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Padre critica desigualdade em missa e é associado a fuga de Flávio Bolsonaro

01 de novembro de 2026
Padre critica desigualdade em missa e é associado a fuga de Flávio Bolsonaro

Destaques

  • •Padre Ferdinando Mancílio criticou a desigualdade social durante missa em Aparecida (SP), mencionando a dificuldade de 'fugir' sem um jatinho.
  • •A fala foi interpretada por internautas como uma alusão à viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA após as eleições, utilizando meios privados.
  • •O religioso também defendeu a atuação da Igreja junto aos vulneráveis e minimizou críticas de ser chamado de 'comunista'.

Durante uma missa realizada no sábado (31.out.2026) em Aparecida, São Paulo, o padre e prefeito do Santuário Nacional, Ferdinando Mancílio, fez uma crítica à desigualdade social que gerou repercussão nas redes sociais. A fala foi interpretada por internautas como uma referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que teria deixado o país após a derrota eleitoral.

A declaração que chamou a atenção foi: "Você não tem um jatinho à disposição para fugir para onde você quiser. Você tem que labutar para ter o pão na mesa de todo dia". A referência à dificuldade de "fugir" foi associada à viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, iniciada em 27 de outubro. Segundo relatos, o senador utilizou carros e jatinhos particulares fretados, com paradas na América Latina antes de chegar ao destino final.

Crítica à desigualdade e alusão à fuga

Apesar da semelhança entre a situação descrita pelo padre e a viagem do senador, Mancílio não mencionou Flávio Bolsonaro nominalmente. A crítica do religioso abordou a disparidade social, contrastando a realidade de muitos brasileiros que precisam "labutar" para sobreviver com a possibilidade de "fugir" para outros países, sugerindo que alguns possuem recursos para tal mobilidade.

A viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos ocorreu após o resultado das eleições, levantando especulações sobre os motivos e o momento da partida. A utilização de meios de transporte privados e a discrição da viagem alimentaram o debate público.

Defesa da Igreja e críticas recebidas

Além da crítica à desigualdade, o padre Ferdinando Mancílio aproveitou a ocasião para defender o papel da Igreja Católica no auxílio aos mais vulneráveis. Ele mencionou que a instituição recebe críticas por abordar temas como a desigualdade social em suas missas.

"’Ah, esse padre está voltando a falar de igreja dos pobres, ele é um comunista’. Obrigado por sua conceituação para comigo, mas eu dispenso, porque em 1º lugar está o Evangelho", declarou o religioso, rejeitando o rótulo de "comunista" e reafirmando que sua pregação está alinhada ao Evangelho.

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