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Economia do sofá: compras online já representam 26% do total no Brasil

29 de outubro de 2026
Economia do sofá: compras online já representam 26% do total no Brasil

Destaques

  • •Hábitos de consumo migram cada vez mais para o celular, com o e-commerce superando o físico em países como EUA e Reino Unido.
  • •No Brasil, 26% das compras já são feitas online, e 8,1% dos usuários utilizam o mesmo cartão mais de dez vezes por mês para compras digitais.
  • •Especialistas apontam a importância de empresas investirem em canais digitais e experiências de compra fluidas para acompanhar a tendência.

Os hábitos de consumo no Brasil e no mundo estão cada vez mais concentrados no celular, fenômeno conhecido como "economia do sofá". Uma nova pesquisa da Visa globalmente revela que, no Brasil, as compras online já representam 26% do total de transações, um indicativo de que o e-commerce deixou de ser um canal alternativo para se tornar parte integrante da rotina das pessoas.

Em economias desenvolvidas como Estados Unidos e Reino Unido, as compras online já superam as realizadas no mundo físico. No Brasil, essa tendência também se consolida, com um grupo crescente de consumidores que utilizam o mesmo cartão de crédito dez ou mais vezes por mês para compras online, chegando a 8,1% do total. Nos EUA e no Reino Unido, essa métrica atinge 25%.

O fenômeno da "economia do sofá"

O estudo da Visa dimensiona o peso que serviços como streaming e delivery de refeições alcançaram, mostrando que as pessoas decidem não apenas comprar produtos, mas também pedir refeições, trabalhar remotamente e se entreter sem sair de casa. Essa mudança de comportamento foi impulsionada pela pandemia e se mantém mesmo com a normalização da vida.

O vice-presidente da Visa Consulting & Analytics, Tiago Moherdaui, destacou que a frequência de uso do e-commerce está crescendo. Ele ressaltou que os dados refletem novos comportamentos, cada vez mais comuns, em que o consumidor busca conveniência em diversas áreas da sua vida.

Compras recorrentes e a armadilha das assinaturas

Um aspecto relevante desse cenário são as compras recorrentes, como as de serviços de streaming (Netflix, Spotify) e delivery (iFood), que se multiplicam e podem levar a gastos acumulados sem que o consumidor perceba o total. O estudo da Visa, realizado em seis mercados com alta penetração digital, aponta que gastos recorrentes com streaming são mais presentes nos gastos com cartão do que com cinemas e shows.

O delivery de comida, por exemplo, deixou de ser um hábito de ocasião para se tornar um comportamento recorrente, impulsionado pela evolução da indústria, programas de fidelidade e concorrência entre plataformas. Isso se reflete em mercados como o brasileiro, com restaurantes para todos os bolsos e opções variadas.

O que esperar para varejistas e o futuro

Para varejistas e empresas que vendem ao consumidor final, os dados reforçam a importância de investir não apenas em canais de venda digitais, mas também em uma experiência que facilite a "jornada de compra". Moherdaui enfatiza que não se trata de uma competição entre o físico e o digital, mas sim de um complemento, onde o consumidor pode estar na loja física e decidir finalizar a compra pelo aplicativo.

O uso crescente de ferramentas de inteligência artificial (IA) para auxiliar nas compras também contribui para impulsionar essa transformação digital. A tendência é que a integração entre o online e o offline se torne cada vez mais fluida, oferecendo conveniência e personalização ao consumidor.

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