SP: Governador Tarcísio demite tenente acusado de matar Leandro Lo

Destaques
- •Tenente da PM de SP, Henrique Otávio Oliveira Velozo, é demitido pela segunda vez após decisão judicial definitiva.
- •Velozo foi acusado de matar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo em agosto de 2022, após uma discussão.
- •A demissão administrativa se baseia em acórdão do Tribunal de Justiça Militar e julgamento do TJSP, apesar de absolvição em júri popular por legítima defesa.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, determinou nesta quarta-feira (21) a demissão do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o octacampeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado, restabelece a pena de expulsão do oficial da corporação após uma decisão judicial definitiva do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
A medida torna sem efeito um decreto anterior, de outubro de 2025, que havia suspendido temporariamente a demissão em razão de uma decisão liminar. Com a conclusão do processo judicial, o governo restabeleceu os efeitos de um decreto de setembro de 2025, que originalmente determinou a expulsão do tenente.
Entenda o caso Leandro Lo
O lutador Leandro Lo foi baleado na cabeça na madrugada de 7 de agosto de 2022, durante um show no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo. Segundo as investigações, Lo se envolveu em uma discussão com o então tenente Henrique Velozo.
Durante o desentendimento, o atleta imobilizou e derrubou o policial. Em seguida, Velozo se afastou, retornou armado e atirou na cabeça do lutador. De acordo com relatos, o policial ainda teria chutado a vítima antes de deixar o local. Leandro Lo foi socorrido, mas teve a morte cerebral confirmada.
Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime e teve a prisão decretada. Ele foi acusado de homicídio qualificado por motivo fútil.
Absolvição e processo administrativo
Em novembro de 2025, Henrique Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri, em São Paulo, por maioria de votos. Os jurados acolheram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do policial.
No entanto, a absolvição criminal não impediu a continuidade do processo administrativo disciplinar na Polícia Militar. Na esfera militar, o Conselho de Justificação considerou o oficial culpado por unanimidade, entendendo que sua conduta era incompatível com o exercício da função.
A decisão administrativa desta quarta-feira (21) tem como base um acórdão do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo e o julgamento definitivo do TJSP sobre a manutenção da penalidade. A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Henrique Velozo; o espaço segue aberto.
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- Tarcísio restabelece demissão de policial acusado pela morte de Leandro Lo · cnnbrasil.com.br



