Bastidores em Brasília: Alcolumbre pode ir para o TCU após eleição

Destaques
- •A possível ida de Davi Alcolumbre para o TCU surge como hipótese em meio a discussões sobre o futuro do Senado.
- •O cargo no Tribunal de Contas da União é visto por alguns como uma forma de blindagem jurídica, com foro privilegiado no STF.
- •O cenário político para a presidência do Senado, mesmo em caso de vitória de Lula, é considerado desafiador para Alcolumbre.
Nos bastidores de Brasília, já circulam discussões sobre os cenários pós-eleição presidencial, com hipóteses envolvendo cargos em órgãos de controle e o futuro da presidência do Senado. Uma das possibilidades em pauta é a eventual ida do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para o Tribunal de Contas da União (TCU).
A movimentação política considera que Alcolumbre poderia enfrentar dificuldades para se manter na presidência do Senado, especialmente em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro. Interlocutores apontam que nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) já articulam para assumir o comando da Casa em um eventual governo do PL.
Mesmo em caso de reeleição do presidente Lula (PT), a forte presença de parlamentares de direita no Senado pode complicar a permanência de Alcolumbre na presidência. Sua relação de proximidade com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, e a ausência de disposição para pautas de impeachment contra membros da Corte, também são fatores considerados.
Indicação ao TCU como alternativa
É nesse contexto que a hipótese de uma indicação de Alcolumbre ao TCU começou a ser discutida. Segundo relatos, o cargo no Tribunal de Contas da União é visto como uma forma de proteção institucional. Ministros do TCU possuem foro por prerrogativa de função no STF, o que, na avaliação de quem discute o cenário, poderia oferecer uma blindagem jurídica.
A discussão sobre a ida de Alcolumbre para o TCU ainda é preliminar e não há nenhuma decisão formal tomada ou indicação encaminhada. No entanto, a hipótese revela a complexidade dos movimentos de bastidores em Brasília, que já antecipam não apenas o resultado da eleição presidencial, mas também a disputa pelo controle do Senado e as futuras relações entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
Outra possibilidade ventilada, caso haja derrota do presidente Lula, é a indicação do ex-senador Rodrigo Pacheco, atualmente no TCU, para uma vaga no STF.



