ONU alerta: 189 jornalistas assassinados em 2024-2025, impunidade em alta

Destaques
- •Secretário-geral da ONU, António Guterres, destaca o aumento de mortes de jornalistas e a persistência da impunidade.
- •Novas tecnologias e armamentos, como drones, intensificam riscos em zonas de conflito, onde a maioria das mortes ocorre.
- •Federações de jornalistas exigem investigações e responsabilização dos agressores para garantir o fim da impunidade.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um alerta contundente sobre o crescente número de jornalistas assassinados em todo o mundo. Em 2 de novembro, data que marca o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, Guterres destacou que 189 jornalistas foram mortos nos biênios de 2024-2025, o maior número registrado desde 2014-2015. A maioria dessas mortes ocorreu em zonas de conflito, com um aumento preocupante no uso de novas tecnologias e armamentos, como drones, que intensificam os riscos para os profissionais da imprensa.
Aumento da impunidade e novas ameaças
O relatório da ONU aponta que, em quase nove de cada dez casos, os responsáveis pelos assassinatos de jornalistas não são levados à justiça, evidenciando uma taxa de impunidade que se aproxima dos 100% em contextos de conflito. As novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados pelos jornalistas, especialmente em regiões de guerra. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), representada por sua presidente Samira de Castro, e a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) exigem que os governos investiguem e processem os responsáveis por crimes contra jornalistas, ressaltando que o assassinato de qualquer profissional é inaceitável.
O papel essencial do jornalismo e os próximos passos
Guterres enfatizou o papel essencial dos profissionais da mídia em manter o público informado e responsabilizar aqueles que detêm o poder, mas alertou que eles são frequentemente assediados, vigiados, agredidos e até mortos simplesmente por fazerem seu trabalho. A data foi criada em homenagem aos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, assassinados em 2013 no Mali. As organizações de jornalistas, como a FIJ, lançam campanhas questionando quem ordenou, planejou e é o responsável final por esses assassinatos, buscando respostas que não podem ficar sem solução. A ONU, em 2026, pretende focar em como as novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados por jornalistas, especialmente em zonas de conflito.
Matérias originais
- ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação · operamundi.uol.com.br



