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PGR pede ao STF suspensão de decisão que exigia autorização para transporte de indígenas

24 de outubro de 2026
PGR pede ao STF suspensão de decisão que exigia autorização para transporte de indígenas

Destaques

  • •Procuradoria-Geral da República solicita ao STF a suspensão de exigência de autorização prévia para transporte de eleitores indígenas.
  • •Decisão do ministro Nunes Marques poderia dificultar o acesso de milhares de indígenas às urnas no segundo turno.
  • •O STF analisará o pedido para restabelecer a comunicação prévia como suficiente para os deslocamentos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão de uma decisão do ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão em questão exigia autorização prévia da Justiça Eleitoral para cada operação de transporte de eleitores indígenas por órgãos públicos.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que a exigência de autorização individual para cada transporte pode criar um obstáculo burocrático e impedir que milhares de indígenas consigam chegar às urnas no segundo turno das eleições, marcado para este domingo (25).

Decisão anterior e o pedido da PGR

Na quinta-feira (22), a Justiça Federal do Pará havia determinado que a União garantisse o transporte gratuito de indígenas e moradores de comunidades tradicionais, quilombolas e de outras comunidades tradicionais para os locais de votação. Essa decisão previa o uso de veículos e embarcações de órgãos públicos, com apoio financeiro e logístico.

No entanto, na sexta-feira (23), Nunes Marques reverteu parte dessa determinação, estabelecendo que cada operação de transporte precisaria de aprovação expressa e prévia da autoridade eleitoral. Ele considerou que apenas comunicar os itinerários, horários e pontos de embarque não seria suficiente para que os veículos fossem considerados a serviço da Justiça Eleitoral.

A PGR, por sua vez, busca reverter essa nova exigência e restabelecer as decisões da Justiça Federal. A intenção é que a comunicação prévia das informações sobre os deslocamentos seja suficiente, sem a necessidade de autorização individual para cada operação.

Medidas de controle e próximos passos

O pedido da PGR também prevê a manutenção de medidas de controle para garantir a lisura do processo. Entre elas estão a identificação dos veículos e condutores, o registro dos trajetos percorridos e a proibição de propaganda eleitoral durante o transporte.

A Justiça Eleitoral ainda poderá barrar as operações caso seja identificado algum risco concreto à regularidade da votação. O STF analisará o pedido da PGR para decidir sobre a suspensão da exigência de autorização prévia.

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