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EUA: Eleições de Meio de Mandato definem controle do Congresso

03 de novembro de 2026
EUA: Eleições de Meio de Mandato definem controle do Congresso

Destaques

  • •Milhões de americanos votam nas eleições de meio de mandato (Midterms) que renovam a Câmara dos Representantes e um terço do Senado.
  • •O resultado definirá o equilíbrio de poder em Washington e a capacidade do presidente Donald Trump de aprovar sua agenda.
  • •A apuração dos resultados pode levar dias, com foco em disputas acirradas e na contagem de votos antecipados e pelo correio.

Milhões de americanos foram às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms, que renovam todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. O resultado definirá a composição do Congresso americano durante a segunda metade do mandato do presidente Donald Trump e terá impacto direto em sua capacidade de aprovar projetos e conduzir sua agenda.

A disputa pelo controle do Congresso é acirrada entre o Partido Republicano, que busca manter a maioria, e o Partido Democrata, que almeja conquistar cadeiras suficientes para assumir o comando de uma ou ambas as casas legislativas. Os democratas precisam de três assentos para controlar a Câmara e quatro para o Senado. Além das vagas no Congresso, os eleitores também escolheram 36 governadores e milhares de cargos estaduais.

O que está em jogo nas eleições?

As Midterms ocorrem na metade do mandato presidencial e podem alterar o equilíbrio de poder em Washington. Uma eventual derrota republicana ampliaria o poder de fiscalização dos parlamentares sobre o governo Trump, abrindo caminho para investigações contra a administração. A composição do Congresso também influencia discussões sobre orçamento, impostos e gastos públicos, sendo acompanhada de perto por investidores e mercados financeiros.

O custo de vida e a inflação se consolidaram como os temas dominantes da eleição, com cerca de 78% dos eleitores considerando o aumento do custo de vida o fator mais determinante para o voto. Pesquisas indicam que os democratas têm boas chances de recuperar o controle da Câmara dos Representantes, enquanto a disputa pelo Senado é considerada mais equilibrada.

Como funciona a apuração e quando saem os resultados?

A apuração dos votos começou após o fechamento das primeiras urnas, às 20h de Brasília, em partes de Indiana e Kentucky. No entanto, a definição do controle do Congresso pode levar dias. As últimas urnas fecham às 15h de quarta-feira (4) no Alasca. O ritmo da contagem depende das regras de cada estado, do volume de votos enviados pelo correio e da diferença entre os candidatos.

A velocidade da apuração varia entre os estados e pode depender da contagem de votos antecipados e enviados pelo correio, que exigem procedimentos adicionais de verificação. Em disputas apertadas, recontagens e questionamentos judiciais podem prolongar ainda mais a definição. Em 2022, o controle do Senado foi projetado quatro dias após a votação, e a maioria republicana na Câmara saiu oito dias depois.

Posicionamento e influências

O presidente Donald Trump, cujos índices de aprovação em relação à economia e à guerra no Irã estavam baixos, passou o último mês apoiando candidatos republicanos. Cerca de 50% dos eleitores independentes afirmaram que seu voto representava uma oposição a Trump, enquanto apenas 13% indicaram apoio. A influência do presidente nas eleições é expressiva, mesmo sem estar na cédula.

Estrategistas políticos de ambos os partidos avaliaram que os democratas têm a melhor chance de conquistar o controle da Câmara dos Representantes. O maior entusiasmo entre os eleitores democratas (49% muito entusiasmados contra 33% dos republicanos) pode se converter em maior participação eleitoral. A economia e o custo de vida são as principais preocupações dos eleitores, com preferência pelos democratas para lidar com a questão.

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