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Raízen: Acionistas aprovam plano de recuperação extrajudicial com capitalização de até R$ 39,8 bi

30 de outubro de 2026

Destaques

  • •Acionistas da Raízen aprovaram a implementação do plano de recuperação extrajudicial da empresa.
  • •O plano inclui um aumento de capital que pode variar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 39,8 bilhões.
  • •A recuperação extrajudicial envolve uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões e é a maior da história do Brasil.

Os acionistas da Raízen, gigante brasileira do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, aprovaram nesta sexta-feira (30) a implementação do seu plano de recuperação extrajudicial. A decisão, comunicada por três pessoas familiarizadas com o assunto à Reuters, marca um passo crucial para a reestruturação financeira da companhia, que acumula uma dívida de aproximadamente R$ 65 bilhões.

O plano de recuperação extrajudicial da Raízen é considerado o maior da história do Brasil e surge após um período desafiador para a empresa, marcado por apostas arriscadas, safras ruins e a queda nos preços das commodities. A aprovação pelos acionistas abre caminho para a implementação de medidas que visam fortalecer a estrutura de capital da empresa e reorganizar suas obrigações financeiras.

Aumento de Capital e Reestruturação Financeira

Um dos pilares do plano aprovado é um aumento de capital com previsão de aporte entre R$ 3,5 bilhões e R$ 39,8 bilhões. Este movimento tem como objetivo reforçar a situação financeira da Raízen e prover os recursos necessários para a execução da reestruturação da dívida.

A reestruturação envolve a dívida de cerca de R$ 65 bilhões. O plano prevê a conversão de 45% dos créditos em participação acionária dos credores, com o valor de R$ 0,25 por ação. Os 55% restantes serão transformados em novos títulos de dívida. A Shell, controladora da Raízen, comprometeu-se a aportar R$ 3,5 bilhões, enquanto a Ometto estuda contribuir com R$ 500 milhões.

Contexto e Próximos Passos

A crise financeira que levou a Raízen a buscar a recuperação extrajudicial foi resultado de uma combinação de fatores, incluindo investimentos considerados arriscados, safras abaixo do esperado e a desvalorização das commodities. Essa conjuntura pressionou as finanças da empresa, tornando necessária a renegociação de suas dívidas.

Em paralelo à recuperação extrajudicial, a empresa também planeja um programa de desinvestimentos e a separação do negócio de combustíveis da produção de etanol e cana-de-açúcar. A Raízen não comentou oficialmente a aprovação do plano.

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