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Rússia acusa Ocidente de acobertar prisão secreta e tortura na Ucrânia

04 de novembro de 2026
Rússia acusa Ocidente de acobertar prisão secreta e tortura na Ucrânia

Destaques

  • •Kremlin alega que organizações ocidentais de direitos humanos ignoram denúncias de prisão secreta e tortura perto de Kiev.
  • •Porta-voz russo sugere que Ucrânia enfrenta escassez de pessoal militar e oferece rendição às tropas russas.
  • •O incidente levanta questões sobre o tratamento de militares e desertores no conflito.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou nesta terça-feira (03/11) que a falta de reação pública de organizações ocidentais de direitos humanos às notícias sobre uma prisão secreta na Ucrânia não surpreendeu Moscou. Segundo ele, as estruturas europeias tentam proteger a liderança ucraniana de escândalos, acobertando denúncias sobre uma suposta câmara de tortura perto de Kiev.

Peskov observou que a história em torno de uma instalação na região de Petropavlivska Borshahivka, perto de Kiev, já gerou ampla atenção pública, mas não houve reação significativa do Ocidente. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, também comentou o incidente, afirmando que tais instalações fechadas são uma das ferramentas que mantêm o poder do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O incidente em Petropavlivska Borshahivka

Na última segunda-feira (02/11), foi noticiado que homens armados mantinham cerca de 40 pessoas reféns no porão de uma casa na vila de Petropavlivska Borshahivka, na região de Kiev. Uma multidão se reuniu no local e exigiu a entrada de um médico. Quatro pessoas foram retiradas do prédio e levadas para o hospital.

Ao chegar ao local, o chefe da Guarda Nacional da Ucrânia, Oleksandr Pivnenko, afirmou que militares de seu departamento, incluindo aqueles que “abandonaram suas unidades sem permissão”, estariam no porão. A população exigiu a libertação dos que permaneciam lá dentro e entrou em confronto com a polícia.

Alegações e versões conflitantes

De acordo com publicações na mídia ucraniana, a suposta prisão seria um edifício do Batalhão Azov, unidade militar da Guarda Nacional da Ucrânia, criada em 2014 como uma milícia voluntária de extrema-direita com associações ao neonazismo. Na véspera, a polícia ucraniana negou relatos de dezenas de reféns e uma morte, alegando que tropas da Guarda Nacional estavam presentes no local.

Enquanto isso, relatos conflitantes de testemunhas oculares sobre possível violência contra homens dentro da prisão foram publicados nas redes sociais e na mídia ucraniana. Mais tarde, foi revelado que aproximadamente 40 homens estavam detidos no prédio.

Posicionamento russo sobre o conflito

Ao comentar os rumores de que a instalação poderia ser usada para deter desertores e militares que se recusaram a combater com as forças ucranianas no conflito com a Rússia, o porta-voz do Kremlin afirmou que aqueles que não desejam servir no exército ucraniano podem se entregar e se juntar aos militares russos.

“Aqueles que não querem lutar pelo regime de Kiev podem se render às nossas tropas”, disse Peskov, respondendo a uma pergunta sobre a possível assistência da Rússia aos ucranianos mobilizados à força. Segundo o porta-voz do Kremlin, as autoridades ucranianas estão enfrentando “sérias dificuldades com aqueles que desejam continuar lutando pelos interesses deste regime”.

“Não há pessoas para mobilizar, um grande número de desertores, um grande número de feridos graves e aqueles que não podem continuar servindo. Esses problemas de pessoal são bem conhecidos”, afirmou Peskov.

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