Azul obtém financiamento de R$ 2 bilhões para cobrir custos de combustível

Destaques
- •Companhia aérea assegura linha de crédito de até R$ 2 bilhões com cobertura de risco da União.
- •Recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento de combustível de aviação para operações domésticas.
- •Operação visa reforçar liquidez e flexibilidade financeira em cenário de alta nos preços do QAV.
A companhia aérea Azul anunciou neste sábado (24) a assinatura de uma operação de financiamento de até R$ 2 bilhões. A linha de crédito conta com cobertura de risco de crédito concedida pela União, por intermédio da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), utilizando recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Os recursos obtidos serão destinados exclusivamente ao pagamento de combustível de aviação (querosene de aviação - QAV) adquirido para a operação regular doméstica da companhia. Segundo a Azul, o financiamento está alinhado à estratégia de longo prazo e faz parte de seu plano de reestruturação financeira.
Reforço de liquidez e flexibilidade
A empresa destacou que a operação fortalece ainda mais sua posição de liquidez e proporciona flexibilidade financeira adicional para atuar no atual cenário de volatilidade nos preços dos combustíveis. A Azul informou que o montante, somado ao caixa existente e a outras iniciativas de financiamento recentes, reforça a confiança da administração na estratégia e na liquidez da companhia.
Embora conte com a garantia da União, a operação não representa um repasse direto de dinheiro público à companhia. A cobertura pública tem o objetivo de reduzir o risco de crédito para os financiadores da operação.
Pressão dos custos de combustível
O anúncio ocorre em um momento de forte escalada nos preços do querosene de aviação. Em setembro, a Petrobras elevou em 13,9% o preço do combustível, seguido por um novo reajuste de 11,8% em outubro, totalizando uma alta acumulada de 27,3% em dois meses. Para as companhias aéreas, o combustível representa cerca de 40% de seus custos operacionais.
Essa pressão sobre os custos pode levar tanto a aumentos das tarifas quanto à redução da oferta de voos. Na semana passada, a Gol anunciou a suspensão de uma série de rotas domésticas e internacionais a partir de fevereiro de 2027, em resposta aos sucessivos aumentos do combustível, incluindo voos para a Flórida.
Próximos passos
A Azul não detalhou as taxas de juros, os prazos de pagamento ou o cronograma de liberação dos recursos. A companhia aérea busca, com esta e outras iniciativas, reforçar sua posição financeira para enfrentar o cenário de custos voláteis e manter suas operações regulares.


