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Protestos na Alemanha e França: saques, violência e pedidos por mais investimentos

01 de novembro de 2026
Protestos na Alemanha e França: saques, violência e pedidos por mais investimentos

Destaques

  • •Manifestações contra o alto custo de vida e cortes em gastos públicos levaram a confrontos e saques em cidades alemãs e francesas.
  • •Na Alemanha, lojas foram saqueadas em Frankfurt e policiais foram atacados em outras cidades. Na França, mais de 770 pessoas foram detidas em protestos.
  • •Próximos passos incluem novas mobilizações na França, com bloqueio de escolas e greve nacional, e a expectativa de medidas de apoio a comerciantes afetados.

Manifestações contra o alto custo de vida, a falta de investimentos em escolas e cortes em gastos públicos resultaram em confrontos e saques em cidades da Alemanha e da França no último sábado (31/10). Em Frankfurt, lojas foram saqueadas e vitrines quebradas, enquanto em outras cidades alemãs como Berlim, Colônia e Hamburgo, a polícia usou jatos d'água e houve prisões e feridos entre agentes de segurança.

Protestos na Alemanha: violência e pedidos por mudanças

Em Frankfurt, o centro financeiro da Alemanha, a polícia informou que "tumultos violentos" ocorreram, com lojas tendo suas vitrines quebradas e coquetéis molotov lançados contra equipes de emergência. Uma loja de armas teve sua vitrine destruída e duas armas foram apreendidas. Dezenas de milhares de pessoas participaram das manifestações em todo o país, organizadas em parte pelo movimento Gen Z regelt, que reivindicava melhorias na educação e saúde, além de oposição ao serviço militar obrigatório e defesa de uma distribuição mais justa de encargos.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, defendeu "punições severas" para os envolvidos em tumultos e saques, e o ministro do Interior do estado de Hesse, Roman Poseck, apontou a infiltração de "cerca de 100 extremistas de esquerda" nos protestos de Frankfurt.

Em outras cidades alemãs, a violência também se manifestou. Em Colônia, agentes foram atacados perto da estação ferroviária. Em Berlim, 27 policiais ficaram feridos e 56 pessoas foram detidas. Em Hamburgo, 120 pessoas foram presas após pessoas vestidas de preto soltarem fogos de artifício e incendiarem barricadas.

Protestos na França: mobilização e impacto econômico

Na França, mais de 320 mil pessoas foram às ruas em protestos, em sua maioria pacíficos, contra o alto custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, especialmente na educação. No entanto, houve incidentes, com 779 pessoas detidas em todo o país. Um policial ficou ferido após ser atingido por um coquetel molotov em Paris, o que levou à abertura de uma investigação por tentativa de homicídio.

O movimento estudantil francês, que começou em meados de setembro, tem reivindicações por mais recursos para a educação e se espalhou por outros países europeus. O presidente do grupo Les Lycéens!, Pierre Sourzat, criticou as medidas anunciadas pelo governo francês como "política de fachada" e anunciou o bloqueio de escolas a partir de segunda-feira (02/11), além de uma jornada nacional de greves e manifestações para quinta-feira (05/11).

Os protestos tiveram um impacto significativo no comércio francês. A CCI France informou que 20 lojas foram afetadas, com queda de faturamento entre 60% e 80% em comparação com um sábado normal. O setor hoteleiro também registrou uma redução de 20% nas reservas. Para mitigar os prejuízos, foram anunciadas medidas de auxílio a comerciantes, incluindo subsídios diretos e empréstimos com juros zero.

Movimento se estende pela Europa e próximos passos

Manifestações semelhantes ocorreram em outros países europeus, como Itália e Portugal, com reivindicações focadas no custo de vida, moradia, educação e serviços públicos. Na Itália, centenas de milhares de estudantes e trabalhadores pediram mais recursos para escolas e medidas contra o aumento do custo de vida. Em Portugal, manifestantes protestaram contra um projeto de lei sobre aluguéis.

A França se prepara para uma nova semana de mobilizações, com o bloqueio de escolas de ensino médio a partir de segunda-feira e uma greve nacional prevista para quinta-feira. Diversos sindicatos defendem uma ampla mobilização para conquistas concretas, como o aumento do salário mínimo e a elevação dos salários em geral.

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