Trump diz que América do Sul se torna 'extremamente conservadora'

Destaques
- •Presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que países sul-americanos estão mudando para a direita
- •Trump cita o presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella, como exemplo de líder 'pró-Trump'
- •Mudanças políticas na América do Sul e Europa são vistas por Trump como sinais de prosperidade e necessidade de mudança
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a América do Sul está passando por uma rápida transformação política, tornando-se um continente "extremamente conservador". Segundo ele, a região que antes pendia para a esquerda agora se move para a direita, indicando um cenário de prosperidade. Trump fez essas declarações em um encontro com jornalistas na Casa Branca, onde também comentou sobre a política migratória europeia.
Trump mencionou o presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella, apelidado de "El Tigre", como um exemplo de líder "durão" e "muito pró-Trump". A observação surge em meio a um contexto de mudanças eleitorais no continente, com aliados ideologicamente alinhados ao governo Trump vencendo eleições em locais como Chile e Peru. O presidente americano afirmou que todos os candidatos apoiados por ele foram eleitos.
Mudança de cenário político na América do Sul
O presidente americano observou que a América do Sul está se tornando "um lugar completamente diferente e prosperando". Ele destacou que, em um curto período, os países da região estão se tornando "extremamente conservadores, de uma maneira muito positiva, em muitos aspectos". Trump ressaltou que a região, que antes "pendia fortemente à esquerda", agora se move para a direita.
Embora Trump tenha citado a Colômbia, ele não mencionou outros países, como o Brasil. O governo americano tem demonstrado cautela em comentários públicos sobre as eleições brasileiras, com membros evitando declarar apoio a candidatos específicos. O Departamento de Estado dos EUA, chefiado pelo Secretário de Estado Marco Rubio, afirmou apoiar "o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo" em resposta a acusações de interferência no pleito.
Visão sobre a Europa e Marine Le Pen
Trump também criticou a política migratória europeia, sugerindo que o continente precisa de mudanças para evitar sua própria extinção. Ele comentou sobre manifestações na França e a figura de Marine Le Pen, a quem considerou maltratada e consolidada como voz conservadora. Trump expressou que a Europa precisa de uma "mudança" para se manter forte.
A declaração sobre a Europa e a menção a Marine Le Pen reforçam a visão de Trump sobre o avanço de movimentos conservadores em diferentes partes do mundo. Ele vê essas tendências como sinais positivos de mudança e prosperidade, contrastando com o que percebe como declínio em outras abordagens políticas.
Próximos passos e acompanhamento
O presidente americano afirmou que acompanha de perto as eleições no Brasil, considerando o país "muito importante" e com "pessoas fantásticas". O Departamento de Estado, em resposta a uma carta de congressistas, indicou que continuará interagindo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países.
Ainda que Trump não tenha feito menções diretas a outros líderes sul-americanos além do colombiano, a percepção de uma guinada conservadora no continente pode influenciar futuras relações diplomáticas e comerciais. A forma como os EUA se posicionarão em relação aos governos eleitos na região, especialmente em um cenário de mudanças políticas, será um ponto a ser observado.
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- Trump elogia guinada conservadora na América do Sul, mas não cita Brasil · cnnbrasil.com.br



