Santander alerta para golpes de engenharia social contra crianças e adolescentes em jogos online

Destaques
- •Golpistas usam jogos online e redes sociais para aplicar golpes em crianças e adolescentes.
- •A engenharia social explora a falta de avaliação de risco e a manipulação para obter dados pessoais.
- •Pais devem ficar atentos a sinais como exigência de segredo, pressão por urgência e mudanças de comportamento.
Golpistas estão utilizando ambientes virtuais como jogos online e redes sociais para aplicar golpes contra crianças e adolescentes, com o objetivo de obter informações pessoais e, eventualmente, alcançar os pais ou responsáveis. O alerta foi emitido pelo Santander, que detalha táticas de engenharia social empregadas para conquistar a confiança dos jovens.
As abordagens criminosas iniciam em chats, comunidades e durante partidas de jogos. Conforme a interação avança, os golpistas podem solicitar dados pessoais, pedir o envio de imagens ou insistir para que a conversa seja transferida para outros aplicativos. A estratégia explora a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, que ainda estão desenvolvendo a capacidade de identificar e avaliar riscos e manipulações.
Como os golpistas conquistam a confiança?
A engenharia social é a principal ferramenta dos criminosos. No ambiente de jogos, as ofertas de itens virtuais exclusivos ou recompensas são usadas como isca. Em redes sociais, perfis falsos e mensagens privadas criam uma falsa sensação de proximidade. O Santander ressalta que a inteligência artificial pode potencializar essas táticas, permitindo a criação de mensagens personalizadas, imagens falsas e até a imitação de vozes para simular emergências ou pedidos de pessoas conhecidas.
As táticas variam conforme a idade. Crianças podem ser atraídas por personagens, brindes e promessas de acesso a jogos. Adolescentes, por sua vez, são mais suscetíveis a abordagens que exploram pressão de grupo, preocupação com a reputação e relacionamentos virtuais, com riscos de chantagem e extorsão.
Sinais de alerta para pais e responsáveis
O Santander listou cinco sinais que merecem atenção dos pais e responsáveis:
- Exigência de segredo: A criança é instruída a esconder a conversa ou a situação dos adultos.
- Pressão para agir imediatamente: Mensagens com prazos curtos ou ameaças de perda de oportunidades caso não haja resposta rápida.
- Recompensas em troca de ações: Ofertas de presentes, dinheiro ou itens de jogos mediante o envio de informações ou cumprimento de pedidos.
- Mudanças no comportamento: Medo, isolamento, ansiedade ou preocupação excessiva com conversas online podem indicar problemas.
- Insistência para mudar de aplicativo: O contato tenta levar a conversa para outra plataforma de comunicação.
A presença desses sinais deve motivar uma conversa aberta com a criança ou adolescente para entender o contexto da interação. Pedidos estranhos, urgentes ou secretos devem sempre ser verificados com um adulto de confiança.
Medidas de proteção para as famílias
Para mitigar os riscos, o Santander recomenda que as famílias revisem as configurações de privacidade das contas online, reduzam a exposição pública de informações e acompanhem os contatos adicionados pelas crianças. É fundamental conversar abertamente sobre os perigos de compartilhar fotos, vídeos e dados pessoais com desconhecidos.
A orientação deve abranger situações específicas que podem ocorrer em jogos e conversas, como ofertas de presentes que exigem informações pessoais ou contatos que pedem sigilo. Ensinar as crianças e adolescentes a encerrar interações desconfortáveis, bloquear contatos e utilizar os mecanismos de denúncia das plataformas também são medidas importantes.
O que diz a pesquisa
O artigo "CRIANÇAS NO AMBIENTE VIRTUAL: ENTRE RISCOS E PROTEÇÃO", publicado em 2024 pela ARACÊ, discute os riscos e as formas de proteção para crianças no ambiente online. O estudo, que é um ensaio teórico, aborda a proteção integral de crianças e adolescentes sob a ótica jurídica e do paradigma da dignidade e liberdade sexual. Analisa os riscos inerentes à tecnologia na internet e o papel dos pais ou responsáveis na supervisão do ambiente virtual.
A pesquisa conclui que os riscos da internet para crianças são acentuados pela falta de educação digital, tanto das crianças quanto de seus pais e responsáveis. Além disso, identifica fragilidades na implementação de políticas estatais voltadas ao combate aos crimes cibernéticos.
Pesquisa citada
Matérias originais
- Golpes contra crianças: 5 sinais de alerta em jogos e redes sociais · canaltech.com.br



