilsa no evento esteve sob risco até os últimos momentos. No dia 12 de outubro, um ataque com carro-bomba atingiu o posto de pedágio de El Bordo, próximo à residência da produtora, deixando três civis feridos e bloqueando o tráfego regional. "A meia hora de distância explodiu a bomba no pedágio, parecia impossível conseguir sair", relatou María Nilsa à Forbes Colombia. Apesar do incidente, a cafeicultora decidiu seguir em frente com o objetivo de promover o departamento de Cauca pela excelência de sua produção agrícola, e não pela violência.Superação de adversidadesAlém dos obstáculos logísticos e da instabilidade na região, María Nilsa enfrentou perdas pessoais significativas. Cerca de 45 dias antes do leilão, um incêndio destruiu a sede de sua propriedade rural, incluindo as reservas de café destinadas à comercialização. "O fogo consumiu toda a residência no sítio. A única reserva restante era este café para conseguir seguir adiante", detalhou.Apesar das perdas, a produtora optou pela reconstrução no mesmo local, motivada pela confiança no potencial de seu café e no desenvolvimento local. "Em meio aos escombros decidi erguer a cabeça, em razão da confiança no potencial deste café e naquilo que desenvolvemos na nossa localidade", declarou.Doze anos de dedicação e qualidadeMaría Nilsa cultiva aproximadamente 7.000 pés de café em terras de sua família há cerca de 120 anos. A variedade Castillo, amplamente cultivada na Colômbia por sua tolerância à ferrugem, foi a escolhida. A produtora atribui o sucesso à atenção constante na lavoura, incluindo colheita seletiva, controle de fermentação e secagem dos grãos, etapas que demandam meses de trabalho."Trata-se de um lote com notas frutadas, paladar suave e aroma destacado, conduzido sob rigoroso manejo técnico, fruto de trabalho ininterrupto executado por doze anos", explicou. Seu objetivo era alcançar patamares de preço similares aos vistos em mercados como o do Panamá, onde grãos especiais atingem valores históricos.O segmento de grãos diferenciadosO lote de María Nilsa obteve classificação de destaque entre 1.048 inscritos no Concurso Nacional de Qualidade Colombia Tierra de Diversidad. Deste total, 55 amostras chegaram à rodada final e 25 ingressaram no pregão internacional. A rodada de lances movimentou US$ 685.539, com média de US$ 68,109 por libra-peso. O lote de Rosas, com US$ 400 por libra-peso (R$ 2.160), superou significativamente a média do evento.Esses valores elevados referem-se a lotes reduzidos e selecionados por critérios sensoriais rigorosos, não representando o valor habitual recebido pela totalidade da safra. Para a produtora, essa valorização pontual é crucial para cobrir custos operacionais, insumos e sustento familiar, complementando a renda com moagem e torrefação artesanal, artesanato e produção diversificada na propriedade.Incentivo à permanência no campoA trajetória de María Nilsa dialoga com a questão da sucessão rural familiar na Colômbia. A receita obtida com o café viabilizou a formação acadêmica de seus herdeiros, com um deles direcionando a carreira para o barismo e outros integrando a gestão dos negócios rurais. A meta da produtora é demonstrar que a agricultura pode oferecer retorno financeiro consistente, incentivando as novas gerações a permanecerem no campo."Trabalho para despertar o apreço pela cafeicultura e pela vida no campo, transmitindo a ideia de que o cotidiano não se restringe às capitais e que a vida rural guarda perspectivas amplas", salientou. Embora o valor recorde não elimine os gargalos enfrentados pelos agricultores de Cauca, como custos operacionais e insegurança regional, ele representa a realização de uma meta de mais de uma década e um panorama de superação em uma região marcada por conflitos.

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Hershey: Vendas de doces caem com inflação e alta dos combustíveis nos EUA
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Hershey: Vendas de doces caem com inflação e alta dos combustíveis nos EUA

A Hershey, maior fabricante de chocolates dos Estados Unidos, enfrenta um cenário preocupante com a queda nas vendas de doces, especialmente em lojas de conveniência, onde a categoria registrou um recuo de 5% em setembro. A fraqueza se estendeu para outubro, refletindo a pressão da inflação e dos altos preços dos combustíveis no orçamento das famílias americanas.O diretor financeiro da empresa, Dave Hulays, destacou que os consumidores estão mais cautelosos com a inflação, fazendo escolhas deliberadas entre os canais de compra. Segundo ele, há uma migração de gastos para grandes varejistas, comércio eletrônico e clubes de atacado. Fora das lojas de conveniência, a categoria de doces apresentou um crescimento de 3,7% no terceiro trimestre, o que leva a Hershey a classificar a fraqueza como um problema mais relacionado ao canal de vendas e à frequência de compra.Pagando mais, comprando menosOs resultados financeiros da Hershey evidenciam essa tendência. As vendas líquidas cresceram 3% no terceiro trimestre, alcançando cerca de US$ 3,28 bilhões. No entanto, esse aumento foi impulsionado por elevações de preços que representaram aproximadamente 11 pontos percentuais, enquanto o volume vendido caiu cerca de 10 pontos percentuais. Diante desse cenário, a empresa reduziu sua projeção de crescimento orgânico das vendas líquidas para o ano para cerca de 3%, no piso da faixa anterior.A retração nas vendas de doces não é exclusiva da Hershey. Dados da NielsenIQ indicam que as vendas de doces para o Halloween caíram 6,7% no período encerrado em 17 de outubro, comparado ao ano anterior. Apenas pacotes menores mantiveram crescimento. Paralelamente, o preço médio da gasolina nos EUA atingiu cerca de US$ 4,29 por galão, quase 40% acima do valor do ano anterior.Gastos com Halloween em alta, mas com cautelaApesar da queda nas vendas de doces em alguns canais, a National Retail Federation projeta um recorde de US$ 13,5 bilhões em gastos com o Halloween neste ano. Desse total, US$ 4,1 bilhões devem ser destinados à compra de doces, item que 96% dos consumidores pretendem adquirir. Contudo, a entidade ressalta que os compradores estão mais atentos à relação custo-benefício.O preço do cacau, um dos principais componentes do chocolate, está bem abaixo dos recordes recentes. Após atingir cerca de US$ 10.710 por tonelada métrica em janeiro de 2025, o preço recuou significativamente. A Hershey mencionou que o setor saiu de um excedente histórico, com estoques mais saudáveis e uma cadeia de fornecimento mais diversificada. No entanto, os consumidores ainda não sentiram alívio nos preços dos doces. Um pacote com 100 unidades para o Halloween custa em média US$ 16,96, alta de 71% em relação a 2021. Custos elevados de transporte, embalagens e outros insumos continuam sustentando os preços.O que esperar para o fim da temporadaCom o Halloween caindo em um sábado e após um feriado do Dia do Trabalho mais tardio, a Hershey enfrenta uma temporada de vendas mais concentrada. O CEO Kirk Tanner afirmou que cerca de 35% das vendas sazonais ocorrem na última semana antes do Halloween, e que os maiores dias de vendas ainda estão por vir. A empresa enviou mais produtos de Halloween para as lojas e montou suas áreas promocionais.Tanner expressou a necessidade de os consumidores comparecerem às lojas nos dias finais, que são críticos para as vendas. Olhando para o futuro, a Hershey pretende apostar em novos produtos, embalagens menores e faixas de preço mais acessíveis para reconquistar consumidores sensíveis aos custos.

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China critica série de TV japonesa "Vivant" e pressiona parceiros comerciais
Geral31 de out.

China critica série de TV japonesa "Vivant" e pressiona parceiros comerciais

A China intensificou sua campanha de pressão contra o Japão, voltando sua atenção para a esfera cultural e criticando a popular série de televisão japonesa "Vivant". Pequim alega que a produção, que retrata uma agência de inteligência chinesa fictícia como antagonista, promove uma visão negativa do país e espalha sentimentos anti-China. A segunda temporada da série, lançada em julho, inclui cenas de agentes chineses torturando operativos japoneses, o que gerou forte reação do governo chinês.Críticas e Acusações OficiaisO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, afirmou que a série "revela mais uma vez que existe uma força no Japão que tenta usar produtos culturais para difamar a China". As críticas ocorrem em meio a um contexto de tensões diplomáticas, após a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sugerir que o Japão poderia intervir militarmente caso a China atacasse Taiwan.A reação chinesa começou com a emissora estatal CCTV, que condenou a série em redes sociais. O jornal oficial do Partido Comunista Chinês, People’s Daily, acusou a série de utilizar "métodos de tortura empregados pelo Exército japonês durante a invasão da China" antes da Segunda Guerra Mundial.Impacto nos Negócios e na CulturaA pressão chinesa se estendeu a parceiros comerciais da série. A Sanrio, gigante japonesa do entretenimento conhecida pela Hello Kitty, anunciou o cancelamento de uma parceria de produtos licenciados com "Vivant". A China é um mercado crucial para a Sanrio, representando cerca de US$ 200 milhões em faturamento no último ano fiscal. A empresa justificou a decisão afirmando que "certos conteúdos associados a essa colaboração não estão alinhados com a filosofia corporativa da Sanrio".A TBS, emissora responsável pela produção, declarou que "Vivant" é "completamente fictícia" e que "a principal premissa é que ela não degrada nenhum país em particular". Os criadores da série afirmam não ter a intenção de alimentar tensões geopolíticas.Contexto Geopolítico e PropagandaAs críticas a "Vivant" ocorrem após a China reagir duramente a declarações de Sanae Takaichi sobre Taiwan. Pequim acusou a premiê de cruzar uma "linha vermelha" e exigiu retratação. Desde então, a China tomou medidas como reduzir exportações de terras raras, desincentivar o turismo japonês e intensificar patrulhas militares.Especialistas apontam que a China busca controlar sua imagem no exterior e usa a série como um alvo para reforçar narrativas de propaganda, explorando o histórico de atrocidades japonesas na Segunda Guerra Mundial. William Chou, especialista em Japão do Hudson Institute, descreve a ação chinesa como uma busca por "pretextos" para "alimentar essa indignação, essa guerra cognitiva".

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