Vacância de escritórios de alto padrão no Rio cai para menor nível desde 2014

Destaques
- •Taxa de vacância de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro atingiu 24% no 3º trimestre de 2026, menor patamar desde 2014.
- •Absorção líquida no trimestre foi de 15,1 mil m², o dobro do novo estoque entregue, impulsionando a queda da vacância.
- •Projeções indicam continuidade da queda da vacância para 23,9% no 4º trimestre, com potencial de atingir 20,3% em 2027.
A taxa de vacância dos escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro recuou para 24% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado desde 2014. O indicador, que mede a disponibilidade de espaços, apresentou uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, marcando a quinta redução consecutiva, segundo levantamento da Binswanger Brazil.
O mercado carioca de imóveis corporativos de padrões A+ e A dispõe de um estoque total de aproximadamente 1,8 milhão de metros quadrados. A absorção líquida, que representa a diferença entre as áreas ocupadas e devolvidas, somou 15,1 mil metros quadrados no período. Este volume é o dobro do novo estoque entregue, que totalizou 7,5 mil metros quadrados, evidenciando uma recuperação robusta na demanda por escritórios de qualidade.
Recuperação impulsionada pela demanda
A absorção bruta, que engloba todas as áreas contratadas, atingiu 22,2 mil metros quadrados entre julho e setembro. A maior locação individual foi realizada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, que contratou 2.400 metros quadrados no empreendimento Presidente Business Center. Outras locações significativas incluem a Cepel, com 2.382 m² na Torre 1 do AQWA Corporate, e o Grupo Monto, com 2.108 m² no Edifício Galeria.
O preço médio pedido de locação também acompanhou a tendência de alta, alcançando R$ 85,99 por metro quadrado ao mês. Este valor representa um aumento de R$ 4,38 em relação ao trimestre anterior, refletindo a redução gradual da disponibilidade de espaços e a crescente demanda por escritórios de alto padrão.
Variações regionais e principais ocupantes
Apesar da melhora geral, a vacância apresenta disparidades entre as regiões da cidade. Botafogo liderou com a menor taxa, 4,8%, seguido pela Zona Norte (13,6%) e Barra da Tijuca (15,2%). Em contrapartida, Rio Comprido registrou 35,2% de vacância, a região Portuária 26,8% e o Centro 26,6%.
A Petrobras se mantém como a maior ocupante de escritórios corporativos de alto padrão no Rio, com cerca de 119 mil metros quadrados. Em seguida, aparecem o Bradesco (44 mil m²) e a Caixa Econômica Federal (39 mil m²).
Projeções para o futuro próximo
Para o quarto trimestre de 2026, a Binswanger projeta a entrega de aproximadamente 31 mil metros quadrados de novo estoque, incluindo empreendimentos como o Rythme Leblon e a sede do Ministério Público Militar. Mesmo com a entrada desses novos espaços, a consultoria estima que a taxa de vacância recue para 23,9%, considerando a absorção projetada.
A perspectiva para 2027 é de uma vacância ainda menor, podendo cair para 20,3%, com o estoque total projetado em cerca de 1,83 milhão de metros quadrados. No entanto, o ritmo de recuperação dependerá da continuidade da absorção de espaços, com um cenário conservador prevendo a vacância em 24,1% no final de 2026. Cerca de 75 mil metros quadrados de obras estão paralisados, sem previsão de entrega.


