Bradesco BBI mantém recomendação neutra para Magazine Luiza (MGLU3)

Destaques
- •Bradesco BBI reitera recomendação neutra para Magazine Luiza, com preço-alvo de R$ 7,00.
- •O banco identifica oportunidade de crescimento com a reestruturação da Casas Bahia, que pode gerar R$ 5,7 bilhões em vendas adicionais.
- •Apesar do potencial de ganho de mercado, o BBI alerta para a pressão no caixa de curto prazo e o cenário de juros elevados.
O Bradesco BBI reiterou sua recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), estabelecendo um preço-alvo de R$ 7,00. A análise do banco considera uma visão cautelosa, embora reconheça uma oportunidade significativa de crescimento para a varejista.
A reestruturação do Grupo Casas Bahia (BHIA3) é vista como um fator chave, com potencial para que o Magazine Luiza conquiste participação de mercado e capture cerca de R$ 5,7 bilhões em vendas líquidas adicionais. Isso se traduziria em aproximadamente R$ 460 milhões em Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) incremental, segundo as projeções do BBI.
Oportunidade de Ganho de Mercado
O banco elevou em 16% sua estimativa de lucro líquido do Magalu para 2027, projetando R$ 689 milhões. O BBI avalia que essa movimentação pode espelhar o ganho de mercado observado após a falência da Máquina de Vendas em 2015. A operação também tende a reduzir as preocupações de curto prazo com a estrutura de capital da companhia.
A estratégia comercial do Magazine Luiza foi revisada, com foco em concentrar lojas físicas em categorias prioritárias e expandir a presença digital através de parcerias com gigantes como Mercado Livre, Shopee e Amazon.
Riscos e Perspectivas Futuras
Apesar do potencial de novas revisões positivas nas estimativas de resultados, impulsionadas pela dinâmica competitiva, o Bradesco BBI pondera que a perspectiva de juros elevados por um período prolongado e o alto custo de capital próprio podem limitar o potencial de valorização das ações no momento.
Adicionalmente, a expansão dos volumes de venda pode pressionar a geração de caixa no curto prazo, devido à maior necessidade de capital de giro. O banco mantém uma postura de observação diante desses fatores.



