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Bolsas europeias caem com receio de IA e eleições nos EUA

03 de novembro de 2026
Bolsas europeias caem com receio de IA e eleições nos EUA

Destaques

  • •Mercados europeus fecharam em queda nesta terça-feira (3), pressionados por temores renovados sobre os altos investimentos em inteligência artificial e pela cautela com as eleições de meio de mandato nos EUA.
  • •O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,47%, enquanto o DAX, FTSE 100 e CAC 40 também registraram perdas.
  • •Investidores aguardam o resultado das eleições americanas e a decisão sobre juros no Brasil, que ocorrem nesta semana.

As bolsas da Europa fecharam em queda generalizada nesta terça-feira (3), com o índice pan-europeu Stoxx 600 registrando um recuo de 0,47%, aos 646,38 pontos. A sessão foi marcada pela retomada dos temores em relação aos altos investimentos no setor de inteligência artificial (IA), que pesaram sobre o apetite por risco dos investidores. Além disso, a temporada de balanços do terceiro trimestre deste ano também agitou os mercados, com resultados corporativos específicos dando algum suporte a papéis individuais.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,31%, aos 25.900,91 pontos. O FTSE 100, de Londres, terminou o pregão com queda de 1,03%, aos 10.650,73 pontos. Já o CAC 40, de Paris, registrou perda de 0,34%, aos 8.020,31 pontos.

Temores com IA e geopolítica afetam mercados

Os receios com os investimentos no setor de tecnologia, especialmente em IA, dominaram a sessão do mercado europeu. No entanto, não foi apenas a IA que gerou cautela. Os preços do petróleo também adicionaram uma camada de incerteza, com a commodity oscilando diante de ataques e sinais de negociações entre EUA e Irã. Analistas do ING consideram que ainda é cedo para descartar riscos de escalada no Oriente Médio, enquanto o Swissquote observa que o resultado eleitoral americano pode influenciar as perspectivas para a guerra, sem necessariamente eliminar o prêmio de risco geopolítico.

Os investidores também reagiram a notícias sobre ameaças de bomba falsas a voos da Ryanair e de outras companhias aéreas, que, apesar de infundadas, geraram inspeções e desvios. A eleição de meio de mandato nos EUA, marcada para esta terça-feira (3), também pesou sobre o apetite por risco global.

Mercado brasileiro sob pressão de fatores externos e internos

No Brasil, o mercado financeiro seguia pressionado por três fatores principais: as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms; novos dados do mercado de trabalho norte-americano; e a expectativa pela decisão sobre a taxa de juros brasileira. O dólar subia 0,98%, cotado a R$ 5,497, enquanto o Ibovespa operava em queda de 1,75%, aos 165.191,45 pontos.

A perda semanal de 18,12% do Ibovespa em outubro foi a 5ª maior desde o início do Plano Real, em julho de 1994, empatando com a semana dos atentados de 11 de setembro de 2001. Segundo análise de Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, o principal catalisador da queda em outubro foi político e doméstico, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariando expectativas de parte dos investidores sobre uma mudança na condução da política econômica.

Próximos passos: eleições e decisão de juros

As eleições de meio de mandato nos EUA, onde eleitores vão às urnas para renovar quase todo o Congresso, são um dos principais destaques da sessão. O resultado pode influenciar a capacidade do governo do presidente Donald Trump de avançar com sua agenda em temas como gastos públicos, impostos e regulação. No Brasil, o mercado aguarda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa Selic, que está em 13,75% ao ano, após reunião iniciada nesta terça-feira (3) e com divulgação prevista para quarta-feira (4).

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