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PL lança Rogério Marinho para presidência do Senado em 2027; Novo terá candidato próprio à Câmara

02 de novembro de 2026
PL lança Rogério Marinho para presidência do Senado em 2027; Novo terá candidato próprio à Câmara

Destaques

  • •O PL confirmou Rogério Marinho como seu candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027, buscando maior bancada com 28 parlamentares eleitos.
  • •O Partido Novo anunciou candidatura própria à presidência da Câmara, reforçando a oposição ao sistema e descartando apoio a Hugo Motta.
  • •A definição do PL para a Câmara, se apoiará Motta ou lançará candidato próprio, será decidida em 11 de novembro, após ouvir os 32 novos deputados eleitos.

O Partido Liberal (PL) anunciou que lançará o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (3) após reunião de líderes da legenda em Brasília. O PL terá a maior bancada a partir do próximo ano, com 28 parlamentares eleitos. A candidatura de Marinho busca consolidar a oposição e disputar o comando da Casa.

Articulações para a presidência do Senado

Apesar das articulações do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar a reeleição, o PL optou por seguir com candidatura própria. Alcolumbre vinha buscando votos em partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos, e chegou a discutir a possibilidade de pautar um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, em uma estratégia para angariar apoio. No entanto, a maioria do PL não aceitou um acordo e pretende lançar Marinho.

Para ser eleito presidente do Senado, o candidato precisa de 41 votos, a maioria absoluta dos 80 senadores. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou o desejo de concorrer ao cargo, mas o PL aposta em Marinho.

Disputa pela presidência da Câmara

Na Câmara dos Deputados, o cenário é de maior indefinição para o PL. A legenda ainda não decidiu se apoiará a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou lançará um candidato próprio. A decisão foi adiada para 11 de novembro, quando a bancada se reunirá com os 32 novos deputados eleitos. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido pode até mesmo ficar fora de um bloco parlamentar para preservar sua identidade política.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Motta, criticando o apoio deste ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. O PL reivindica o comando de 7 comissões permanentes a partir de 2027.

Candidatura própria do Novo e apoio ao Senado

O Partido Novo anunciou que terá candidatura própria à presidência da Câmara, seguindo a tradição da sigla de não apoiar o sistema vigente. O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que a decisão visa oferecer uma alternativa de direita convicta ao eleitorado. O Novo também formalizou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

As eleições para as presidências da Câmara e do Senado estão previstas para fevereiro de 2027. O PL busca consolidar sua força política, enquanto o Novo reforça sua posição de oposição.

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