Indicações ao Banco Central seguirão rigor técnico, diz Ministro da Fazenda

Destaques
- •Ministro Dario Durigan afirma que não houve espaço para discutir indicações ao Banco Central com o presidente Lula.
- •Nomeações serão pautadas por rigor técnico e diversidade de perfis, sem isolar membros da diretoria.
- •O mercado financeiro acompanha com atenção os rumos da política econômica e as futuras decisões sobre a diretoria do BC.
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (3) que ainda não discutiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva novas indicações para o Banco Central (BC). Segundo Durigan, as nomeações futuras seguirão os mesmos critérios técnicos já aplicados, buscando sempre os melhores profissionais para as posições, sem que isso cause isolamento a integrantes atuais da autoridade monetária, como o presidente Gabriel Galípolo. O ministro enfatizou que o processo será pautado por rigor técnico e pela consideração de diferentes perfis, garantindo que as escolhas sejam as mais adequadas para a função. Durigan também afirmou que não discutiu sua própria sucessão na Fazenda com o presidente e que Lula tem conversado apenas com sua equipe econômica.
Critérios técnicos e perfis diversos
Durigan assegurou que não haverá mudança de perspectiva, avaliação ou critério para as indicações ao Banco Central. Ele destacou que a escolha de nomes técnicos visa convergir as políticas do governo para a melhoria da vida das pessoas. O ministro ressaltou que o presidente Lula confia no Banco Central para cumprir a meta de inflação. Gabriel Galípolo assumiu a presidência do BC em 1º de janeiro de 2025, com um mandato de quatro anos, e sua gestão tem gerado expectativas quanto à condução da política monetária e à relação com o governo.
Ajuste fiscal gradual e coordenação de políticas
O ministro também comentou sobre a condução da política econômica, defendendo um ajuste fiscal gradual que respeite os compromissos de campanha e seja justo com a população de menor renda. Ele mencionou que as discussões com o presidente Lula não têm gerado preocupações para o mercado. Por outro lado, o economista José Sérgio Gabrielli propôs mudanças na coordenação das políticas fiscal e monetária, rejeitando cortes em programas sociais e defendendo um ajuste nas contas públicas que preserve os compromissos sociais. Gabrielli endossou a proposta de André Lara Resende de criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional para coordenar as políticas fiscal e monetária, visando a redução gradual da taxa Selic.
Próximos passos
O mercado financeiro acompanha com atenção os desdobramentos sobre as futuras indicações para o Banco Central e as discussões sobre a política fiscal do governo. A nomeação de Gabriel Galípolo para a presidência do BC foi aprovada pelo Senado em outubro de 2024.



