WEG tem lucro líquido de R$ 1,66 bilhão no 3T26, alta de 0,9%

Destaques
- •Lucro líquido da WEG cresce 0,9% no terceiro trimestre de 2026, atingindo R$ 1,66 bilhão.
- •Aumento no custo de matérias-primas como cobre e aço, além de tarifas de importação, pressionaram as margens da companhia.
- •A WEG busca mitigar os impactos com ganhos de produtividade, eficiência operacional e ajuste na estratégia comercial para repassar custos.
A WEG (WEGE3) registrou um lucro líquido de R$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26), um avanço de 0,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (22) e, apesar do crescimento modesto, a companhia enfrentou desafios relacionados ao aumento do custo de matérias-primas e outros fatores que impactaram suas margens.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 2,34 bilhões, com uma alta de 3,1% na comparação anual. No entanto, a margem Ebitda apresentou uma leve retração de 0,6 ponto percentual, fechando em 21,6%. O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG alcançou 33,2%, com um avanço de 0,8 p.p.
Pressão de Custos e Mitigação
O aumento no custo de matérias-primas foi um dos principais vilões para as margens da WEG no 3T26. O vice-presidente administrativo e financeiro, André Rodrigues, destacou o salto de mais de 40% no preço do cobre e de quase 20% no do aço. Ele, contudo, ponderou que essas oscilações são naturais entre trimestres e que o desempenho geral está dentro das expectativas da companhia.
“É sempre bom reforçar que as variações de margens entre trimestres ocorrem. Por isso, a gente sempre analisa o comportamento da margem por um período maior. […] Mesmo com a margem apresentando uma queda comparada com o segundo trimestre de 2026, ela está dentro da expectativa e num patamar que consideramos elevado”, afirmou Rodrigues durante a teleconferência de resultados.
Além das matérias-primas mais caras, tarifas de importação e despesas pré-operacionais de novas fábricas também afetaram a rentabilidade. A empresa, porém, trabalha para mitigar esses impactos por meio de ganhos de produtividade e eficiência operacional. A estratégia comercial visa repassar os aumentos de custos ao longo do tempo.
Estratégias e Operações
A WEG também se beneficia de contratos de longo prazo com transportadoras, o que ajuda a reduzir a exposição às oscilações do frete. O processo de normalização dos custos pré-operacionais já iniciou no Brasil e tem previsão de avançar no México e na Colômbia a partir do início de 2027, com a entrada em operação das novas fábricas.
“Todos esses ofensores que a gente enfrentou no terceiro trimestre vão continuar. Cabe à WEG trabalhar constantemente em ganhos de produtividade, melhorias de custo e operacionais para mitigar esses impactos”, disse Rodrigues. Ele também mencionou a instabilidade global do frete, influenciada por questões geopolíticas e novas rotas, mas ressaltou que os contratos de longo prazo com as empresas de transporte ajudam a amenizar o cenário adverso.
Desempenho da Receita e Geração de Caixa
A receita operacional líquida da companhia atingiu R$ 10,8 bilhões no trimestre, um aumento de 5,7% em relação ao 3T25. O mercado interno contribuiu com R$ 4,07 bilhões (alta de 1,8%), enquanto o mercado externo gerou R$ 6,78 bilhões (avanço de 8,3%). O crescimento da receita externa foi impulsionado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação.
As atividades operacionais apresentaram uma geração de caixa de R$ 3,872 bilhões até setembro de 2026, resultado da continuidade das boas margens operacionais e de indicadores de capital de giro favoráveis. Apesar dos desafios de custos, a WEG demonstrou resiliência em suas operações e estratégias de mitigação.



