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Vale tem lucro líquido de US$ 1,25 bilhão no 3T26, queda de 53%

30 de outubro de 2026
Vale tem lucro líquido de US$ 1,25 bilhão no 3T26, queda de 53%

Destaques

  • •Lucro líquido da mineradora Vale caiu 53% no terceiro trimestre de 2026, atingindo US$ 1,255 bilhão.
  • •Queda foi influenciada por menores preços do minério de ferro e aumento de custos com frete e combustíveis, apesar de receita líquida ter subido 2%.
  • •Produção de cobre e níquel segue em linha com as projeções, com destaque para a alta de 56% no preço médio realizado do cobre.

A mineradora Vale registrou lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impactado pela desvalorização dos preços realizados do minério de ferro e por pressões de custo, como a valorização do real e o aumento nas despesas com frete e combustível.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou US$ 3,327 bilhões, recuando 24% na comparação anual. Em contrapartida, a receita líquida de vendas apresentou uma leve alta de 2%, totalizando US$ 10,599 bilhões.

Ambiente desafiador para o minério de ferro

O principal negócio da Vale, o minério de ferro, enfrentou um cenário mais adverso. O preço médio realizado do minério de ferro no trimestre foi de US$ 85,1 por tonelada, uma queda de 10% em relação ao ano anterior e ao trimestre anterior. Paralelamente, os custos operacionais aumentaram: o custo caixa C1 subiu 12% para US$ 23,1 por tonelada, e o custo all-in de finos e pelotas avançou 21% para US$ 60,4 por tonelada.

O aumento dos custos de frete e combustíveis foi parcialmente atribuído aos conflitos no Oriente Médio e à guerra na Ucrânia, que elevaram os preços do petróleo. No entanto, a Vale destacou que sua estratégia de frete marítimo, com contratos de longo prazo e frota mais eficiente, ajudou a mitigar parte desse impacto. A diferença entre o custo de frete da Vale e o mercado spot chegou a US$ 14 por tonelada.

Desempenho das operações de cobre e níquel

A produção de minério de ferro totalizou 88,4 milhões de toneladas, uma queda de 6%, influenciada pela menor disponibilidade de matéria-prima em Serra Norte. As vendas, contudo, cresceram 0,3%, para 86,3 milhões de toneladas, devido à venda de estoques anteriores. A empresa reafirmou a expectativa de atingir o limite inferior de seu guidance de produção para 2026, entre 335 e 345 milhões de toneladas.

Nas operações de metais básicos, a produção de cobre foi de 85,5 mil toneladas (recuo de 6%), mas o preço médio realizado disparou 56% para US$ 15.314 por tonelada, elevando o Ebitda ajustado do segmento em 66%, para US$ 1,021 bilhão. No níquel, a produção aumentou 6% para 49,7 mil toneladas e as vendas subiram 16%. O preço realizado do níquel subiu 9%, mas o Ebitda ajustado caiu 14% para US$ 98 milhões, pressionado por custos maiores.

Investimentos e dívida sob controle

Os investimentos da Vale no trimestre foram de US$ 1,25 bilhão, em linha com o ano anterior, e a empresa projeta encerrar 2026 no piso da faixa de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões. A dívida líquida expandida encerrou setembro em US$ 16,413 bilhões, uma redução de 1% em relação ao ano anterior e de 2% no trimestre, sustentada pela geração de caixa.

A administração da mineradora considera as ações da Vale atraentes devido à queda apresentada no ano. No entanto, dividendos extraordinários são vistos como improváveis neste ano, pois a dívida líquida expandida está próxima do limite superior de US$ 16 bilhões, enquanto seria necessário estar abaixo de US$ 15 bilhões para a distribuição.

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