Lula 4: Fonteles cotado para Fazenda e nomes para Casa Civil e Comunicação

Destaques
- •Governador do Piauí, Rafael Fonteles, é o nome mais forte para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula 4.
- •Jornalista Laércio Portela é o favorito para comandar a Secretaria de Comunicação, enquanto Camilo Santana pode ir para a Casa Civil.
- •Definições ministeriais devem começar pela área econômica para acalmar o mercado financeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciará as negociações para a formação de seu quarto mandato, o chamado Lula 4, logo após o feriado de Finados. A prioridade será a definição de nomes para a área econômica, visando acalmar o mercado financeiro, que tem demonstrado apreensão com a possibilidade de um ajuste fiscal. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), desponta como o principal cotado para assumir o Ministério da Fazenda. A expectativa é que Lula viaje a Teresina na próxima semana para formalizar o convite.
A escolha de Fonteles para a Fazenda é vista com bons olhos por economistas e pelo mercado financeiro, que destacam sua expertise e capacidade de articulação política. A possível ida do governador para Brasília exigirá uma concertação com o eleitorado piauiense e seus aliados. Caso Fonteles aceite, o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, pode não permanecer no cargo.
Comunicação e Casa Civil: nomes em debate
Na Secretaria de Comunicação Social (Secom), o ministro Sidônio Palmeira não deve retornar. O jornalista Laércio Portela é o nome mais cotado para assumir a pasta, tendo atuado de forma interina anteriormente. A Secom foi apontada por petistas como responsável por falhas na campanha presidencial.
Outro ministério em foco é a Casa Civil. O ex-ministro Camilo Santana, que coordenou a campanha de Lula no segundo turno e teve bom desempenho, é cogitado para a pasta. No entanto, a permanência da atual ministra, Miriam Belchior, que também tem boa avaliação do presidente, torna a decisão incerta.
Outras pastas e possíveis novidades
O Ministério da Educação, atualmente sob o comando de Leonardo Barchini (número 2 da pasta), pode ser mantido com ele, dada a satisfação de Lula com seu desempenho. Alexandre Padilha (Saúde), Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) são dados como certos em seus ministérios. Aloízio Mercadante deve permanecer na presidência do BNDES.
O governo também avalia a criação de um Ministério da Segurança Pública, com o nome do promotor Lincoln Gakiya sendo ventilado. O deputado federal André Janones, por seu desempenho nas redes sociais, também está na mesa de negociações, mas sem pasta definida. O ex-prefeito de Recife, João Campos, é cotado para o Ministério das Cidades.



