Pesquisa: Eleitores dos EUA preferem democratas quando Trump é fator

Destaques
- •Nova pesquisa do Washington Post/ABC News revela que eleitores preferem o lado democrata por 19 pontos quando Donald Trump é considerado.
- •Republicanos em regiões politicamente disputadas evitam fazer campanha ao lado de Trump, que foca visitas em estados com forte apoio republicano.
- •A estratégia de Trump pode não estar ajudando o Partido Republicano em eleições cruciais.
Uma nova pesquisa do Washington Post com a ABC News, realizada no fim de semana, indica que eleitores registrados nos Estados Unidos preferem o lado democrata por uma margem de 19 pontos (58% contra 39%) quando o presidente Donald Trump entra na equação. Esse dado revela uma preferência significativamente maior pelos democratas em comparação com a chamada "votação genérica", onde a vantagem é de cerca de 10 pontos percentuais.
Diante desses números, muitos republicanos em regiões politicamente disputadas têm evitado fazer campanha ao lado de Trump. O ex-presidente, por sua vez, tem concentrado suas visitas em estados com bases de apoio republicanas sólidas, onde obteve vitórias expressivas em 2024. Essa estratégia visa mobilizar eleitores republicanos desanimados, mas levanta questionamentos sobre sua eficácia em atrair votos em áreas mais competitivas.
Foco de Trump em estados republicanos
A agenda de viagens de Trump para as eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms, tem seguido um padrão claro. Ele tem priorizado estados fortemente republicanos, como Oklahoma, Alabama, Tennessee e Kentucky, onde obteve vantagens de dois dígitos. Desde a convenção republicana, Trump visitou ou planeja visitar quase 20 estados que lhe deram, em média, uma vantagem de 14 pontos percentuais.
Existem exceções, como a visita a Nova York, o único estado que Trump perdeu em 2024 e que visitou recentemente. No entanto, ele viajou ou planeja viajar para apenas cinco estados onde não obteve uma vitória com margem de dois dígitos, indicando um foco estratégico em consolidar o apoio em suas bases mais fortes.
Candidatos buscam impulso, mas evitam associação
Candidatos republicanos em disputas-chave parecem precisar do impulso de Trump, mas alguns evitam a associação direta. Aqueles que apareceram ao lado dele geralmente enfrentam dificuldades ou estão em estados que oscilam entre republicanos e democratas. Em estados decisivos como Geórgia e Carolina do Norte, onde Trump participou de comícios com candidatos ao Senado, as pesquisas sugerem que essas cadeiras provavelmente serão perdidas pelo Partido Republicano.
Outros candidatos ao Senado que participaram de comícios com Trump vêm de estados onde ele venceu por pelo menos 16 pontos ou de estados onde, apesar da vitória, os candidatos aparecem atrás em pesquisas confiáveis. Há também casos de ausências notáveis, como a do governador do Texas, Greg Abbott, que optou por não comparecer a um evento com Trump, mesmo o ex-presidente fazendo campanha em seu estado.
Ausências e dilemas para os republicanos
As ausências de candidatos republicanos em eventos com Trump têm se tornado uma tendência. Isso ocorreu com representantes de Nova York, candidatos à Câmara no Arizona e no Kentucky, e até mesmo com a deputada Ashley Hinson em Iowa, que não compareceu a um evento com o vice-presidente JD Vance. Alguns candidatos, como o ex-deputado Mike Rogers em Michigan, têm buscado se distanciar de Trump em temas específicos, como a guerra comercial com o Canadá.
A situação cria um dilema para os republicanos: como gerenciar a presença de Trump, que pode ser um fardo em algumas regiões, mas é crucial para mobilizar sua base. A pesquisa do Washington Post/ABC News sugere que, ao focar em si mesmo e em sua agenda, Trump pode não estar prestando um favor ao seu próprio partido em eleições cruciais.
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- Análise: Por que Trump foca campanha para Midterms em estados republicanos · cnnbrasil.com.br


