Reino Unido aprova novo campo de gás no Mar do Norte, Jackdaw

Destaques
- •Governo britânico autoriza desenvolvimento do campo de gás Jackdaw, com potencial para aumentar a produção nacional em 6% no pico.
- •A decisão visa reforçar a segurança energética e gerar cerca de R$ 19,5 bilhões para a economia, apesar de críticas ambientalistas.
- •Próximos passos incluem a decisão sobre o campo de petróleo Rosebank e a gestão do novo Fundo de Riqueza Energética.
O governo do Reino Unido aprovou o desenvolvimento de um novo campo de gás no Mar do Norte, denominado Jackdaw, com previsão de início de produção ainda este mês. A decisão ocorre em um contexto de crescentes preocupações globais com a segurança energética, intensificadas pela guerra no Oriente Médio.
A aprovação do campo de gás Jackdaw, localizado a cerca de 241 quilômetros a leste de Aberdeen, na Escócia, foi alvo de protestos de grupos ambientalistas em Londres. O anúncio coincide com a divulgação de um relatório da ONU que alerta para o iminente ultrapasse da meta de aquecimento de 1,5 grau Celsius estabelecida pelo Acordo de Paris.
Impacto na produção e segurança energética
O governo britânico afirmou que a autorização do projeto Jackdaw está alinhada ao compromisso de reduzir emissões de carbono e alcançar a neutralidade de gases de efeito estufa até meados desta década. Espera-se que o campo aumente a produção nacional de gás em cerca de 6% no seu auge, reforçando o suprimento do Reino Unido por até 11 anos.
No pico de produção, o Jackdaw poderá fornecer gás suficiente para aquecer aproximadamente 1,4 milhão de residências no Reino Unido, segundo a Adura, joint venture entre a Shell e a Equinor responsável pelo projeto. A decisão visa fortalecer a segurança energética e proteger centenas de empregos.
Benefícios econômicos e críticas
O governo estima que o projeto adicionará cerca de £ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 19,5 bilhões) à economia britânica. Além disso, foi anunciado a criação de um novo Fundo de Riqueza Energética, que utilizará receitas fiscais do petróleo e gás do Mar do Norte para investir em projetos de energia renovável e de baixo carbono, com um aporte inicial de £ 2 bilhões (R$ 13 bilhões).
No entanto, críticos argumentam que o aumento da produção de gás no Mar do Norte terá impacto limitado na oferta de energia e na redução dos preços. Especialistas apontam que os preços do gás no Reino Unido são fortemente atrelados aos mercados europeus e globais, e que a produção interna não garante preços substancialmente inferiores para os consumidores.
Apoio de sindicatos e próximos passos
Sindicatos como o GMB e o Unite manifestaram apoio à decisão, destacando a importância da segurança energética e a proteção de empregos. Gary Smith, do GMB, elogiou a abordagem "pragmática" do governo, enquanto Sharon Graham, do Unite, ressaltou a necessidade de garantir empregos na transição energética.
O governo britânico agora avaliará a aprovação do campo de petróleo de Rosebank, ao largo das ilhas Shetland, com reservas estimadas em 300 milhões de barris. Grupos ambientalistas alertam que novos campos de combustíveis fósseis são incompatíveis com os limites climáticos seguros, citando os efeitos crescentes das mudanças climáticas.
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- Reino Unido aprova campo de gás no Mar do Norte em meio à crise energética · cnnbrasil.com.br



