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Polícia Civil e Prefeitura de SP investigam organização criminosa em registros de óbitos

30 de outubro de 2026
Polícia Civil e Prefeitura de SP investigam organização criminosa em registros de óbitos

Destaques

  • •Investigação apura suposta organização criminosa que obtinha irregularmente registros de óbitos na capital paulista.
  • •Ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão contra policiais, funcionários públicos e empresários do setor funerário.
  • •Objetivo é responsabilizar os envolvidos e aperfeiçoar os mecanismos de controle do sistema de registros.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do município investigam uma suposta organização criminosa que obtinha irregularmente registros de óbitos na capital paulista para repassá-los a empresas do setor funerário. A segunda fase da Operação Luctus foi deflagrada nesta quinta-feira (29) para aprofundar as apurações sobre crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas e lavagem de capitais.

Investigação e Alvos

A investigação teve início a partir de um pedido da prefeitura de São Paulo. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 21 alvos. Entre os alvos estão um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários do setor funerário. Integrantes da Corregedoria do Município acompanharam as diligências, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

Objetivos da Operação

A segunda fase da Operação Luctus visa não apenas a responsabilização penal dos envolvidos, mas também a identificação de vulnerabilidades no sistema de registros de óbitos. A intenção é aperfeiçoar os mecanismos de controle interno, governança e integridade para prevenir futuras irregularidades.

Envolvimento de Empresas Funerárias

Uma das empresas citadas na investigação é a concessionária Velar SP, um dos quatro grupos que administram os 22 cemitérios da capital paulista. A Velar é responsável por seis desses cemitérios, incluindo unidades como Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó. A empresa emitiu uma nota afirmando que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, até o momento, não teve acesso aos autos nem à decisão judicial que fundamentou as diligências. A Velar declarou estar à disposição das autoridades para contribuir com o esclarecimento dos fatos e reafirmou seu compromisso com a lisura e o respeito às famílias atendidas, repudiando quaisquer práticas ilícitas.

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