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Guia: Como escolher o melhor notebook para estudos na Black Friday
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Guia: Como escolher o melhor notebook para estudos na Black Friday

A escolha de um bom notebook para estudos pode otimizar a produtividade e o conforto, especialmente com a aproximação da Black Friday, período que oferece oportunidades de economia. No entanto, mais do que o preço, é fundamental analisar o desempenho, a qualidade da tela, a memória e a autonomia da bateria para garantir um investimento duradouro.Para atividades básicas como pesquisas, elaboração de documentos e videoaulas, notebooks intermediários com processadores como Intel Core i3 ou AMD Ryzen 3 e 8GB de RAM costumam ser suficientes. Contudo, para estudantes de áreas que exigem softwares mais potentes, como engenharia ou arquitetura, ou para quem realiza multitarefas intensas, modelos com Intel Core i5 ou AMD Ryzen 5 e 16GB de RAM proporcionam maior fluidez e desempenho.Especificações técnicas essenciais para estudantesA tela é um fator importante para reduzir o cansaço visual, sendo recomendável optar por resolução Full HD ou superior e tecnologia IPS para melhores ângulos de visão. Para portabilidade, o peso e a autonomia da bateria são cruciais, especialmente para quem frequenta aulas presenciais. O armazenamento SSD NVMe garante inicialização rápida e abertura ágil de programas, com 512GB sendo uma capacidade ideal para a maioria dos estudantes.A qualidade da webcam também se tornou essencial com a popularização das aulas online, sendo uma Full HD o ideal, embora câmeras HD possam ser satisfatórias. Quanto ao sistema operacional, o Windows 11 oferece ampla compatibilidade com programas acadêmicos, mas versões com Linux podem reduzir o custo inicial. É sempre importante verificar a compatibilidade com os softwares específicos do curso.Modelos recomendados e dicas de compraCinco notebooks foram destacados como opções para estudantes na Black Friday: o Samsung Galaxy Book6 (premium, com Intel Core Ultra 7 e 32GB RAM), o ASUS Vivobook S14 (mobilidade, tela OLED e Intel Core Ultra 7), o Dell 15 DC15250 (uso geral, com Core i5 e 16GB RAM), o Lenovo IdeaPad Slim 3 Gen 8 (equilíbrio, com Ryzen 3 e 8GB RAM) e o Acer Aspire Go 15 (entrada, com Core i5 e 8GB RAM, mas painel TN).Para economizar de verdade, é recomendado acompanhar os preços semanas antes da Black Friday, comparar valores à vista e parcelados, e verificar se o desconto é real. Priorizar configurações equilibradas que atendam às necessidades individuais é mais vantajoso do que optar pelo modelo mais barato que exigirá upgrades futuros. A compra deve ser feita em sites oficiais de fabricantes ou varejistas confiáveis como Samsung, Acer, Lenovo, Dell, ASUS, Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza.

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Embrapa e Sabesp transformam lodo de água em fertilizante sustentável
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Embrapa e Sabesp transformam lodo de água em fertilizante sustentável

Uma nova rota nanotecnológica desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Sabesp promete transformar o lodo de Estações de Tratamento de Água (ETAs) em fertilizante de liberação lenta. A inovação utiliza um processo hidrotérmico para neutralizar o alumínio tóxico presente no resíduo e incorporar nutrientes essenciais como nitrogênio e potássio, convertendo um passivo ambiental em um insumo agrícola de valor agregado.O aproveitamento do lodo de ETA é historicamente limitado por sua composição variável, baixo teor de matéria orgânica e, principalmente, pela alta concentração de sais de alumínio, oriundos dos coagulantes usados no tratamento da água. O alumínio livre pode ser tóxico às plantas, prejudicando o desenvolvimento de raízes e a absorção de nutrientes. A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, com apoio de outras unidades da Embrapa e da FAPESP, busca superar essas barreiras, produzindo um fertilizante em grânulos que também pode atuar como veículo para microrganismos benéficos.Resíduo tóxico vira insumo agrícolaDiferentemente do lodo de esgoto, o lodo de ETA possui baixa carga orgânica e alta concentração de sais de alumínio. Segundo Caue Ribeiro, coordenador do projeto na Embrapa Instrumentação, a tecnologia transforma esse resíduo em matéria-prima para insumos agrícolas, agregando valor a um material que tradicionalmente representa custos de manejo e descarte. O fertilizante produzido, na forma de grânulos, incorpora nitrogênio e potássio (NK) em sua matriz, com alta resistência física e biodegradação gradual no solo.O processo hidrotérmico, realizado em autoclave, reorganiza as partículas do resíduo, formando cristais de sodalita, um tipo de zeólita. Esse material retém o alumínio em suas estruturas, reduzindo sua liberação no ambiente e tornando o insumo adequado para aplicação em lavouras. A sodalita também pode ser utilizada na recuperação de potássio de efluentes da suinocultura.Impacto e desafios para a SabespA Sabesp gera cerca de 124 mil toneladas de lodo desidratado anualmente em suas 208 ETAs. O transporte e a destinação desse material custam aproximadamente R$ 300 por tonelada, com um desafio logístico e financeiro significativo. A companhia busca alternativas sustentáveis para o aproveitamento do lodo, reduzindo sua destinação a aterros sanitários.Marco Barros, diretor corporativo da Sabesp, afirma que a pesquisa desenvolvida na ETA Vargem Grande Paulista segue nessa direção, com a expectativa de consolidar uma alternativa aplicável a outras estações com características semelhantes. A expectativa é validar a tecnologia em campo e obter o registro do produto no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).Avaliação agronômica e potencial biológicoExperimentos em casa de vegetação com azevém e capim-piatã, conduzidos pela Embrapa Pecuária Sudeste, mostraram aumento na eficiência agronômica e na absorção de nutrientes com o uso da sodalita granulada. Os testes avaliaram a liberação gradual de nitrogênio e potássio, reduzindo perdas. A zeólita demonstrou reter nitrogênio, evitar emissão de gases e manter nutrientes disponíveis para as raízes.Além da nutrição mineral, a formulação foi avaliada como veículo para microrganismos. O grânulo mostrou compatibilidade e viabilidade para a bactéria Bacillus megaterium, que favorece o crescimento vegetal e melhora o aproveitamento de nutrientes, atuando como veículo protetor para armazenamento e aplicação de inoculantes biológicos. O estudo, que durou 4 anos, envolveu mais de R$ 2,7 milhões e uma equipe multidisciplinar.

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Premiação Outliers InfoMoney 2027 anuncia conselhos técnico e curador
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Premiação Outliers InfoMoney 2027 anuncia conselhos técnico e curador

A Premiação Outliers InfoMoney, conhecida como o “Oscar das Assets”, chega à sua terceira edição em 2027 com o objetivo de reconhecer os profissionais e empresas que se destacam no mercado de fundos de investimento. Para garantir a credibilidade e a autonomia do prêmio, foram anunciados os integrantes dos conselhos técnico e curador para a nova edição.Criada em 2025, a premiação utiliza critérios qualitativos e quantitativos para selecionar os melhores em cada categoria. As gestoras finalistas nas categorias qualitativas, como Melhor Gestora do Ano, são escolhidas pelo Conselho Curador. Este grupo é composto por jurados com vasta experiência na indústria de fundos, incluindo ex-presidentes de entidades como a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital).Conselhos para a edição de 2027O Conselho Curador da edição de 2027 é formado por Carlos Ambrósio, Denise Pavarina, Marcelo Giufrida, Piero Minardi, Robert Van Dijk e Carlos José da Costa André, todos com histórico de liderança em associações do mercado financeiro.Para fortalecer a governança e ampliar a autonomia do prêmio, foi estabelecido também um Conselho Técnico externo. Este colegiado é composto por profissionais com ampla experiência em alocação, análise e acompanhamento de fundos de investimento. A principal atribuição deste conselho é avaliar a metodologia quantitativa utilizada para desenvolver os rankings e selecionar os destaques nas diversas categorias de fundos.Os membros do Conselho Técnico para 2027 incluem Daniel Leichsenring (CIO da WHG), Daniel Gonçalves Pereira (gerente executivo de Alocação de Ativos na Vivest), Ruben Doege (gerente de Investimentos na Fundação Copel) e George Wachsmann (membro de conselhos de empresas do setor financeiro).Edição de 2026 e próximos passosNa edição de 2026, a Premiação Outliers InfoMoney reconheceu vencedores em 16 categorias, que somavam R$ 7,3 trilhões sob gestão. As gestoras Bradesco Asset, Itaú Asset e Kinea Investimentos foram as que mais apareceram no pódio, com quatro presenças cada. A Itaú Asset foi eleita a Melhor Gestora do Ano, enquanto a Bradesco Asset venceu o Voto Popular.Em categorias específicas, a Kinea Investimentos liderou em Alternativos, e a Oaktree se destacou no recorte internacional. Todos os votos são auditados externamente para garantir a precisão dos resultados.A cerimônia de premiação da terceira edição, em 2027, reunirá as principais lideranças do mercado financeiro, gestores e executivos. O evento ocorrerá no dia 28 de janeiro de 2027, na cidade de São Paulo (SP), onde os vencedores serão anunciados.

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Metrô de SP encerra bilhetes magnéticos Edmonson após 50 anos
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Metrô de SP encerra bilhetes magnéticos Edmonson após 50 anos

O Metrô de São Paulo deixará de aceitar os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, utilizados desde 1974, nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata a partir deste domingo, 1º de outubro. Os bilhetes tradicionais poderão ser usados até sábado, 31 de setembro. Após essa data, passageiros com unidades não utilizadas poderão solicitar a troca por QR Codes.A substituição dos bilhetes magnéticos por QR Codes será realizada entre 1º de novembro de 2024 e 31 de janeiro de 2027. Os postos de atendimento para a troca estarão localizados nas estações Paraíso (linhas 1-Azul e 2-Verde) e Tatuapé (linha 3-Vermelha), funcionando das 6h às 22h.Como será feita a troca dos bilhetesO procedimento de troca é válido exclusivamente para bilhetes Edmonson do tipo G-01 Unitário do Metrô de São Paulo. As unidades devem estar dentro do prazo de validade e em boas condições de conservação, sem sinais de utilização ou danos que comprometam sua integridade, como picotes ou rasgos.Passageiros que apresentarem até 10 bilhetes válidos poderão realizar a troca imediatamente. Para quantidades superiores, os bilhetes deverão ser entregues para análise e validação. Nesse caso, será necessário apresentar um documento oficial de identificação e fornecer telefone ou e-mail para contato. Após a avaliação, o passageiro será informado sobre a data de retirada dos QR Codes correspondentes.Modernização e novas formas de pagamentoA medida faz parte do processo de modernização dos meios de acesso ao sistema de transporte metroviário. O sistema associado aos bilhetes magnéticos tornou-se obsoleto e apresenta dificuldades de manutenção, o que inviabiliza sua continuidade.Com o encerramento completo dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão utilizar outras modalidades de pagamento para acessar o transporte. Entre as opções estão o Bilhete Único, o cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, disponíveis em formato impresso ou digital.Os QR Codes podem ser adquiridos nas bilheterias, nas máquinas de autoatendimento das estações, pelo aplicativo TOP e pelo WhatsApp. As máquinas também aceitam pagamentos via Pix e cartão de débito. Uma outra alternativa é o pagamento por aproximação diretamente nas catracas, com cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Visa, Mastercard e Elo, além de dispositivos compatíveis com carteiras digitais.

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Petrobras: Reduc obtém recertificação internacional para SAF com menor pegada de carbono
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Petrobras: Reduc obtém recertificação internacional para SAF com menor pegada de carbono

A Petrobras obteve uma nova recertificação internacional para o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A conquista, ocorrida na primeira quinzena de outubro, demonstra avanços significativos na redução da intensidade de carbono do insumo, reforçando os padrões globais de sustentabilidade, rastreabilidade e governança.Uma auditoria internacional confirmou a evolução expressiva no desempenho ambiental do combustível. As melhorias implementadas na gestão das fontes de hidrogênio utilizadas na produção do SAF foram cruciais para o reconhecimento. Essa otimização alinhou a operação da refinaria ainda mais à metodologia internacional de certificação.Redução na intensidade de carbonoOs avanços na Reduc resultaram em uma redução de 29% na intensidade de carbono do hidrogênio empregado no processo produtivo. Essa melhoria impactou diretamente o desempenho ambiental do SAF, que teve sua intensidade de carbono reduzida em 23,8%.Com esses resultados, o SAF produzido pela Reduc se posiciona entre os combustíveis sustentáveis de aviação com a menor intensidade de carbono disponíveis no mercado global.Avanço estratégico para a PetrobrasO diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, destacou a importância da conquista. "A conquista da Reduc demonstra que a redução das emissões associadas ao SAF não depende apenas do uso de matérias-primas certificadas, mas também da busca contínua por soluções de processo capazes de diminuir a pegada de carbono dos insumos utilizados na produção", afirmou.França acrescentou que, ao aprimorar seus processos e fortalecer sua governança em sustentabilidade, a Petrobras avança na construção de alternativas para atender às futuras exigências regulatórias. A empresa busca, com isso, ampliar sua participação nos mercados de combustíveis renováveis e de baixo carbono.

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Inmetro desenvolve método químico para identificar espécies de madeira
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Inmetro desenvolve método químico para identificar espécies de madeira

Pesquisadores do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em colaboração com outras instituições brasileiras, desenvolveram um método inovador para identificar espécies de madeira com base em suas composições químicas. A técnica, publicada em março de 2026 na revista científica ACS Omega, utiliza espectrometria de massas para detectar a "assinatura química" única de cada espécie, auxiliando na fiscalização do comércio ilegal de madeira.O Brasil, país com a maior biodiversidade do planeta, abriga espécies de árvores de grande valor econômico e ecológico, como o pau-brasil e o mogno. No entanto, a exploração intensa e a perda de habitat colocam muitas dessas espécies em risco de extinção. Um dos grandes desafios para a fiscalização é a dificuldade em identificar a espécie transportada quando a madeira já foi processada, abrindo espaço para fraudes e transporte irregular.O Desafio da Identificação de MadeiraA identificação de espécies de madeira é crucial para combater o comércio ilegal. No entanto, toras ou tábuas sem folhas, flores ou frutos perdem características visíveis que auxiliam os botânicos. Espécies diferentes podem parecer muito semelhantes, e o processamento da madeira pode dificultar a observação de características anatômicas importantes para a identificação.Operações recentes no Brasil têm revelado divergências entre as espécies e volumes declarados e a madeira efetivamente transportada, além de documentação ambiental falsa. Em agosto de 2025, uma operação da Polícia Rodoviária Federal apreendeu 2.043 m³ de madeira com irregularidades. Em outubro de 2026, no Maranhão, uma carga de aproximadamente 100 m³ continha uma espécie ameaçada de extinção.A Solução Química do InmetroDiante desse cenário, o Laboratório de Análise Orgânica do Inmetro, com parceiros como o Serviço Florestal Brasileiro, desenvolveu uma abordagem baseada na composição química da madeira. A ideia é que, assim como uma impressão digital distingue pessoas, diferentes espécies de árvores possuem conjuntos característicos de substâncias químicas.A técnica de espectrometria de massas, já utilizada em setores como o farmacêutico e de alimentos, foi aplicada para ler essa "assinatura química". O estudo analisou madeiras de mogno, cedro, andiroba e jatobá, utilizando 60 amostras de cerne provenientes da região amazônica. O modelo alcançou aproximadamente 95% de acerto na validação cruzada e 100% de acerto em um teste cego com 12 amostras.Próximos Passos e Impacto na FiscalizaçãoEmbora o trabalho seja uma prova de conceito, ele abre caminho para o desenvolvimento de equipamentos mais compactos e operacionais, que poderiam ser utilizados em postos de fiscalização como portos, aeroportos ou laboratórios móveis. O custo estimado é cerca de 20% do valor de equipamentos mais amplamente utilizados atualmente.Essa tecnologia pode aproximar a análise do local onde a decisão precisa ser tomada, agilizando o combate ao comércio ilegal de madeira, que frequentemente está associado a outras atividades criminosas na Amazônia. A ciência, ao produzir evidências, fortalece as políticas públicas e amplia a capacidade do país de proteger seu patrimônio natural, reforçando a soberania nacional.

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Carros voadores: testes avançam e mercado projeta US$ 1 trilhão até 2040
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Carros voadores: testes avançam e mercado projeta US$ 1 trilhão até 2040

O futuro com carros voadores, ou eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e pouso vertical), está mais próximo, com projetos avançados em fase de testes e certificação. Especialistas indicam que a tecnologia vai se concretizar, mas a popularização em massa ainda enfrenta obstáculos significativos. A expectativa é que os primeiros voos demonstrativos e experimentais com passageiros ocorram entre o final de 2026 e o início de 2027.Corrida entre empresas e marcos recentesDuas das principais empresas no setor são a americana Joby Aviation e a brasileira Eve Air Mobility, um braço da Embraer. Ambas competem para cumprir as exigências de autoridades aeronáuticas como a Anac e a FAA (Federal Aviation Administration dos EUA).A Joby Aviation trabalha no modelo Joby S4, com capacidade para um piloto e quatro passageiros, utilizando um sistema de propulsão por tilt-rotor. A empresa está na fase final de certificação junto à FAA, com voos de teste realizados por pilotos da agência e demonstrações públicas sob o programa federal eIPP. Recentemente, a Joby realizou voos autônomos experimentais e firmou aliança com a Toyota para viabilizar a produção em massa.A Eve Air Mobility desenvolve o eVTOL Eve 100, também para um piloto e quatro passageiros, com um design de "lift + cruise" que utiliza rotores dedicados para decolagem e uma hélice traseira para voo horizontal. Este projeto, testado em Gavião Peixoto (SP), completou seus primeiros voos de transição parcial e está coletando dados para o design final. A próxima etapa inclui a fabricação de seis protótipos para a campanha de certificação com Anac, FAA e EASA (Agência Europeia de Segurança da Aviação).Desafios tecnológicos e regulatóriosO maior gargalo tecnológico para os carros voadores elétricos reside no acúmulo de energia, ou seja, nas baterias. "O peso das baterias ainda é muito alto em comparação à energia que elas oferecem", explica Fernando Martini Catalano, professor da EESC-USP. A necessidade de mais energia implica baterias mais pesadas, o que, por sua vez, exige ainda mais energia, criando um ciclo desafiador.Além da tecnologia das baterias, outros obstáculos incluem a habilitação dos condutores, o respeito às normas de tráfego aéreo e a integração com a aviação civil e helicópteros. "Você vai ter uma consequência muito mais grave, não só para quem colidiu, mas eventualmente para terceiros também, porque isso vai cair no chão em algum lugar", alerta Fernando Castro Pinto, professor da Poli-UFRJ, sobre a gravidade de colisões em altura.A barreira regulatória para garantir a segurança desses veículos voadores é considerada mais alta do que o previsto, levando o banco Morgan Stanley a cortar suas estimativas de mercado para 2030. A criação de um arcabouço legal robusto e a capacitação dos futuros operadores são cruciais.Perspectivas de mercado e próximos passosO banco Morgan Stanley estima que o mercado global de eVTOLs e Mobilidade Aérea Urbana (UAM) movimente US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) até 2040. No entanto, a projeção para 2030 foi reduzida para US$ 12 bilhões (R$ 60 bilhões) devido às dificuldades regulatórias.A produção em massa da Eve Air Mobility está planejada para uma fábrica em Taubaté (SP), com capacidade para 480 unidades anuais. A expectativa da empresa é de certificação final e início do serviço comercial entre o final de 2027 e 2028.Para Fernando Catalano, o transporte médico de urgência (como deslocamento de órgãos e resgate de acidentados) e o frete de cargas podem ser a porta de entrada para os eVTOLs nas cidades, oferecendo uma alternativa mais ágil e acessível que helicópteros. "Não tem sentido andar de carro voador custar tanto quanto de helicóptero. É para ser como se fosse Uber", afirma, ressaltando a necessidade de benefícios práticos para a população.

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Empreendedores compartilham erros e acertos no Forbes Under 30 Summit
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Empreendedores compartilham erros e acertos no Forbes Under 30 Summit

Empreendedores de destaque, como o arquiteto Gabriel Rosa, a fundadora da Insider, Carolina Matsuse, e o influenciador Enaldinho, compartilharam suas experiências e os erros cometidos ao construir seus negócios durante o painel 'Built From Scratch', no Forbes Under 30 Summit, em São Paulo. O evento, que contou com patrocínio de Omoda & Jaecoo e Johnnie Walker, reuniu jovens talentos para discutir os desafios do empreendedorismo.Gabriel Rosa, que abriu seu escritório de arquitetura ainda na faculdade, destacou a importância da autenticidade e da coragem para entregar sua visão única. Ele foi o arquiteto mais jovem a participar da CASACOR São Paulo em 2024, onde recebeu o prêmio de Melhor Ambiente, e venceu um concurso da Bienal de Arquitetura Brasileira. No entanto, admitiu que no início tentava fazer tudo sozinho, o que atrasava a operação e prejudicava a qualidade.Erros comuns na jornada empreendedoraUm dos principais erros apontados por Gabriel foi a dificuldade em delegar tarefas no início da carreira. A entrada de profissionais nas áreas comercial e criativa foi fundamental para acelerar o avanço da equipe e melhorar a qualidade do trabalho. Ele ressaltou que, embora a delegação seja crucial, é importante manter o controle sobre aspectos essenciais que definem a identidade do negócio.Carolina Matsuse, fundadora da Insider, empresa de moda tecnológica que faturou mais de R$ 500 milhões em 2025, citou a gestão de pessoas como a principal fonte de erros. Contratar a pessoa errada, não reconhecer talentos e demorar para dar feedback foram alguns dos problemas enfrentados. Para ela, processos são importantes, mas as pessoas são o motor do negócio.Enaldinho, com 48 milhões de inscritos em seu canal no YouTube e mais de 200 produtos licenciados, relatou que o afastamento de decisões criativas após ampliar a equipe de produção levou a uma queda no engajamento. A pandemia também impactou o faturamento. Ele decidiu reduzir a operação e retomar tarefas essenciais, aprendendo a delegar o que outros podiam fazer melhor, sem abrir mão de sua visão criativa.Inteligência artificial e o futuro dos negóciosA inteligência artificial (IA) foi apresentada como uma ferramenta poderosa para aumentar a produtividade e explorar novas oportunidades. A Insider utiliza um sistema conversacional de IA no atendimento, que resolve cerca de 30% das solicitações, permitindo que funcionários sejam realocados para outras áreas após treinamento.Gabriel Rosa usa IA para organizar informações de reuniões, preparar orçamentos e acelerar a criação de imagens, sempre com o cuidado de não apagar a identidade do escritório. Enaldinho emprega a IA em diversas etapas da produção, desde a criação de imagens e cenas até a edição, e está desenvolvendo uma série de animação com dez episódios de 20 minutos, criada com a tecnologia, para construir projetos menos dependentes de sua imagem pessoal.Aprendizados para construir do zeroAo final do painel, os empreendedores compartilharam lições valiosas. Gabriel enfatizou a importância da equipe e de reunir diferentes perspectivas para o crescimento de qualidade. Carolina destacou a humildade para ouvir clientes e equipe, mantendo a convicção na visão do negócio.Enaldinho defendeu a necessidade de se reinventar constantemente e a importância de começar antes de ter todas as condições ideais. "Antes feito do que perfeito" é seu lema, incentivando a testar e começar sem esperar o cenário ideal, para não perder a oportunidade para outros.

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IA revoluciona busca por imóveis: 79% mais conversas, mas menos pedidos de corretor
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IA revoluciona busca por imóveis: 79% mais conversas, mas menos pedidos de corretor

A forma como os brasileiros buscam imóveis está passando por uma transformação significativa, impulsionada pela inteligência artificial (IA). Dados da Morada.ai, plataforma de IA para o setor imobiliário, revelam um aumento de 79% no volume de conversas entre interessados em imóveis e incorporadoras nos últimos 12 meses. No entanto, apenas 1,3% dessas interações iniciais resultam em um pedido de atendimento por um corretor humano. A análise abrange cerca de 2,77 milhões de conversas e 36 milhões de mensagens trocadas com consumidores em canais digitais como WhatsApp e chat, envolvendo aproximadamente 300 incorporadoras e loteadoras.As conversas mediadas por IA oferecem um panorama sobre as prioridades dos consumidores na jornada de compra. No segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV), 19,5% das conversas incluem perguntas sobre financiamento. Esse percentual diminui para 8,6% no médio e alto padrão e 8,3% no altíssimo padrão. Em contrapartida, o preço do imóvel é o foco principal em 54,4% das conversas sobre médio e alto padrão, enquanto no segmento econômico esse tema aparece em 33,7%. A localização se mantém como critério crucial, presente em 56,4% a 65,9% das buscas, independentemente do padrão.O que o consumidor procura: financiamento ou preço?A inteligência artificial tem mapeado as prioridades dos compradores. Em conversas sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, o financiamento é um tema recorrente, com 19,5% das interações focadas nesse aspecto. Já para imóveis de médio e alto padrão, o preço do imóvel domina as discussões, aparecendo em mais da metade das conversas (54,4%). A localização, um fator tradicionalmente importante, continua relevante em todos os segmentos, variando entre 56,4% e 65,9% das pesquisas.Dentro das interações que abordam financiamento ou condições de crédito, que representam cerca de 10% do total, quase metade (49%) menciona o preço do imóvel. Simulações e valores de entrada também são temas comuns, respondendo por 32% e 21% dessas conversas, respectivamente. Referências diretas à Selic ou taxas de juros são raras, aparecendo em menos de 1% das interações, o que sugere que o consumidor foca mais nas condições práticas do que nos indicadores macroeconômicos.O papel do corretor na era da IAO segmento Minha Casa, Minha Vida, que representou 51% das unidades residenciais novas vendidas no segundo trimestre de 2026, segundo a CBIC, é onde a atuação do corretor é vista como ainda mais essencial. Profissionais como Renée Garófalo Silveira, CEO da Open, destacam que muitos compradores do mercado econômico sequer consideram a compra de um imóvel por desconhecerem sua capacidade de pagamento. Nesses casos, o corretor atua como um orientador, ajudando o cliente a descobrir seu potencial de compra e a encontrar o produto ideal.A complexidade da venda de imóveis econômicos, que envolve a intermediação de crédito imobiliário, exige um papel consultivo do corretor. Ele não apenas apresenta o imóvel, mas também auxilia no enquadramento em programas habitacionais e serve como elo entre consumidores, construtoras e instituições financeiras. A preocupação com a qualidade da informação prestada é tamanha que algumas incorporadoras mantêm equipes internas de vendas para garantir essa conferência.Formação e qualificação: um desafio constanteA formação básica para corretores de imóveis no Brasil inclui o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI), com carga horária mínima de 800 horas, que abrange legislação, matemática financeira e marketing. No entanto, especialistas como Renée Silveira consideram o TTI muito básico e defendem a necessidade de atualização constante, com inclusão de temas como empreendedorismo, ferramentas digitais e estratégias de comunicação. A discussão sobre aperfeiçoamento da formação não é nova, com tentativas anteriores de instituir exames de proficiência.Ronal Balena, fundador da MySide, aponta que a estrutura tradicional do mercado imobiliário, onde corretores frequentemente têm vínculos com vendedores, pode gerar um desequilíbrio, com o comprador, que geralmente compra poucas vezes na vida, sendo o "pato da mesa". O Código Civil, em seu artigo 723, determina que o corretor atue com diligência e preste todas as informações sobre riscos e condições do negócio. Contudo, a baixa proficiência em letramento financeiro dos brasileiros, evidenciada por pesquisa do Banco Central e FGC, onde apenas 14,3% acertaram um cálculo simples de juros, indica que o acesso à informação não garante a compreensão dos conceitos financeiros.IA e o futuro da intermediação imobiliáriaA inteligência artificial está assumindo tarefas de atendimento, triagem e organização de informações, liberando os corretores para focarem em aspectos mais complexos da negociação. Ferramentas de IA já auxiliam na resposta a interessados e qualificação de perfis. Luís Veloso, cofundador da Morada.ai, ressalta que o desafio reside na adaptação dos corretores ao uso dessas ferramentas e na formulação das perguntas corretas para extrair o máximo de informação da IA. A decisão de compra, contudo, permanece intrinsecamente ligada à interação humana, pois envolve aspectos emocionais, expectativas familiares e inseguranças.A tecnologia, ao resolver grande parte das necessidades iniciais de busca e comparação, permite que o profissional atue mais como um guia. No entanto, a natureza emocional da compra de um imóvel garante que o relacionamento humano direto com um profissional continue sendo fundamental nas etapas decisivas da negociação.

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Gigantes de tecnologia sofrem perdas bilionárias com foco em IA
Geral31 de out.

Gigantes de tecnologia sofrem perdas bilionárias com foco em IA

As gigantes de tecnologia Alphabet (dona do Google) e Amazon sofreram quedas expressivas em suas ações após a divulgação de resultados trimestrais que revelaram investimentos bilionários em inteligência artificial (IA) e projeções de novos gastos. A Alphabet despencou 12,64% em um único pregão, a maior queda desde sua abertura de capital em 2004, resultando na perda de US$ 493,9 bilhões em valor de mercado. A Amazon também registrou uma forte queda de aproximadamente 7%, retirando quase US$ 200 bilhões de seu valor. Juntas, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft perderam quase US$ 900 bilhões em valor de mercado.Mercado cobra retorno sobre investimentos em IAPor trás da pressão sobre as ações está o volume de investimentos que as empresas estão realizando para desenvolver e expandir seus negócios de IA. Segundo a Reuters, Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de IA de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano, com previsão de outros US$ 232 bilhões no trimestre seguinte. Para 2026, os gastos de capital dessas quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões.Os recursos são destinados à construção de centros de processamento de dados, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de IA. A Amazon investiu cerca de US$ 75,9 bilhões no terceiro trimestre, a Alphabet destinou mais de US$ 50 bilhões, a Microsoft investiu US$ 45,2 bilhões e a Meta registrou gastos de US$ 35 bilhões.Analistas apontam que a questão é que esses investimentos levam tempo para gerar retorno. Os investidores querem entender quando esse dinheiro vai se transformar em novas receitas e, principalmente, em lucro. "Não basta anunciar grandes investimentos em IA, é preciso mostrar que eles estão se transformando em receita e, principalmente, em geração de caixa", afirma Nickolas Lobo, especialista de investimentos da Nomad.Queda afeta fortuna de bilionários e mercado de chipsA desvalorização das gigantes de tecnologia também impactou o patrimônio de alguns dos homens mais ricos do mundo. Larry Page e Sergey Brin, cofundadores do Google, tiveram uma redução conjunta de US$ 60,7 bilhões em suas fortunas. Jeff Bezos, fundador da Amazon, registrou uma redução estimada de US$ 9,48 bilhões. Somadas, as perdas dos três bilionários chegaram a US$ 70,18 bilhões.A pressão também atingiu fabricantes de chips. A Intel teve um dos piores desempenhos, com suas ações desabando 28,6%. A Nvidia caiu 4,2% e a AMD perdeu 10,9%. O índice de semicondutores recuou 7,2%. O Nasdaq, índice que concentra as maiores empresas de tecnologia, recuou 2,9%.Empresas buscam recursos e discutem risco de bolhaCom os gastos cada vez maiores, as empresas também têm recorrido à emissão de dívidas e de ações para levantar recursos. A Microsoft, por exemplo, levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida. O movimento ocorre em um momento em que os investidores também acompanham a possibilidade de juros mais altos.A queda das ações reacendeu a discussão sobre uma possível bolha em torno da inteligência artificial. No entanto, especialistas como Celso Camilo, doutor em IA e professor da UFG, afirmam que a tecnologia é real e tem potencial transformador. O risco, segundo ele, está na diferença entre o potencial da tecnologia e o preço que os investidores aceitam pagar hoje pelas ações, considerando lucros que ainda não chegaram. Nickolas Lobo pondera que o mercado está mais atento ao ritmo de crescimento dos investimentos e à capacidade das empresas de transformarem esse dinheiro em resultados.

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Teoria dos Três Potes: Estratégia para Organizar Finanças Pessoais
Geral31 de out.

Teoria dos Três Potes: Estratégia para Organizar Finanças Pessoais

A recomendação de especialistas em finanças pessoais é inverter a lógica comum de esperar sobrar dinheiro para investir. Em vez disso, a estratégia sugere separar uma parcela da renda logo após o recebimento do salário, utilizando a teoria dos três potes. Essa abordagem visa criar um hábito de investimento regular e consciente, fundamental para a saúde financeira a longo prazo.A teoria dos três potes divide a renda em três categorias principais: 'Agora', destinada às despesas do dia a dia; 'Segurança', para a formação de uma reserva financeira para emergências e imprevistos; e 'Futuro', voltada para investimentos com objetivos de longo prazo, como a compra de imóveis, viagens ou aposentadoria.Como aplicar a teoria dos três potesUma regra popular sugere destinar 60% da renda para despesas correntes ('Agora'), 30% para a segurança financeira ('Segurança') e 10% para o futuro ('Futuro'). No entanto, especialistas enfatizam que o mais importante é estabelecer o hábito de investir, mesmo que os percentuais iniciais sejam menores. O foco deve ser na regularidade e na disciplina financeira, adaptando as porcentagens à realidade de cada indivícil.Benefícios da organização financeiraA educação financeira no Brasil tem ganhado destaque, com iniciativas como cursos oferecidos pelo Banco Central e pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), visando capacitar cidadãos para uma melhor gestão do dinheiro. A falta de planejamento financeiro é um problema comum, com pesquisas indicando que uma parcela significativa da população não se sente segura para estipular metas de longo prazo ou não sabe como se planejar financeiramente. A teoria dos três potes surge como uma ferramenta prática para combater essa dificuldade, promovendo maior controle sobre os gastos e direcionando recursos para objetivos concretos.Próximos passos para o investidorPara quem busca iniciar ou aprimorar seus investimentos, é crucial entender os conceitos financeiros essenciais e definir objetivos claros. A diversificação de investimentos, a compreensão dos riscos e retornos de diferentes ativos (como ações, títulos de renda fixa e fundos) e a busca por informações confiáveis são passos importantes. Especialistas recomendam começar com montantes modestos, evitar decisões impulsivas e, sempre que possível, buscar acompanhamento profissional para construir uma carteira de investimentos eficaz e alinhada aos objetivos pessoais.

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Câmara aprova projetos de acessibilidade digital e inclusão de idosos
Geral29 de out.

Câmara aprova projetos de acessibilidade digital e inclusão de idosos

Duas comissões da Câmara dos Deputados avançaram em pautas importantes para a inclusão digital e acessibilidade. A Comissão de Educação aprovou um projeto de lei que obriga instituições de ensino, públicas e privadas, a assegurar acessibilidade em todo o conteúdo público divulgado na internet. Outra proposta aprovada na mesma comissão cria a Política Nacional de Inclusão e Letramento Digital da Pessoa Idosa, com o objetivo de promover a autonomia e a participação social de idosos no ambiente digital.Acessibilidade digital em instituições de ensinoO Projeto de Lei 969/21, com um apensado, foi aprovado na versão do relator, deputado Diego Garcia (União-PR). A proposta altera a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e determina que as instituições de ensino garantam que seus conteúdos online sejam acessíveis. Isso inclui o uso de tecnologias assistivas, como softwares leitores de tela, que convertem texto em voz, indo além da exigência de apenas tradução para o sistema braile.As instituições privadas deverão cumprir essa exigência sem repassar custos adicionais aos alunos. Fica proibida a cobrança de qualquer adicional em matrículas, mensalidades e anuidades para cobrir os custos de acessibilidade digital. O relator destacou que o braile é apenas um dos formatos acessíveis de leitura na internet.Inclusão e letramento digital para idososO Projeto de Lei 353/26, que institui a Política Nacional de Inclusão e Letramento Digital da Pessoa Idosa, também foi aprovado. O relator, deputado Pastor Gil (PL-MA), recomendou a aprovação com uma emenda ao texto original do deputado Lincoln Portela (PL-MG). O objetivo é garantir que os idosos tenham acesso e saibam usar tecnologias digitais, promovendo sua autonomia, segurança e participação social.A política aprovada prevê a inclusão de conteúdos de letramento e inclusão digital nos currículos de ensino formal e na educação continuada. Também propõe a oferta de cursos e programas em instituições de ensino e centros de convivência, além da criação de aplicativos acessíveis e campanhas de conscientização contra golpes digitais. A emenda do relator integra essa nova política à Política Nacional de Educação Digital (Lei 14.533/23) e altera a Política Nacional do Idoso e o Estatuto da Pessoa Idosa.Próximos passos na CâmaraAmbos os projetos seguirão para análise em caráter conclusivo por outras comissões da Câmara dos Deputados. O projeto de acessibilidade digital será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Já a política de inclusão digital para idosos passará pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se tornem lei, precisarão ser aprovados pela Câmara e pelo Senado.

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IA busca emprego e compete com humanos por vagas no mercado de trabalho
Geral29 de out.

IA busca emprego e compete com humanos por vagas no mercado de trabalho

A Inteligência Artificial (IA) está expandindo seu papel no mercado de trabalho, indo além da automação de tarefas e da vantagem competitiva para profissionais que a dominam. Uma nova possibilidade emerge: agentes de IA buscando ativamente oportunidades de emprego, competindo diretamente com humanos por vagas. Um exemplo notório foi o agente Octavius Fabrius, que criou um perfil no LinkedIn e enviou propostas de emprego com alta velocidade e assertividade, acumulando 278 entrevistas em uma semana. No entanto, sua natureza artificial foi descoberta durante um teste de redação publicitária, levando ao cancelamento de seu perfil.Essa evolução representa uma terceira via no debate sobre IA e emprego, somando-se aos cenários de substituição de trabalhadores e de vantagem para quem domina a tecnologia. A capacidade de IAs em identificar oportunidades, preparar currículos, escrever apresentações e até mesmo tentar convencer empregadores de seu valor abre um novo capítulo na relação entre humanos e máquinas no ambiente profissional.IA no Jornalismo: Uma Nova FronteiraO tema da IA no mercado de trabalho ganha destaque em diversas áreas, incluindo o jornalismo. Há quase uma década, jornais e revistas já utilizam notícias automatizadas, como no caso da sueca United Robots, que produz matérias sobre resultados esportivos e meteorologia. Em 2022, a empresa afirmava que 90% dos textos entregues eram publicados automaticamente por jornais globais.A novidade agora é a capacidade de agentes de IA não apenas escreverem notícias, mas também procurarem ativamente quem as compre. Esse processo envolve identificar assuntos interessantes, organizar dados, elaborar propostas de pauta e enviar e-mails a editores, tudo com potencial para ocorrer sem comando humano a cada etapa. O custo médio por reportagem produzida por IA pode chegar a US$ 700.Adaptação e Desafios no Jornalismo BrasileiroNo Brasil, o debate sobre a adaptação do jornalismo à IA foi tema de um evento organizado pelo Observatório da Imprensa e pelo Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor). Uma pesquisa do COM+ (USP) analisou como veículos tradicionais e nativos digitais estão se adaptando, dividindo as inovações em incrementais (aumento de eficiência) e disruptivas (novos produtos).Veículos como Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e UOL são apontados como diversificadores de receita. Já Núcleo Jornalismo, Aos Fatos e Agência Tatu são classificados como desbravadores independentes. O Grupo Globo se destaca como orquestrador estratégico. Usos mapeados incluem reconstrução visual de fatos, dublagem, criação de títulos e artes, análise de comentários, transcrição, seleção e redação de notícias, além de automação de rotinas e clonagem de voz.Iniciativas como chatbots (LeIA do Estadão, CozinhAI da Folha) e o "vibe coding" para agilizar a criação de sites e painéis (Nuclito e Legislatech do Núcleo Jornalismo) demonstram a busca por novos produtos e maior agilidade com custos reduzidos.Acordos com Big Techs e o Futuro da RemuneraçãoA relação com as grandes empresas de tecnologia (big techs) é um ponto crucial. UOL tem acordo com a OpenAI, enquanto Estadão fechou com o Google e a Folha com ambas. No entanto, executivos divergem sobre o melhor caminho, temendo a irrelevância do conteúdo jornalístico em chatbots e a canibalização do negócio.Existe uma desigualdade na negociação, com as big techs preferindo acordos individuais. A precificação dos licenciamentos é difícil, e enquanto alguns buscam acordos setoriais, outros apostam em regulação e políticas públicas. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) estuda ações judiciais contra as big techs, propondo micropagamentos a cada acesso de IA a conteúdos de qualidade, similar ao modelo de streaming na indústria fonográfica.O tráfego por buscas diminui com o uso de chatbots, o que desconecta a audiência dos veículos. A valorização de acervos antigos, como o do Financial Times para predição de taxas de juros, torna-se um ativo importante. Especialistas defendem que a apuração jornalística, com contexto histórico e precisão, é fundamental para alimentar a IA e diminuir "alucinações", garantindo a sustentabilidade do jornalismo de qualidade.

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Buscas por Halloween no Google Brasil triplicam em outubro
Geral31 de out.

Buscas por Halloween no Google Brasil triplicam em outubro

As buscas relacionadas ao Halloween no Google Brasil mais do que triplicaram nos 30 dias anteriores a 26 de outubro, segundo dados do Google Trends. No recorte de sete dias, a alta foi de 30%. A personagem Arlequina liderou as pesquisas por fantasias, seguida por Chapeuzinho Vermelho e Freddy Krueger.O levantamento do Google Trends, divulgado pela empresa ao Canaltech, mostrou que o interesse pela data comemorativa, celebrada em 31 de outubro, impulsionou não apenas a procura por fantasias, mas também por itens de decoração e comidas temáticas.Personagens mais buscados para fantasiasA lista de fantasias mais pesquisadas no período de sete dias incluiu referências de filmes, séries e jogos. Além de Arlequina, Chapeuzinho Vermelho e Freddy Krueger, outros personagens populares foram Branca de Neve, Shrek, Chucky e Lara Croft.Produções inteiras como Breaking Bad e As Patricinhas de Beverly Hills também apareceram entre os termos buscados, indicando uma diversidade de inspirações para as fantasias de Halloween. A lista completa das 15 expressões mais pesquisadas inclui:Fantasia ArlequinaFantasia Chapeuzinho VermelhoFantasia Freddy KruegerFantasia Branca de NeveFantasia ShrekFantasia do ChuckyFantasia Noiva CadáverFantasia Alice no País das MaravilhasFantasia Breaking BadFantasia Halloween IT femininaFantasia Malévola adultoFantasia Momo HalloweenLara Croft fantasia HalloweenFantasia Gomez Addams HalloweenFantasia Patricinhas de Beverly HillsCrescimento em comida e decoraçãoO interesse por itens de culinária e decoração para o Halloween também apresentou um crescimento expressivo na última semana de outubro. O termo "bolo para halloween" registrou a maior alta, com um aumento de 330% nas buscas.Outros termos relacionados à celebração que tiveram grande variação de interesse incluem "ideias halloween" (290%), "enfeite de halloween" (280%), "brigadeiro halloween" (260%) e "pipoca halloween" (250%). As buscas por "decoração halloween" e "fantasias halloween simples" cresceram 240% cada.A pesquisa "fantasia halloween improvisada" também se destacou, aparecendo na 19ª posição do ranking geral de fantasias, que abrange categorias como feminina, infantil e masculina. O levantamento do Google Trends mede a variação do interesse por uma pesquisa, sendo diferente dos percentuais de crescimento geral divulgados pela plataforma.

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K-pop: Do fenômeno musical ao impacto econômico e cultural no Brasil
Geral31 de out.

K-pop: Do fenômeno musical ao impacto econômico e cultural no Brasil

O K-pop, abreviação de Korean pop, transcendeu suas origens sul-coreanas para se tornar um fenômeno cultural global, unindo entretenimento, marketing e consumo de forma intrínseca. No Brasil, o gênero demonstra uma força notável, sendo o 5º maior mercado do estilo na plataforma Spotify, com um crescimento expressivo de 1.208% no número de execuções desde 2014. Grupos como o BTS exemplificam esse alcance, com clipes ultrapassando 2 bilhões de visualizações no YouTube, um número que representa uma visualização para cada quatro habitantes do planeta.O sucesso do K-pop é amplamente atribuído a um ecossistema cuidadosamente construído, que vai além da música. Segundo Hertz Wendell de Camargo, professor da UFPR e consultor de branding, o gênero desenvolveu uma união de experiências, narrativas, storytelling, símbolos e comunidade, criando uma febre e uma conexão cultural profunda, especialmente entre os jovens. Cada grupo é lançado com uma proposta estética e narrativa própria, com identidade visual, conceitos e performances elaboradas que diferenciam os artistas e aproximam o público.O universo simbólico e a identidade de marcaA construção de um universo simbólico é fundamental para reforçar o vínculo entre os grupos e seus fãs. A mitologia da marca cria um senso de pertencimento e comunidade, incorporando símbolos e storytelling. Rituais de consumo e espetáculos fazem parte dessa ritualização, transformando a experiência do fã em algo mais profundo e engajador.Essa estratégia se alinha com a expansão da cultura sul-coreana, que a Coreia do Sul passou a tratar como uma indústria capaz de gerar empregos, exportações e ampliar sua presença global a partir dos anos 1990. O apoio governamental, segundo Jeonghee Jeong, diretora do Centro Cultural Coreano no Brasil, segue o princípio de apoiar sem interferir, permitindo que o setor floresça.Redes sociais e a força dos fandomsAo contrário de gerações anteriores de boy bands, que cresceram em mercados dominados por rádio e televisão, os artistas de K-pop apostaram na comunicação direta pela internet. As redes sociais foram cruciais para disseminar uma experiência completa, onde música, coreografia, estética visual e narrativas se tornam inseparáveis.Os fãs, organizados em fandoms, vão além do consumo de conteúdo. Eles interagem, traduzem publicações, divulgam lançamentos e organizam eventos. Natália Barbosa, fã há 10 anos, destaca a importância das traduções feitas por fãs para a compreensão das letras e histórias dos álbuns. No Brasil, essa mobilização se manifesta na identificação afetiva com a música e a dança, combinada com uma grande capacidade de mobilização e criatividade.O impacto no consumo e na economiaO interesse pela cultura coreana se traduz em gastos concretos. Uma pesquisa da Serasa revelou que 47% dos brasileiros interessados em cultura coreana gastam até R$ 250 por mês, e 18% ultrapassam os R$ 500 mensais. Quando um fã reconhece um artista como referência, os produtos associados ganham um significado de pertencimento.Essa identificação pode influenciar a atenção a marcas, a preferência por produtos e a intenção de compra. O vínculo entre fã e artista se projeta no consumo. No Brasil, essa relação se estende a planos de viagem e à economia para realizar sonhos ligados à Coreia do Sul, como assistir a um show ou morar no país.O que diz a pesquisaUm estudo publicado na Advances in Economics, Management and Political Sciences em 2025, intitulado "Marketing and Development of K-pop under New Consumer Trends", investiga as estratégias de marketing e desenvolvimento do K-pop em resposta a novas tendências de consumo. A pesquisa aponta que, com a ascensão da Geração Z e Alpha, a indústria enfrenta desafios como homogeneização de conteúdo e declínio da lealdade dos fãs. Em resposta, o setor explora inovações como modelos de ídolos virtuais e impulsionados por IA, criação de conteúdo baseado em valores e estratégias de merchandise participativo.O estudo argumenta que o futuro sustentável do K-pop reside em três princípios centrais: sustentabilidade emocional, autenticidade narrativa e cocriação ética. O artigo sugere que o equilíbrio entre inovação tecnológica, profundidade cultural e confiança dos fãs é essencial para que o K-pop evolua de uma tendência comercial para uma força cultural globalmente ressonante e responsável.

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Games desenvolvem habilidades de liderança e aprendizado, diz especialista
Geral31 de out.

Games desenvolvem habilidades de liderança e aprendizado, diz especialista

Aos 40 anos como gamer e com mais de 28 anos de carreira, um especialista em liderança destaca como os jogos eletrônicos, antes vistos apenas como lazer, podem ser ferramentas valiosas para o desenvolvimento de competências profissionais, especialmente em liderança e aprendizado contínuo.Segundo o levantamento Snapshot GC 2026, realizado pela Gamers Club, 97,4% dos entrevistados jogam por mais de uma hora por dia, e 34% buscam constantemente desafios para aprimorar seu desempenho. Esse alto nível de engajamento, impulsionado pelo interesse genuíno, fomenta a busca por conhecimento, a prática e a experimentação de estratégias, criando um ciclo de evolução contínua.Habilidades de liderança em jogos competitivosEm jogos competitivos, a necessidade de tomar decisões em segundos, a comunicação objetiva entre equipes e a adaptação a cenários imprevistos ensinam lições importantes para o ambiente corporativo. A capacidade de avaliar o contexto, entender mudanças e encontrar novos caminhos é fundamental, assim como no mundo dos negócios, onde mercados e projetos podem exigir revisões de rota.Um bom líder, segundo o especialista, não é aquele que nunca erra, mas sim aquele que reconhece a necessidade de mudar de direção e mobiliza a equipe para seguir adiante. A resiliência e a capacidade de adaptação são, portanto, competências desenvolvidas ativamente nos games.Aprendizado com os erros e trabalho em equipeA análise de partidas perdidas em jogos competitivos para identificar falhas e ajustar estratégias futuras é comparada à gestão de erros no ambiente profissional. Quando o erro é visto como oportunidade de aprendizado, e não apenas como motivo de punição, as equipes tendem a compartilhar mais informações e a evitar riscos desnecessários, promovendo o desenvolvimento coletivo.O desempenho individual em jogos também tem limites, evidenciando a importância da comunicação, confiança e clareza de papéis dentro de uma equipe. Essa percepção é crucial em organizações com profissionais de diferentes formações e perspectivas, onde a colaboração interdepartamental é essencial para o sucesso.Além do currículo: o valor das experiências pessoaisO especialista defende que as empresas devem ampliar a visão sobre o desenvolvimento profissional, considerando não apenas currículo, formação acadêmica e experiência, mas também hobbies e projetos pessoais. Atividades realizadas por interesse próprio podem revelar disciplina, concentração, curiosidade, resiliência e trabalho em grupo.Essas experiências, embora não garantam o sucesso como líder, oferecem pistas valiosas sobre competências e potencial de desenvolvimento. Empresas podem incentivar essa aproximação criando oportunidades para que profissionais compartilhem interesses e reconheçam aprendizados adquiridos fora do ambiente formal de trabalho.A experiência de 40 anos como gamer ensina que a evolução depende menos de acertar sempre e mais da disposição para aprender com cada resultado, uma lição que transcende o entretenimento e se aplica diretamente à vida profissional e à liderança.

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Dia da Matéria Escura: cientistas buscam desvendar mistérios do cosmos
Geral31 de out.

Dia da Matéria Escura: cientistas buscam desvendar mistérios do cosmos

O Dia Internacional da Matéria Escura, comemorado em 31 de outubro, serve como um chamado global para que cientistas compartilhem informações sobre um dos maiores mistérios do cosmos com o público. Desde 2017, mais de 350 ações em todo o mundo buscam engajar a sociedade na discussão sobre o que se sabe e o que ainda precisa ser descoberto sobre essa substância enigmática.A escolha da data, coincidentemente com o Halloween, evoca a ideia de mistério e invisibilidade, elementos centrais na busca pela compreensão da matéria escura. Embora não seja diretamente detectável por não emitir, refletir ou brilhar, sua existência é inferida por seus efeitos gravitacionais, que influenciam o movimento de galáxias e estrelas.A composição do UniversoPara entender a vastidão do cosmos, imagine que tudo o que podemos observar – átomos, planetas, estrelas e galáxias – representa apenas 5% do Universo. Os 95% restantes são compostos pela energia escura (cerca de 70%) e pela matéria escura (aproximadamente 25%). A matéria escura, descoberta indiretamente por Vera Rubin nos anos 70, é crucial para explicar fenômenos astrofísicos, como a rotação das galáxias.A existência de uma matéria que não interage com a luz é especulada desde a década de 1930. Sua natureza exata permanece desconhecida, podendo ser uma partícula ainda não identificada, uma propriedade incomum do espaço ou algo totalmente novo. A matéria escura é considerada um elo fundamental para a cosmologia moderna.A busca por respostasAtualmente, cerca de 40 experimentos ao redor do mundo estão dedicados a detectar sinais da matéria escura. Entre os candidatos teóricos mais discutidos estão as partículas conhecidas como Wimps (Partículas Massivas de Interação Fraca) e os áxions. Há também a possibilidade de a matéria escura ser composta por diferentes tipos de partículas, formando um "setor escuro" ainda inexplorado.Paralelamente, a energia escura, outro componente misterioso do Universo, possivelmente ligada à "constante cosmológica" de Albert Einstein, também é objeto de intensa pesquisa. Cientistas brasileiros estão entre os que buscam desvendar esses enigmas, com a esperança de avanços significativos nos próximos cinco a dez anos.Teoria do Segundo Big BangUma teoria intrigante, publicada na revista Physical Review D, sugere que a matéria escura pode ter se originado de um "segundo Big Bang". Segundo essa hipótese, um evento cósmico distinto, ocorrido logo após o Big Bang original, teria gerado exclusivamente a matéria escura e suas partículas associadas, formando um "Setor Escuro" separado da matéria comum.A detecção de ondas gravitacionais é vista como uma potencial chave para encontrar evidências desse possível Big Bang Escuro. A busca por respostas sobre a matéria escura impulsiona a colaboração científica internacional e a exploração de novas fronteiras na compreensão do Universo.

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USP lança assistente de IA para facilitar consulta de dados ambientais urbanos
Geral31 de out.

USP lança assistente de IA para facilitar consulta de dados ambientais urbanos

A USP, por meio da Plataforma UrbVerde vinculada ao Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) em São Carlos, lançou a assistente de inteligência artificial Mari. A ferramenta, representada por uma maritaca, permite que usuários consultem dados ambientais urbanos, como a distribuição de calor e vegetação, por meio de comandos de voz e linguagem cotidiana. O objetivo é tornar a plataforma o primeiro WebSIG (Sistema de Informação Geográfica na internet) da América Latina com essa capacidade conversacional, facilitando o acesso à informação para pessoas sem conhecimento prévio em geotecnologias.Democratizando o acesso à informação ambientalA assistente Mari foi desenvolvida pelo pesquisador Guilherme Henrique Bueno de Freitas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, com apoio da OpenAI. A expectativa é que a ferramenta amplie o acesso à informação ambiental e aproxime o conhecimento científico das decisões que afetam o cotidiano das pessoas. Ao permitir a interação por voz e em linguagem cotidiana, busca-se que mais cidadãos possam fazer perguntas sobre seus territórios, explorar dados sobre vegetação, desigualdades na exposição ao calor e acesso a parques e praças.A iniciativa visa apoiar tanto gestores públicos quanto professores, estudantes e organizações comunitárias. A ideia é que um usuário possa partir de uma pergunta concreta sobre seu bairro para investigar um problema e participar de forma mais informada do debate sobre soluções. A inovação busca transformar a informação territorial em um recurso mais acessível para o planejamento, a participação social e o enfrentamento das desigualdades socioambientais.Como a Mari funciona na práticaA interação com a Mari transforma solicitações em ações na interface da UrbVerde. Ao pedir informações sobre um município, por exemplo, o usuário é guiado por perguntas para refinar a consulta, como a seleção do estado. Em seguida, é possível solicitar a ativação de camadas de dados, como o Percentual de Cobertura Vegetal, e filtrar os valores. A assistente ajuda a selecionar informações relevantes, aprofundar análises e explica conceitos, sugerindo novas perguntas com base nos dados apresentados.Em um exemplo de interação, a Mari orienta a leitura conjunta de camadas de temperatura e cobertura vegetal para investigar onde o calor superficial e a menor presença de vegetação coincidem. Esses padrões podem auxiliar na escolha de locais para estudos detalhados e na discussão de ações de infraestrutura verde. As respostas da Mari incluem referências e sugestões de leitura, permitindo o acesso às fontes consultadas e a ampliação da pesquisa.Cuidado com a informação e acessibilidadeA assistente Mari também sinaliza os limites das informações disponíveis, diferenciando, por exemplo, a temperatura da superfície daquela do ar, e esclarecendo que temperaturas elevadas em áreas com pouca vegetação não comprovam, isoladamente, uma relação de causa e efeito. Ao recorrer a pesquisas, recomenda considerar os recortes territoriais e temporais de cada estudo antes de interpretar os resultados. Esse cuidado ajuda a delimitar o alcance das informações e a identificar quando são necessárias análises complementares.A operação por voz se soma a recursos da UrbVerde voltados a pessoas com daltonismo. Para quem tem dificuldades ao digitar ou usar o mouse, a nova interface pode facilitar o comando do sistema e ampliar a autonomia. A proposta também enfrenta a distância entre o vocabulário técnico dos mapas e a linguagem de seus diferentes públicos, reduzindo a dificuldade de acesso às informações ao aceitar perguntas em linguagem cotidiana e explicar os conceitos envolvidos.Vínculo com a democracia ambiental e próximos passosOs princípios do Acordo de Escazú, primeiro tratado regional ambiental da América Latina e do Caribe, orientaram a construção da Mari. O acordo articula acesso à informação, participação pública e acesso à justiça em assuntos ambientais, com atenção a grupos vulneráveis. A proposta da Mari dialoga com essas orientações ao buscar formas mais simples de consultar e compreender dados territoriais, promovendo a divulgação de informação ambiental compreensível e sistemas acessíveis.A plataforma UrbVerde reúne mapas e indicadores ambientais e sociais para apoiar a compreensão das cidades. A novidade da Mari está na possibilidade de formular perguntas em linguagem cotidiana e combinar indicadores para investigar questões específicas do território. O acesso aos dados pode apoiar a formulação de perguntas sobre o território, a organização de demandas coletivas e a participação em discussões sobre políticas públicas, contribuindo para a adaptação climática das cidades brasileiras e a redução das desigualdades socioambientais.

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Jeans com aplicações: brilhos e bordados dominam a moda da temporada
Geral31 de out.

Jeans com aplicações: brilhos e bordados dominam a moda da temporada

O jeans, peça versátil e atemporal, surge reinventado para a temporada com aplicações que vão de brilhos e tachas a bordados e pedrarias. Esses detalhes elevam o poder da peça sem perder sua essência clássica, permitindo composições que transitam entre o casual e o sofisticado.A coordenadora de estilo da Damyller, Thaís Rossiter, destaca que a tendência atende a diferentes perfis, desde aplicações sutis até versões mais imponentes. O segredo para adotar a moda com equilíbrio e elegância reside em algumas dicas práticas.Deixe o jeans em evidênciaPor carregar informação visual, a peça ornamentada assume naturalmente o papel de protagonista. Para harmonizar a produção, combine-a com camisetas, camisas ou blusas de corte clean e tons neutros. A composição fica moderna, refinada e sem exageros.Aposte na versatilidade para o dia e para a noiteO jeans com aplicações vai muito além dos eventos noturnos. Durante o dia, ele ganha leveza, acompanhado de tênis, sapatilhas ou sandálias rasteiras. À noite, a proposta se transforma com salto alto, blazer estruturado ou acessórios marcantes.Misture diferentes texturas e equilibre proporçõesEnriqueça o visual combinando o denim com materiais como linho, alfaiataria, tricô ou couro. O contraste entre superfícies cria profundidade e acrescenta informação de moda. Como as aplicações já atraem os olhares, prefira acessórios discretos e evite excesso de estampas na mesma produção. Peças complementares sóbrias garantem um resultado elegante e harmonioso.Respeite o seu estilo pessoalA tendência atende a diferentes perfis. O segredo é escolher o modelo que conversa com a sua identidade, garantindo produções autênticas, confortáveis e atemporais. A marca Damyller, referência em jeans sustentável, aposta na versatilidade e nos detalhes para renovar o clássico.

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Golpistas usam apps falsos de IA para minerar criptomoedas
Geral31 de out.

Golpistas usam apps falsos de IA para minerar criptomoedas

Cibercriminosos encontraram uma nova forma de lucrar com a popularidade das ferramentas de inteligência artificial (IA). Uma campanha recente, monitorada pela empresa de cibersegurança Check Point Research, utiliza aplicativos falsos de IA para infectar computadores e roubar recursos de processamento para a mineração clandestina de criptomoedas.Os ataques envolvem a criação de projetos falsos em plataformas de desenvolvimento que simulam versões avançadas e inexistentes de programas populares, como ferramentas associadas ao ChatGPT (OpenAI) e ao Claude (Anthropic). Para atrair vítimas, os golpistas investem em estratégias de envenenamento de SEO para garantir que os links falsos apareçam nas primeiras posições de mecanismos de busca como o Google.Como o ataque funcionaOs arquivos baixados contêm executáveis legítimos assinados pelas empresas oficiais, mas acompanhados de bibliotecas maliciosas que executam uma técnica chamada de “sideloading” de DLL. Essa estratégia serve para burlar defesas de segurança tradicionais, segundo o relatório técnico divulgado pela Check Point Research.Ao acessar as páginas falsas e baixar os arquivos compactados, o usuário acredita estar instalando um assistente de inteligência artificial moderno. No entanto, o pacote descarrega a ameaça chamada de Yoba, que inicia um processo silencioso em segundo plano. O programa malicioso faz verificações iniciais no sistema para garantir que não está rodando em ambientes controlados de análise de segurança e identifica o idioma do teclado para evitar infecções em computadores localizados em determinados países, como Rússia, Belarus e Cazaquistão.Objetivo e riscos futurosO programa se conecta a servidores controlados pelos criminosos logo após garantir que continuará funcionando mesmo se o computador for reiniciado. O objetivo final dos invasores é instalar um programa focado em gerar criptomoedas de forma secreta, usando toda a capacidade de processamento e a energia elétrica da vítima para enriquecer os golpistas.A Check Point Research identificou que, embora a campanha atual utilize os computadores das vítimas apenas para minerar criptomoedas, o sistema usado pelos criminosos funciona como uma base flexível que pode ser alterada a qualquer momento. Essa ação abre espaço para roubo de dados ou instalação de novas ameaças no futuro.Cuidados necessáriosOs especialistas da empresa de cibersegurança reforçam que os usuários devem adotar cautela redobrada ao buscar softwares utilitários na internet, especialmente versões antecipadas ou não oficiais de tecnologias populares. Baixar programas apenas de sites oficiais e lojas verificadas continua sendo a principal barreira contra infecções por códigos maliciosos.

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Luma Costa: da TV ao empreendedorismo de mesa posta e paixão por futebol
Geral31 de out.

Luma Costa: da TV ao empreendedorismo de mesa posta e paixão por futebol

A atriz Luma Costa, conhecida por sua carreira na televisão brasileira, redefiniu sua trajetória profissional ao transformar um interesse pessoal em um empreendimento de sucesso. Em 2021, ela fundou a Casa Costa, uma marca focada em tableware e decoração. O negócio prosperou a ponto de, em 2025, ser adquirida pela renomada empresa Trousseau.Atualmente, Luma Costa acumula funções como diretora artística da Casa Costa e criadora de conteúdo, mantendo um forte apreço por momentos cotidianos, como um café da manhã em família.O empreendedorismo e a mesa postaA paixão de Luma Costa pela mesa posta foi o gatilho para sua incursão no mundo do empreendedorismo. A marca Casa Costa, que ela fundou, tornou-se um reflexo desse interesse, oferecendo produtos de decoração para a mesa.O sucesso da iniciativa foi consolidado com a aquisição pela Trousseau em 2025, um marco que demonstra a força e o potencial do negócio criado pela atriz.Vida pessoal e preferênciasLuma Costa compartilha aspectos de sua vida pessoal, revelando que seu dia começa idealmente com um café da manhã tranquilo em família, valorizando a luz do sol e a ausência de pressa. Sua mesa é descrita como um espaço central em sua casa, onde ocorrem conversas, comemorações e momentos familiares.Ela se considera extremamente organizada, especialmente com seus armários de louças e despensa, buscando um equilíbrio entre beleza visual e funcionalidade. Entre seus desejos atuais, destaca a aquisição do terreno para construir uma casa de campo, um sonho pessoal realizado.A atriz também revela lembranças de uma infância feliz no Rio de Janeiro, com forte ligação à praia. Um amuleto pessoal é um terço de madeira trazido de Fátima por sua sogra, e memórias afetivas incluem as rabanadas de sua avó no Natal.Luxo e hábitos inusitadosPara Luma Costa, o verdadeiro luxo reside na saúde de sua família. Ela também tem rituais para dormir bem, preferindo um quarto frio e roupas de cama confortáveis.Um hábito que pode surpreender é sua paixão por futebol, que cultiva desde a infância, incluindo idas a estádios e acompanhamento contínuo do esporte. Uma dica simples para realçar uma mesa é o uso de flores naturais, capazes de transformar instantaneamente o ambiente.A reportagem foi publicada na edição 143 da Forbes Brasil.

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Meta e Anthropic enfrentam rebaixamento de crédito por altos investimentos em IA
Geral31 de out.

Meta e Anthropic enfrentam rebaixamento de crédito por altos investimentos em IA

A corrida pela expansão da infraestrutura de inteligência artificial (IA) começa a impactar a avaliação de risco de gigantes do setor. A Meta teve sua perspectiva de crédito alterada de estável para negativa pela S&P Global Ratings, enquanto a Anthropic pode receber uma classificação de crédito especulativa após sua eventual abertura de capital. O ponto em comum entre as duas empresas é a preocupação com a capacidade de transformar os vultosos investimentos em IA em receitas que compensem os custos crescentes.No caso da Meta, a agência S&P manteve a classificação de crédito em AA-, mas a mudança na perspectiva reflete incertezas sobre o elevado volume de investimentos em infraestrutura de IA e o fluxo de caixa livre negativo da companhia. A S&P questionou a capacidade da Meta de monetizar suas tecnologias de IA em comparação com concorrentes que também investem pesadamente em data centers, e ainda não está claro quando produtos como o agente de IA Muse e os modelos da empresa gerarão receitas relevantes o suficiente para superar os custos.Meta contesta avaliação e anuncia captação bilionáriaA Meta contestou a avaliação da S&P, afirmando em comunicado que discorda da interpretação sobre sua capacidade de monetizar a IA e enxerga oportunidades significativas. A preocupação da agência surge após a empresa registrar um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões (cerca de R$ 11,66 bilhões) no terceiro trimestre, a primeira vez que o indicador ficou no vermelho. Além disso, a Meta prevê investimentos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões (aproximadamente R$ 742,5 bilhões a R$ 797,5 bilhões) até 2026, incluindo gastos com infraestrutura de IA.Para financiar suas iniciativas de IA, a Meta anunciou a intenção de levantar US$ 95 bilhões (cerca de R$ 522,5 bilhões). A estratégia inclui uma captação inicial de US$ 35 bilhões (aproximadamente R$ 192,5 bilhões) por meio de ofertas públicas de ações subscritas, seguida por outros US$ 60 bilhões (cerca de R$ 330 bilhões) através de um programa de venda de ações no mercado. A reação dos investidores foi negativa, com as ações da Meta caindo 7% após a divulgação dos resultados trimestrais, e encerrando outubro com um recuo de 15%, o pior desempenho mensal em quatro anos.Anthropic sob escrutínio para classificação especulativaA situação da Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, envolve uma avaliação diferente. Segundo projeções atribuídas à Blackstone e divulgadas pelo Financial Times, a empresa pode receber uma classificação de crédito na faixa BB após sua eventual abertura de capital. Essa perspectiva é menos favorável do que estimativas anteriores, que previam que a companhia alcançaria o grau de investimento antes de 2027.Na escala de classificação de crédito, notas abaixo de BBB- são consideradas especulativas, ou "junk", o que pode levar a custos mais elevados para a captação de recursos, pois investidores enxergam maior risco de inadimplência. Uma classificação nessa faixa poderia dificultar os planos de expansão da Anthropic, especialmente diante da necessidade de ampliar sua capacidade computacional para desenvolver e operar modelos de IA. É importante notar que essa previsão não representa uma nota oficial atribuída à empresa, mas indica um perfil de crédito potencialmente mais arriscado para investidores e credores.

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IA: Escolha de modelos deve focar em performance real, não só em benchmarks
Geral29 de out.

IA: Escolha de modelos deve focar em performance real, não só em benchmarks

A escolha do modelo de inteligência artificial (IA) mais adequado para uma empresa não deve se basear apenas em rankings e comparações de performance em benchmarks. A decisão deve considerar o desempenho dos modelos em condições reais de operação, levando em conta a interação com clientes, sistemas e processos.A Tech for Humans avaliou oito modelos de linguagem em testes práticos, utilizando os mesmos fluxos de atendimento e critérios de avaliação. Os testes foram além da qualidade das respostas, incluindo a capacidade de escolher e utilizar ferramentas corretamente, concluir tarefas, controlar alucinações, além de métricas operacionais como custo e latência. O Score Final consolidou o desempenho geral, enquanto o Pass Rate indicou a proporção de execuções aprovadas.Desempenho e Custo: Uma Relação ComplexaOs resultados mostraram que o GPT-5.4 mini obteve o melhor desempenho geral, com 86,4% de Score Final e 92,5% de Pass Rate. No entanto, o GPT-5.4 nano apresentou o menor custo e a menor latência, com um Pass Rate de 73,3%. A diferença de custo entre os dois modelos foi significativa: uma sessão com o GPT-5.4 mini custou cerca de US$ 0,093, enquanto o GPT-5.4 nano custou US$ 0,017, mais de cinco vezes menos.Essa disparidade reforça que o conceito de "melhor" modelo é relativo à operação. Para aplicações de alto volume onde custo e velocidade são cruciais, um modelo mais enxuto pode ser a escolha ideal. Contudo, se uma falha pode comprometer a experiência do cliente ou uma etapa importante do processo, investir em um modelo com maior taxa de resolução pode ser mais vantajoso.O Custo Real e a Tomada de DecisãoO debate sobre o custo da IA frequentemente se limita ao preço por token. No entanto, agentes de IA realizam tarefas mais complexas, como interpretar contexto, tomar decisões e acionar ferramentas. Um modelo pode ter um baixo custo por chamada, mas se tornar caro se falhar frequentemente ou exigir múltiplos ciclos para completar uma tarefa.A métrica mais relevante para os negócios deveria ser "quanto custa resolver uma tarefa?", em vez de "quanto custa um atendimento real de cliente?". Essa abordagem alinha a discussão tecnológica com a realidade financeira da empresa.Segurança e Limites de AlucinaçãoUma distinção crucial é entre responder e executar. Em operações de atendimento, um agente de IA pode precisar consultar bases de dados, registrar ocorrências ou encaminhar solicitações. Uma resposta bem redigida não substitui a escolha correta de ferramentas, que foi um dos principais motivos de falha nos testes. Modelos diferentes demonstraram comportamentos distintos ao decidir qual ação executar.A inteligência de um sistema de IA reside não apenas na qualidade de suas respostas, mas também na qualidade de suas decisões. Além disso, a segurança é um fator crítico. Alguns modelos, apesar de apresentarem bons Scores Finais e Pass Rates competitivos, foram reprovados por excederem os limites de alucinação definidos. Critérios como segurança não devem ser compensados por velocidade ou custo em aplicações críticas, funcionando como um filtro essencial.O Benchmark Definitivo: O Mundo RealBenchmarks públicos são úteis para comparações gerais e uma seleção inicial. Contudo, a decisão final deve ser tomada com base nos problemas reais que a empresa busca resolver. Isso implica medir continuamente a taxa de conclusão, o uso correto de ferramentas, o custo por resolução, a latência, a necessidade de intervenção humana e a taxa de erro.Modelos de IA são probabilísticos, e uma única execução não reflete seu comportamento completo. A avaliação de IA deve evoluir de um teste pontual para um processo contínuo. A pergunta fundamental para as empresas se torna: "Qual IA é boa o suficiente para esta tarefa, dentro do custo e risco aceitáveis, e como podemos comprovar isso antes da produção?"

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Universo assusta com imagens de nebulosas e asteroides assustadores
Geral31 de out.

Universo assusta com imagens de nebulosas e asteroides assustadores

Em referência ao Halloween, celebrado neste sábado (31), o universo se revela mais assustador que a ficção com imagens de fenômenos cósmicos que lembram elementos de terror. Registros capturados ao longo de décadas por agências espaciais como a NASA mostram desde nebulosas que se assemelham a mãos zumbis e rostos gritando até asteroides com formato de caveira.A festividade, típica de países anglo-saxônicos como os EUA, Canadá, Irlanda e Reino Unido, inspirou a reunião de imagens espetaculares que exploram a face sombria do cosmos. A viagem visual inclui paisagens estelares fantasmagóricas e estruturas que evocam noites de terror, demonstrando que a realidade cósmica pode superar a imaginação.Mão de Deus ou Mão Zumbi?Uma das imagens mais impressionantes é a da nebulosa de vento pulsar, apelidada de “Mão de Deus”. No entanto, sua aparência em raio-X remete a uma monstruosa mão zumbi prestes a agarrar algo no espaço. Este fenômeno é resultado do denso remanescente de uma supernova, evento que marca a morte de uma estrela massiva ou uma anã branca em fusão nuclear descontrolada.Outro registro que evoca o clima de Halloween é o do Aglomerado de Perseu, visto em raios-X pelo Observatório Chandra da NASA. A imagem exibe um conjunto de galáxias com uma feição horripilante, que se assemelha a um rosto gritando em agonia, um cenário digno de um filme de terror.Figuras Fantasmagóricas e Cabeças de Bruxa no EspaçoA nebulosa escura SH2-136, localizada a cerca de 1.200 anos-luz da Terra na constelação de Cepheus, foi capturada pelo Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona. A imagem, feita pelo NOIRLab/NSF/AURA, dá a impressão de espíritos malignos em fuga, com formas fantasmagóricas que lembram uma cena de filme de terror.Ainda na temática assustadora, a nebulosa IC 2118, apelidada de “Cabeça de Bruxa”, foi registrada pelo Explorador de Pesquisa em Infravermelho de Campo Amplo da NASA (WISE). Localizada na constelação de Orion, a centenas de anos-luz da Terra, sua aparência sinistra a torna uma figura digna de contos de bruxaria.O Olho de Sauron e o Asteroide CaveiraO sistema estelar Fomalhaut, a estrela mais brilhante da constelação de Peixe Austral, a cerca de 25 anos-luz da Terra, também apresenta uma semelhança assustadora. O exoplaneta Fomalhaut b, orbitando sua estrela-mãe, capturado pelo Telescópio Espacial Hubble, lembra o temível Olho de Sauron da saga “O Senhor dos Anéis”, com seu “olho” vigilante e a escuridão de sua pupila.Fechando a lista de horrores cósmicos, o asteroide “2015 TB145” fez uma passagem próxima da Terra há oito anos. Com cerca de 400 metros de largura, o objeto, descoberto pelo observatório Pan-STARRS no Havaí, ganhou o apelido de “Asteroide do Halloween” por seu formato inconfundível de caveira. A rocha espacial estava a cerca de 480 mil km do planeta, não representando ameaça.

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Moto elétrica com câmbio de duas marchas será apresentada em Milão
Geral31 de out.

Moto elétrica com câmbio de duas marchas será apresentada em Milão

A empresa britânica E-Motiv Shift Systems apresentará na feira EICMA 2026, em Milão, um protótipo de moto elétrica com uma inovação significativa: um câmbio de duas marchas que permite a troca sem interromper a entrega de potência do motor. A tecnologia, batizada de Demo 1, visa aprimorar a aceleração e a eficiência energética das motocicletas elétricas.A maioria das motos elétricas atualmente utiliza apenas uma marcha, pois os motores elétricos são eficientes em uma ampla gama de rotações. No entanto, o sistema da E-Motiv propõe um diferencial. A primeira marcha é otimizada para proporcionar uma aceleração mais rápida, enquanto a segunda marcha é projetada para manter um bom desempenho em velocidades mais elevadas. Um dos principais avanços é a capacidade de realizar essa transição de marchas sem a perda de força que ocorre em motocicletas convencionais.Tecnologia com origem no automobilismoA tecnologia por trás deste novo câmbio tem suas raízes em sistemas desenvolvidos para o automobilismo, tendo sido utilizada anteriormente pela equipe Aprilia Racing na categoria MotoGP. A E-Motiv Shift Systems está agora focada em adaptar essa transmissão para atender às demandas específicas das motos elétricas, buscando replicar o desempenho e a eficiência em um novo contexto.O desenvolvimento do protótipo conta com a colaboração de importantes parceiros. A fabricante BSA, a Universidade de Bath e o instituto IAAPS (Instituto Avançado de Engenharia e Pesquisa de Sistemas Automotivos) estão envolvidos no projeto. A Envisage Group também participa da construção do protótipo.Financiamento e próximos passosO projeto recebeu um investimento de £ 1 milhão do governo britânico, demonstrando o apoio à inovação no setor de mobilidade elétrica. A previsão é que o protótipo finalizado seja concluído em janeiro de 2027. Logo após a finalização, estão programados os testes iniciais para validar a tecnologia em condições reais de uso.Antes da conclusão do protótipo, a E-Motiv Shift Systems fará a apresentação oficial da tecnologia na EICMA 2026, um dos maiores eventos de motocicletas do mundo, que ocorrerá em Milão, na Itália, entre os dias 3 e 8 de novembro. A feira servirá como vitrine para a inovação britânica no mercado de duas rodas elétricas.

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Jogos gratuitos para PC, consoles e mobile neste fim de semana
Geral31 de out.

Jogos gratuitos para PC, consoles e mobile neste fim de semana

O fim de semana traz uma lista de jogos gratuitos para diversas plataformas, incluindo PC, consoles Xbox e dispositivos mobile. A seleção permite que os jogadores se divirtam sem custo, com destaque para títulos de terror, quebra-cabeça e corrida.O jogo de terror cooperativo Dead by Daylight é o grande destaque, oferecendo acesso liberado para jogadores de Xbox durante todo o fim de semana. Nele, os jogadores podem assumir o papel de um assassino caçador ou se unir a outros três para escapar de arenas. O título frequentemente recebe atualizações com temas de obras clássicas do gênero de terror, mantendo o conteúdo sempre interessante. Todo o progresso feito durante o período gratuito será mantido caso o jogador decida adquirir a versão completa.Jogos de Quebra-Cabeça e Corrida GratuitosPara quem busca uma experiência mais relaxante, Hexologic está disponível gratuitamente para resgate por tempo limitado no PC, via Steam. O jogo combina a lógica do Sudoku com mecânicas de grades hexagonais, apresentando cenários calmos e uma trilha sonora imersiva para auxiliar na resolução de dezenas de quebra-cabeças.Fãs de jogos de corrida no estilo Mario Kart e Sonic Racing podem aproveitar Galaxy Kart, que oferece disputas frenéticas no espaço com personagens carismáticos, pistas temáticas e itens para atrapalhar os adversários. O título está disponível gratuitamente por tempo limitado através do aplicativo da Epic Games Store Mobile.Terror e Sobrevivência para Celular e PCOutro título de terror disponível é Sorry We’re Closed, com uma estética que remete a clássicos do gênero. O jogo combina elementos de survival horror com combate rápido, acompanhando a protagonista Michelle em sua luta contra uma maldição demoníaca. Ele é o presente da semana da loja da Epic Games e pode ser resgatado gratuitamente e de forma definitiva até a próxima quinta-feira.Para os usuários de celular, Survival Island: Ark Craft Pro oferece uma experiência de sobrevivência e criação em uma ilha selvagem. Os jogadores precisam coletar recursos, construir abrigos, criar ferramentas e se defender de predadores. A versão Pro do aplicativo está gratuita por tempo limitado na loja do Android, proporcionando uma experiência sem interrupções e com recursos adicionais.Além dos jogos gratuitos, há indicações de páginas com cupons de desconto para a compra de jogos e periféricos em lojas como KaBuM!, Hype Games e Terabyte.

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IA em propaganda eleitoral nos EUA: crescem gastos e preocupação com 'slopaganda'
Geral31 de out.

IA em propaganda eleitoral nos EUA: crescem gastos e preocupação com 'slopaganda'

A aproximação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, tem visto um aumento expressivo no uso de inteligência artificial (IA) na propaganda eleitoral. Pesquisadores alertam para o risco de disseminação de informações falsas através de anúncios políticos gerados por IA, prática apelidada de "slopaganda", que combina propaganda política com conteúdos de baixa qualidade criados por inteligência artificial.Tanto republicanos quanto democratas têm utilizado a tecnologia, mas candidatos e grupos ligados ao Partido Republicano concentram a maior parte dos investimentos. Um exemplo citado é um anúncio produzido por uma organização ligada ao senador republicano Ted Cruz, que mostra o candidato democrata Abdul El-Sayed segurando cartas de um jogo com frases como "Morte aos EUA" e "Celebre o 11 de Setembro". O vídeo, que também apresenta uma imagem de família gerada por IA, informa que foi criado "total ou parcialmente, com o auxílio de inteligência artificial", uma prática rara entre os anúncios desse tipo.Poucos anúncios revelam o uso de IAA maioria dos anúncios políticos que utilizam IA não informa o eleitor sobre a origem do conteúdo, dificultando a identificação de imagens e vídeos gerados pela tecnologia e a avaliação de sua veracidade. Segundo o Wesleyan Media Project, que monitora gastos com propaganda eleitoral, foram identificados 220 anúncios produzidos com IA até o momento do levantamento, mas o número real é estimado como muito maior.Desses anúncios identificados, quase 81% foram financiados por candidatos ou grupos republicanos, enquanto os democratas foram responsáveis por 12%. Os gastos totais com esse tipo de propaganda ultrapassaram US$ 137 milhões (R$ 753,4 milhões) em 2024, um salto significativo em relação aos apenas US$ 50 mil (R$ 274 mil) gastos em 2024.Críticas e regras em alguns estadosA falta de transparência e o potencial para desinformação geram críticas. O senador democrata Jon Ossoff classificou o crescimento do uso de IA na propaganda eleitoral como "profundamente preocupante" e um "caminho perigoso rumo à destruição da verdade no debate político". Ele pediu a retirada de circulação de um anúncio financiado pelo Senate Leadership Fund, organização que apoia candidatos republicanos, que mostrava o senador em um salão de beleza, sugerindo que ele estaria "maquiando" seu relatório de prestação de contas.A rejeição ao uso de IA em campanhas eleitorais também se reflete em pesquisas de opinião, com 73% dos entrevistados considerando o uso "inaceitável", segundo levantamento para a Fundação AAPC. Embora não haja uma regra federal nos EUA que obrigue a divulgação do uso de IA em anúncios, alguns estados já implementaram regras para limitar a tecnologia nesse tipo de publicidade.Impacto real da 'slopaganda'Pesquisadores alertam que a quantidade de anúncios produzidos com IA não garante sua capacidade de influenciar o resultado das eleições. Um relatório do Centro de Política Tecnológica da Universidade de Nova York sugere que a "slopaganda" é "provavelmente mais eficaz na mobilização de eleitores ou na arrecadação de fundos do que na influência na eleição de um candidato".O documento também aponta que esses anúncios podem ter dificuldade em capturar a atenção dos eleitores, especialmente em um cenário de excesso de conteúdos gerados por IA, "particularmente à medida que nos tornamos cada vez mais sobrecarregados pela confusão gerada pela IA". O principal desafio para os eleitores é discernir a veracidade das informações em meio a essa avalanche de conteúdos sintéticos.

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Vodka romena Alexander conquista troféu de excelência em competição internacional
Geral31 de out.

Vodka romena Alexander conquista troféu de excelência em competição internacional

A Alexander Vodka, produzida pela destilaria romena Alexandrion Saber Distilleries 1789, foi agraciada com o Troféu de Vodka no International Wine & Spirit Competition (IWSC) de 2026. O reconhecimento destaca a bebida por sua complexidade sutil e maciez, desafiando a percepção comum de que a vodka é apenas um ingrediente neutro em coquetéis.A marca, com raízes na Romênia e desenvolvida pela Alexandrion, utiliza trigo como matéria-prima em sua produção em Pleașa, no condado de Prahova. O processo envolve cinco destilações em alambique de coluna e múltiplas filtragens, resultando em um destilado com textura suave, equilibrada e aveludada, e um final limpo. O termo "cinco destilações" refere-se a um sistema contínuo de purificação, não a processos repetidos.O que diz o júri do IWSCA avaliação do júri do IWSC ressaltou os aromas elegantes da vodka, com toques minerais e de frutas vermelhas adocicadas. No paladar, a textura cremosa e equilibrada foi um ponto alto, descrita como "aveludada" pelo produtor. Notas de pimenta picante, anis e baunilha foram identificadas, conferindo complexidade e um equilíbrio entre calor e suavidade.O final é descrito como longo e límpido, com uma mineralidade adocicada persistente. A pontuação atribuída foi de 98 pontos, um indicativo de alta qualidade e excelência.Versatilidade e reconhecimentoA Alexander Vodka tradicional se diferencia de suas versões saborizadas (limão, laranja e maçã), com seu dulçor suave atribuído ao trigo. A bebida, com 40% de teor alcoólico, é apresentada como uma opção que não exige rituais complexos para ser apreciada, destacando-se tanto pura quanto como base para coquetéis.O troféu conquistado no IWSC reforça o valor da Alexander Vodka como um rótulo que merece atenção, oferecendo uma experiência sensorial refinada e versátil para os apreciadores de destilados.

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Peças magnéticas se auto-montam para construir habitats espaciais
Geral31 de out.

Peças magnéticas se auto-montam para construir habitats espaciais

A humanidade tem planos ambiciosos para a exploração e residência no espaço, com projetos de novas estações espaciais e bases lunares. Para viabilizar essas ambições, inovações em construção espacial estão em desenvolvimento, como as peças magnéticas automontáveis TESSERAE. Inventadas por Ariel Ekblaw durante seu doutorado no MIT, essas peças utilizam eletroímãs, câmeras e inteligência artificial para se conectarem autonomamente no espaço, formando estruturas pré-determinadas que podem ser pressurizadas para abrigar humanos.A tecnologia TESSERAE, sigla para Tessellated Electromagnetic Space Structures for the Exploration of Reconfigurable, Adaptive Environments, permite que as peças se auto-montem em estruturas muito maiores do que o foguete que as transporta. Ariel Ekblaw, agora fundadora e CEO do Aurelia Institute, um laboratório de pesquisa em arquitetura espacial, acredita que isso possibilitará a construção de "estruturas grandes e grandiosas dignas de ficção científica" no espaço.O desafio da construção espacialA montagem da Estação Espacial Internacional (ISS), por exemplo, exigiu dezenas de missões e o uso de braços robóticos e astronautas. Nos últimos anos, diversas empresas têm buscado otimizar o transporte de estruturas espaciais, desenvolvendo habitats infláveis e módulos expansíveis. A Bigelow Aerospace enviou uma estrutura inflável para a ISS em 2016, e a Sierra Space e a Max Space também testam soluções semelhantes.Outras abordagens exploram a fabricação de peças no próprio espaço, utilizando materiais como poeira de meteorito ou solo lunar, como investigado pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela China. Sandra Häuplik-Meusburger, pesquisadora espacial da Universidade Técnica de Viena, destaca os desafios de proteger os humanos da radiação, transportar materiais e projetar espaços funcionais e adaptáveis a longo prazo.Testes e próximos passos da TESSERAEAs peças TESSERAE foram testadas em pequena escala a bordo da ISS em 2020 e 2022, com placas de alguns centímetros. Em dezembro ou janeiro, novas placas com câmeras nas bordas serão testadas para formar uma estrutura esférica, possivelmente do tamanho de uma bola de praia gigante. A empresa derivada do Aurelia Institute, Rendezvous Robotics, que busca comercializar a tecnologia, captou US$ 20 milhões em financiamento.A Rendezvous Robotics está desenvolvendo placas maiores, entre 30 e 90 centímetros, e planeja sua primeira demonstração em 2028, fora da ISS. A demonstração envolverá a automontagem de várias placas em um formato plano. A capacidade de reconfiguração da tecnologia TESSERAE é uma de suas principais inovações, permitindo a remoção e substituição de peças para adaptar o sistema a novas necessidades.Aplicações futuras no espaçoAlém de habitats, a tecnologia TESSERAE pode ser aplicada na construção de grandes antenas para telecomunicações e painéis solares. Ariel Ekblaw também vislumbra seu uso futuro na construção de data centers de IA no espaço e em qualquer outra grande infraestrutura que demande soluções de construção escaláveis e eficientes fora da Terra.A arquitetura espacial está vivenciando uma "corrida do ouro", com grande interesse de diversos players. A capacidade de construir estruturas adaptáveis e reconfiguráveis é vista como crucial para o futuro da exploração e habitação espacial, abrindo caminho para empreendimentos antes restritos à ficção científica.

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Rover Perseverance detecta poeira ultrafina em Marte, com riscos para futuras missões
Geral29 de out.

Rover Perseverance detecta poeira ultrafina em Marte, com riscos para futuras missões

O rover Perseverance da Nasa, que opera em Marte desde 2021, detectou as partículas de poeira mais finas já registradas no planeta. As partículas ultrafinas possuem cerca de 100 nanômetros de largura, aproximadamente 500 vezes mais finas que um fio de cabelo humano. Essa descoberta, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, levanta preocupações sobre os riscos que a poeira marciana pode representar para futuras missões tripuladas ao planeta. O desafio da poeira marciana Marte é um planeta empoeirado, com ventos, redemoinhos e tempestades que espalham partículas finas. A poeira é um fator crucial a ser considerado em qualquer missão tripulada. O rover Perseverance mediu partículas de poeira que aderiram ao seu equipamento, incluindo materiais de trajes espaciais, para entender seu comportamento no ambiente marciano. Medições anteriores identificaram partículas de poeira com diâmetro de até 3 micrômetros, mas o instrumento PIXL do Perseverance registrou categorias ainda menores. Além das partículas ultrafinas, o rover detectou partículas finas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro, cerca de 30 vezes mais finas que um fio de cabelo. Essas partículas minúsculas têm o potencial de penetrar profundamente no corpo humano, entrar na corrente sanguínea e causar danos a órgãos vitais, além de serem difíceis de serem eliminadas pelo organismo. Riscos para astronautas e equipamentos A poeira marciana contém sílica, compostos de ferro e percloratos, substâncias conhecidas por serem prejudiciais em doses altas na Terra. A preocupação é que o tamanho e a composição química dessas partículas possam representar um risco toxicológico para os astronautas. Outro ponto de atenção é a degradação de materiais de trajes espaciais e habitats marcianos devido às propriedades físicas da poeira ao longo do tempo. O Perseverance transporta amostras de materiais como a fibra sintética Vectran e o revestimento protetor Teflon para observar sua interação com a poeira. Embora não haja evidências de danos, os materiais interagem de maneiras diferentes: o Vectran reteve partículas maiores, enquanto o Teflon reteve poeira mais fina, possivelmente devido a propriedades eletrostáticas. Implicações para o futuro A Nasa planeja enviar astronautas a Marte na década de 2030 e as descobertas do Perseverance são fundamentais para o planejamento dessas missões. As informações obtidas ajudarão a orientar o projeto de futuros sistemas de suporte humano, incluindo a escolha de materiais para trajes espaciais e habitats, bem como o desenvolvimento de métodos de limpeza eficazes para partículas submicrométricas. Esses dados também contribuem para as diretrizes e protocolos da Nasa sobre riscos toxicológicos. A agência já tem experiência com os efeitos da poeira desde as missões Apollo à Lua, onde a poeira lunar, gerada por impactos e sem atmosfera para desgastá-la, apresentava partículas afiadas e angulares. A poeira marciana, no entanto, difere por suas preocupações com a composição química e o tamanho das partículas, em vez de sua forma.

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