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JP Morgan alerta para atrasos no agronegócio e prevê desaceleração do crédito

03 de novembro de 2026
JP Morgan alerta para atrasos no agronegócio e prevê desaceleração do crédito

Destaques

  • •JP Morgan identifica piora nos atrasos de pagamento do agronegócio e alerta para aumento da inadimplência.
  • •Crescimento do crédito no Brasil desacelera em setembro, com queda em operações para pessoas físicas e empresas.
  • •Banco norte-americano prevê que a perda de ritmo do crédito deve continuar em 2027.

O banco norte-americano JP Morgan alertou para um possível aumento da inadimplência no Banco do Brasil no quarto trimestre de 2026. A instituição identificou uma piora nos atrasos de pagamentos no setor do agronegócio em setembro e avalia que esse movimento pode elevar os índices de inadimplência nos próximos meses.

O alerta surge em um cenário de desaceleração do crédito no Brasil. De acordo com o Banco Central (BC), o estoque total de crédito atingiu R$ 7,444 trilhões em setembro, representando uma alta de 8,6% em 12 meses. Este percentual é inferior ao registrado em agosto, quando o crescimento foi de 9,3%.

Desaceleração em diversos setores

O crescimento do crédito para pessoas físicas apresentou uma queda, passando de 7,3% para 6,5% em 12 meses. Para as empresas, a desaceleração foi de 10,7% para 9,9% no mesmo período.

As novas operações de crédito direcionado a pequenas e médias empresas registraram uma queda expressiva, caindo para cerca de R$ 2 bilhões em setembro. Nos meses anteriores, esses valores variavam entre R$ 6 bilhões e R$ 12 bilhões.

No segmento de cartão de crédito, o crescimento anual do estoque desacelerou para 8%, afastando-se da faixa de 11% a 13% observada nos meses anteriores. O JP Morgan projeta que essa perda de ritmo do crédito deve persistir em 2027.

Inadimplência e spreads bancários

A inadimplência acima de 90 dias manteve-se em 5% do sistema bancário em setembro. No entanto, o JP Morgan identificou uma piora específica nos segmentos de consignado privado e cartão de crédito.

O spread bancário total, que mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes, subiu 0,5 ponto percentual em setembro, alcançando 21,6%.

Recomendações do JP Morgan

Em relação aos grandes bancos brasileiros, o JP Morgan mantém o Itaú como sua principal escolha, com recomendação de compra. Para o Bradesco, a recomendação é neutra.

No caso do Nubank, os analistas da instituição destacam o crescimento dos empréstimos pessoais sem garantia, mas apontam riscos para a qualidade dos ativos da fintech.

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