Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

Novo crédito imobiliário impulsiona financiamento para 6 em 10 brasileiros

21 de outubro de 2026
Novo crédito imobiliário impulsiona financiamento para 6 em 10 brasileiros

Destaques

  • •Pesquisa do DataZAP revela que 60% dos compradores de imóveis tiveram intenção de financiamento aumentada com o novo modelo de crédito imobiliário.
  • •A mudança, que altera a forma como bancos utilizam a poupança para financiar imóveis, reduz a dependência dessa fonte e incentiva captação via LCI e LIG.
  • •A transição completa do novo modelo ocorrerá em janeiro de 2027, mas já demonstra impacto positivo na intenção de compra.

Seis em cada dez compradores de imóveis afirmam que a intenção de fazer financiamento aumentou com o novo modelo de crédito imobiliário, segundo pesquisa Moradia do Amanhã, do DataZAP (Data & AI do Grupo OLX). Para 34% dos entrevistados, a intenção permaneceu igual, e apenas 7% indicaram que diminuiu. A pesquisa ouviu 673 usuários dos portais OLX, ZAP e Viva Real entre 19 de agosto e 18 de setembro de 2026.

O novo modelo de crédito imobiliário altera a forma como os bancos utilizam o dinheiro da poupança para financiar operações. Anteriormente, 65% dos recursos da caderneta eram obrigatoriamente direcionados ao crédito imobiliário, 15% ficavam livres e 20% eram recolhidos pelo Banco Central (BC) como compulsório. Com a mudança, o total da caderneta se torna uma referência para o repasse ao crédito imobiliário (modalidades SFH e SFI), reduzindo a dependência da poupança e incentivando a captação por meio de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs).

Impacto por geração e método de compra

A pesquisa aponta que nas gerações Z (18 a 30 anos) e Y (31 a 42), 65% dos entrevistados viram sua intenção de financiar aumentar. Nas gerações X (43 a 62) e BB (63 ou mais), o índice foi de 55%.

Em relação aos métodos de compra, metade dos entrevistados cita o financiamento imobiliário como principal forma. Outras opções incluem programas sociais como Minha Casa, Minha Vida (30%), pagamento à vista (24%), consórcio (13%), permuta (13%), parcelamento com a incorporadora (8%) e uso integral do FGTS (6%). É importante notar que os entrevistados podiam escolher mais de uma opção, resultando em uma média de 1,6 forma por pessoa.

Perfil socioeconômico e valores buscados

Metade dos entrevistados pertence à classe C e 31% à classe B. A renda familiar mensal mediana é de R$ 5.103,75, subindo para R$ 5.546,75 quando considerada a renda de outros participantes da compra. O valor mediano de compra buscado é de R$ 238.690,09.

A distribuição dos valores buscados mostra que 39% procuram imóveis de até R$ 199.999, 43% entre R$ 200 mil e R$ 499.999, 12% entre R$ 500 mil e R$ 999.999, e 6% acima de R$ 1 milhão. A geração Z demonstra maior interesse por imóveis de até R$ 199 mil (61%), enquanto a faixa de R$ 200 mil a R$ 499.999 é mais procurada pela classe B (59%).

Juros e Selic ainda são os principais fatores de interferência

Apesar do otimismo com o novo modelo de crédito, 68% dos entrevistados ainda consideram as taxas de juros do financiamento como o principal fator de interferência na compra. As regras de concessão de crédito aparecem em seguida (66%), e a taxa Selic (64%).

Apenas 11% sentem pouca interferência dos juros do financiamento. Em comparação, a política é citada como fator de pouca interferência por 33% dos entrevistados, sendo o fator de menor peso, embora mais da metade ainda lhe atribua notas de 7 a 10. A taxa do contrato de financiamento é percebida como mais relevante que a Selic.

A mudança completa do novo modelo de crédito imobiliário está prevista para entrar em vigor em janeiro de 2027, após um período de transição gradual.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas