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Oposição no Senado mira Davi Alcolumbre e lança Rogério Marinho para presidência

26 de outubro de 2026
Oposição no Senado mira Davi Alcolumbre e lança Rogério Marinho para presidência

Destaques

  • •Oposição no Senado planeja eleger Rogério Marinho como presidente da Casa para barrar a reeleição de Davi Alcolumbre.
  • •A estratégia visa controlar a pauta de votações, incluindo pedidos de impeachment contra ministros do STF.
  • •A disputa pela presidência do Senado é vista como crucial para o avanço de pautas da oposição e para a estabilidade política do país.

A oposição no Senado Federal tem como prioridade derrotar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na eleição para o comando do Legislativo em fevereiro. O senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo), declarou que o nome defendido pela direita para a presidência do Senado é o de Rogério Marinho (PL-RN). A articulação visa encerrar a hegemonia de Alcolumbre no Senado e de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara dos Deputados.

A estratégia da oposição, segundo Van Hattem, é chegar unida à posse dos novos parlamentares para enfrentar a articulação do atual presidente. "Meu candidato é Rogério Marinho, até já deixo isso claro aqui. Eu acho que é importante que a gente trabalhe para ele ser o candidato a presidente do Senado e acabe com essa hegemonia de Davi Alcolumbre no Senado e Hugo Motta na Câmara", afirmou em entrevista à Jovem Pan.

Disputa pela presidência do Senado

Marcel van Hattem contestou a avaliação de que Davi Alcolumbre já teria votos suficientes para permanecer no comando da Casa. Ele acredita que a oposição pode reunir uma bancada competitiva para disputar a presidência, somando parlamentares do PL, do Novo e de outras legendas. "O PL tem 29 senadores, o Novo tem três senadores, já são 32 só aí", declarou, ao citar a composição que espera encontrar na próxima legislatura. Para vencer a eleição, são necessários 41 votos.

Impacto na pauta de votações

O senador eleito ressaltou que a disputa pelo comando do Senado será determinante para o avanço de pautas da oposição, especialmente pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A aprovação desses pedidos depende do encaminhamento pela presidência da Casa. "A primeira é eleger o presidente do Senado, por isso que eu falei do Rogério Marinho, porque para pautar pedido de impeachment precisa o presidente do Senado colocar", explicou.

Cenário de instabilidade política

Van Hattem também criticou a atuação do Judiciário durante o segundo turno presidencial e apontou um cenário de instabilidade política após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a posição de Flávio Bolsonaro (PL) diante da derrota amplia as incertezas sobre os próximos dias. "Agora claro que a gente tem uma situação de incerteza para os próximos dias, já contratada pelo fato de o candidato que recebeu quase 60 milhões de votos dizer que não reconhece o resultado das eleições", afirmou.

O parlamentar avalia que a controvérsia sobre o resultado eleitoral pode ultrapassar as fronteiras brasileiras. "A crise de confiança e de credibilidade ela extrapola o ambiente nacional e vai precisar ser trabalhada internacionalmente", disse.

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