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Senador Cleitinho critica boicotes e pede que eleitores foquem em políticos

03 de novembro de 2026
Senador Cleitinho critica boicotes e pede que eleitores foquem em políticos

Destaques

  • •Senador Cleitinho Azevedo repudia boicotes a estabelecimentos e sugere que eleitores direcionem críticas a políticos.
  • •Azevedo argumenta que políticos se beneficiam de impostos pagos por todos, independentemente do voto, e questiona a lógica de boicotar empresas por preferência política.
  • •O senador pede que eleitores considerem boicotar os próprios políticos e compara a polarização política com rivalidades esportivas.

O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou em vídeo publicado no último domingo (1º) políticos que incentivam boicotes a lojas e comércios de pessoas que votaram no presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Azevedo condenou a atitude de uma influenciadora que se recusou a comprar doces de uma criança por ter "feito o L", gesto associado a Lula, e pediu que políticos de direita e cristãos também repudiem tal comportamento.

Em seguida, o senador questionou a lógica de boicotar estabelecimentos comerciais com base na preferência política dos proprietários. Ele argumentou que os benefícios e salários da classe política, incluindo o fundo eleitoral e partidário, são custeados por impostos pagos por empresários e trabalhadores, independentemente de suas escolhas eleitorais. "Então, se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda quanto de direita, abra mão do seu salário", defendeu Azevedo.

Eleitor tem livre-arbítrio, mas pode focar em políticos

Cleitinho Azevedo reforçou o direito de livre escolha dos eleitores e sugeriu que eles direcionassem sua postura mais severa aos próprios políticos. "Você, eleitor, tem direito a qualquer coisa, livre-arbítrio; você escolhe o que você quer fazer. Mas que tal se vocês se unirem agora e começarem a boicotar os políticos?", propôs.

O senador utilizou analogias com o futebol para ilustrar a importância de não deixar que posições políticas distintas criem ódio entre as pessoas. Ele questionou se a rivalidade entre torcidas de times como Cruzeiro e Atlético Mineiro, ou Flamengo e Vasco, define o caráter de uma pessoa, e aplicou o mesmo raciocínio à questão do voto.

Boicotes e críticas a quem votou em Lula

Na semana anterior à declaração de Azevedo, parlamentares ligados ao bolsonarismo, como o deputado reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), haviam defendido publicamente o boicote a empresários, artistas e influenciadores que votaram no PT. Alguns apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) também chegaram a cogitar demitir funcionários que declararam voto em Lula.

Azevedo, que também é governador eleito de Minas Gerais, busca se posicionar como uma figura que preza pela união e pelo repúdio a atitudes extremistas, mesmo dentro do espectro político de direita.

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