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Jornalista da GloboNews comemora derrota de Flávio Bolsonaro e alerta para crise econômica

03 de novembro de 2026
Jornalista da GloboNews comemora derrota de Flávio Bolsonaro e alerta para crise econômica

Destaques

  • •Mônica Waldvogel, da GloboNews, expressou alívio com a derrota de Flávio Bolsonaro, mas alertou para a dura realidade econômica do país.
  • •Economista Marcos Lisboa criticou a busca por "poções mágicas" para reverter indicadores, citando experiências passadas de fracasso.
  • •A discussão sobre o controle da taxa de juros e a crise econômica prevista para 2027 são pontos de atenção para o futuro.

A jornalista Mônica Waldvogel, apresentadora do programa “Em Pauta” da GloboNews, declarou na manhã desta terça-feira (3.nov.2026) que comemorou a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial "como sociedade, pela democracia". A afirmação foi feita antes de uma entrevista com o economista Marcos Lisboa, onde dados econômicos do Brasil seriam analisados.

Waldvogel introduziu a entrevista destacando a "dura realidade" dos números econômicos e o "grande debate econômico" que se instalou no país. Ela mencionou a impressão de que, após a comemoração pela vitória democrática, a questão econômica se tornou o foco principal. A apresentadora alertou para uma "crise contratada para 2027" e uma revisão do crescimento econômico para algo entre 0,5% e 1% no próximo ano, o que implicaria em um "aperto grande" na arrecadação.

Crise econômica e "poções mágicas"

A jornalista questionou Marcos Lisboa sobre como ele acompanhava a discussão em torno do controle da taxa de juros, descrita como "a grande vilã desse momento", e o que ele esperava que acontecesse, conhecendo o presidente Lula, com quem Lisboa trabalhou no primeiro governo.

Em sua resposta, Lisboa evitou comentar a declaração de Waldvogel sobre a derrota de Bolsonaro. Em vez disso, o economista criticou a tendência do governo em buscar "poção mágica" para reverter indicadores econômicos. Ele citou um caso do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, quando a taxa de juros foi reduzida "na pancada" mesmo com a inflação acima da meta.

"O que aconteceu? O emprego cresceu? Não. A criação de empregos continuou caindo. A economia cresceu mais? Não. A economia continuou desacelerando e a inflação subiu. Isso na véspera da crise de 2013", relatou Lisboa, exemplificando os riscos de tais medidas.

Análise de dados e projeções

Antes da fala de Waldvogel, o jornalista Léo Arcoverde apresentou dados da Instituição Fiscal Independente (IFI). Esses dados abordavam o impacto de medidas anunciadas pelo governo Lula, como o reajuste do Bolsa Família e o pacote para Microempreendedores Individuais (MEIs).

As projeções da IFI indicavam um aumento no déficit primário estimado para 2026 e 2027, sinalizando os desafios fiscais que o país poderá enfrentar. A discussão sobre a taxa de juros, a necessidade de controle fiscal e a previsão de desaceleração econômica compõem o cenário que será acompanhado nos próximos meses.

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