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Papa Leão 14 solicita voto por correio para eleições de meio de mandato nos EUA

30 de outubro de 2026
Papa Leão 14 solicita voto por correio para eleições de meio de mandato nos EUA

Destaques

  • •Papa Leão 14, o primeiro líder católico em exercício a participar de uma eleição nos EUA, solicitou voto por correio para as eleições de meio de mandato.
  • •O pontífice, que mantém registro eleitoral em Illinois, já votou à distância em eleições anteriores, incluindo 2024.
  • •A participação do Papa ocorre em meio a tensões públicas com o presidente Donald Trump sobre políticas de imigração e conflito no Irã.

O Papa Leão 14 solicitou uma cédula de votação por correio para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro de 2026. A informação foi divulgada pelo jornal Chicago Sun-Times. Se o voto for efetivado, o pontífice se tornará o primeiro líder da Igreja Católica em exercício a participar de uma eleição nos EUA e o primeiro papa a votar em qualquer eleição secular enquanto no cargo. O pedido de cédula foi feito em 3 de outubro de 2026, e o papa está registrado para votar em um endereço em New Lenox, Illinois, onde reside seu irmão mais velho.

Histórico Eleitoral e Residência nos EUA

O Papa Leão 14 permanece registrado como eleitor em Illinois, apesar de residir na Cidade do Vaticano. As leis eleitorais do estado permitem que eleitores solicitem o voto por correspondência sem necessidade de justificativa. Cidadãos americanos elegíveis residentes no exterior também são autorizados por normas federais a votar por correio. Registros eleitorais indicam que o papa, antes de assumir o papado no ano anterior, participou de diversas eleições e primárias norte-americanas. Ele votou à distância nas eleições gerais de 2024 e também participou de primárias presidenciais republicanas em 2012 e 2016, além de primárias democratas em 2008 e 2010.

Tensão com Donald Trump

A solicitação de voto do Papa Leão 14 ocorre em um contexto de trocas de críticas públicas com o presidente Donald Trump. As divergências centram-se nas políticas de imigração e externa dos EUA, especialmente após a decisão americana de entrar em guerra contra o Irã. O papa alertou sobre uma possível "espiral de violência" que poderia se tornar "um abismo intransponível" e condenou comentários de Trump no Truth Social sobre o Irã, classificando-os como "verdadeiramente inaceitáveis" e contrários ao direito internacional.

Em resposta, Trump chamou o líder católico de "FRACO no combate ao crime" e "péssimo para a política externa", sugerindo que o papa deveria ser "grato" e que sua posição no Vaticano dependia de sua presença na Casa Branca. O papa, por sua vez, declarou que "não tem medo do governo Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão.".

Próximos Passos e Eleições

Até a quinta-feira (29.out.2026), o cartório eleitoral do Condado de Will não havia recebido a cédula preenchida pelo papa, e não estava claro se ele a havia enviado. As eleições de novembro deste ano nos EUA incluem a disputa por uma vaga no Senado, o governo de Illinois e outros cargos estaduais e locais.

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