PF cumpre mandados em 2ª fase da Operação Castratio contra suspeita de fraudes no RJ

Destaques
- •Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Castratio, focando em organização criminosa suspeita de fraudes em contratos do governo do Rio de Janeiro.
- •Deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é um dos alvos, já investigado na primeira fase por suspeitas de desvio de emendas e fraudes em licitações que somam R$ 200 milhões.
- •Investigação busca identificar a extensão do grupo criminoso e outras práticas ilegais, com mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF.
A Polícia Federal cumpriu 5 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Niterói (RJ) na manhã desta terça-feira (27.out.2026), na segunda fase da Operação Castratio. A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em contratos do governo do Estado do Rio de Janeiro.
Um dos principais alvos da ação é o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). Ele já havia sido investigado na primeira fase da Castratio, deflagrada em maio deste ano, sob suspeitas de desvio de emendas parlamentares e fraudes em licitações. As investigações atuais visam apurar a extensão do grupo criminoso e identificar outras possíveis práticas ilegais.
Suspeitas de superfaturamento e fraude em licitações
A primeira fase da operação apurou irregularidades em contratos firmados entre a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (Seappa) e a empresa Consuvet. O objetivo dos contratos era a prestação de serviços de castração e esterilização de animais. Marcelo Queiroz comandou a Seappa entre outubro de 2019 e março de 2022, período que abrangeu os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro (PL).
As suspeitas investigadas incluem superfaturamento e fraude em licitações. A soma dos contratos sob investigação alcança cerca de R$ 200 milhões. A Polícia Federal informou que os materiais obtidos na primeira fase da investigação foram cruciais para a abertura desta segunda etapa.
Investigação e próximos passos
Os fatos investigados pela Operação Castratio podem configurar crimes como peculato, corrupção passiva e ativa, e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais para a segunda fase foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação tramita na corte superior devido ao foro por prerrogativa de função do deputado federal.
O Poder360 tentou contato com os responsáveis pela campanha de reeleição de Marcelo Queiroz para obter uma manifestação sobre a operação. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta. O texto será atualizado caso o deputado se pronuncie sobre as acusações.
Matérias originais
- PF investiga fraude de R$ 200 mi em contratos de castração no RJ · poder360.com.br



