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Tereza Cristina se lança como 3ª via na disputa pela presidência do Senado

03 de novembro de 2026
Tereza Cristina se lança como 3ª via na disputa pela presidência do Senado

Destaques

  • •Senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém candidatura à presidência do Senado, posicionando-se como uma alternativa à oposição e ao atual presidente.
  • •A senadora busca atrair votos de dissidentes de Rogério Marinho (PL-RN), que enfrenta desgaste interno após declarações de Flávio Bolsonaro.
  • •A votação para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) buscando a reeleição.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou sua candidatura à presidência do Senado, apresentando-se como uma terceira via em uma disputa que já conta com o senador Rogério Marinho (PL-RN), representando a oposição, e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A votação está agendada para 1º de fevereiro de 2027.

A senadora, ex-ministra da Agricultura, pode se tornar uma alternativa para senadores de direita que não se sentem representados pela candidatura de Marinho. O senador potiguar, que coordenou a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), enfrenta um cenário de desgaste após declarações de Flávio Bolsonaro sobre o resultado eleitoral. A posição de Flávio não conta com o apoio unânime do PL, nem mesmo do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.

Articulações e divergências internas

Nesse contexto, Tereza Cristina busca ampliar seu espaço de atuação entre os senadores de direita. Na semana passada, ela e Rogério Marinho se reuniram para discutir a possibilidade de unificar o apoio da oposição em uma única candidatura, mas as conversas não chegaram a um acordo.

Apesar das divergências internas, o PL, que terá a maior bancada do Senado em 2027, deve anunciar oficialmente a candidatura de Marinho nesta quarta-feira (4.nov). A legenda pretende usar seu peso nas negociações pela Presidência da Casa e pela composição da Mesa Diretora.

Apoios e resistências à candidatura de Alcolumbre

A federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, declarou apoio à reeleição de Alcolumbre. No entanto, Tereza Cristina mantém articulações nos bastidores para angariar o apoio de outros senadores, e a decisão da federação já enfrenta resistências.

O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, anunciou em redes sociais que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação partidária. Davi Alcolumbre também trabalha para ampliar sua base de sustentação entre os partidos governistas, beneficiado pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

Alcolumbre incluiu na pauta da Casa propostas de interesse do governo, como o fim da escala de trabalho 6 X 1, em uma estratégia para obter apoio de senadores governistas à sua recondução. O PT também deve apoiar a reeleição do senador amapaense, segundo declarações do presidente nacional da sigla, Edinho Silva.

Cenário da votação

Considerando as bancadas previstas para 2027, União Brasil e PP somam 12 senadores. MDB e PSB estão entre as siglas que ainda devem definir suas posições na disputa. Para vencer a eleição, o candidato precisará de ao menos 41 votos favoráveis, em um universo de 81 senadores.

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