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Vacância de escritórios de alto padrão no Rio cai para menor nível desde 2014

30 de outubro de 2026
Vacância de escritórios de alto padrão no Rio cai para menor nível desde 2014

Destaques

  • •Taxa de vacância de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro atingiu 24% no 3º trimestre de 2026, menor patamar desde 2014.
  • •Absorção líquida no trimestre foi de 15,1 mil m², o dobro do novo estoque entregue, impulsionando a queda da vacância.
  • •Projeções indicam continuidade da queda da vacância para 23,9% no 4º trimestre, com potencial de atingir 20,3% em 2027.

A taxa de vacância dos escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro recuou para 24% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado desde 2014. O indicador, que mede a disponibilidade de espaços, apresentou uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, marcando a quinta redução consecutiva, segundo levantamento da Binswanger Brazil.

O mercado carioca de imóveis corporativos de padrões A+ e A dispõe de um estoque total de aproximadamente 1,8 milhão de metros quadrados. A absorção líquida, que representa a diferença entre as áreas ocupadas e devolvidas, somou 15,1 mil metros quadrados no período. Este volume é o dobro do novo estoque entregue, que totalizou 7,5 mil metros quadrados, evidenciando uma recuperação robusta na demanda por escritórios de qualidade.

Recuperação impulsionada pela demanda

A absorção bruta, que engloba todas as áreas contratadas, atingiu 22,2 mil metros quadrados entre julho e setembro. A maior locação individual foi realizada pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, que contratou 2.400 metros quadrados no empreendimento Presidente Business Center. Outras locações significativas incluem a Cepel, com 2.382 m² na Torre 1 do AQWA Corporate, e o Grupo Monto, com 2.108 m² no Edifício Galeria.

O preço médio pedido de locação também acompanhou a tendência de alta, alcançando R$ 85,99 por metro quadrado ao mês. Este valor representa um aumento de R$ 4,38 em relação ao trimestre anterior, refletindo a redução gradual da disponibilidade de espaços e a crescente demanda por escritórios de alto padrão.

Variações regionais e principais ocupantes

Apesar da melhora geral, a vacância apresenta disparidades entre as regiões da cidade. Botafogo liderou com a menor taxa, 4,8%, seguido pela Zona Norte (13,6%) e Barra da Tijuca (15,2%). Em contrapartida, Rio Comprido registrou 35,2% de vacância, a região Portuária 26,8% e o Centro 26,6%.

A Petrobras se mantém como a maior ocupante de escritórios corporativos de alto padrão no Rio, com cerca de 119 mil metros quadrados. Em seguida, aparecem o Bradesco (44 mil m²) e a Caixa Econômica Federal (39 mil m²).

Projeções para o futuro próximo

Para o quarto trimestre de 2026, a Binswanger projeta a entrega de aproximadamente 31 mil metros quadrados de novo estoque, incluindo empreendimentos como o Rythme Leblon e a sede do Ministério Público Militar. Mesmo com a entrada desses novos espaços, a consultoria estima que a taxa de vacância recue para 23,9%, considerando a absorção projetada.

A perspectiva para 2027 é de uma vacância ainda menor, podendo cair para 20,3%, com o estoque total projetado em cerca de 1,83 milhão de metros quadrados. No entanto, o ritmo de recuperação dependerá da continuidade da absorção de espaços, com um cenário conservador prevendo a vacância em 24,1% no final de 2026. Cerca de 75 mil metros quadrados de obras estão paralisados, sem previsão de entrega.

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