Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

Ministro da Fazenda: taxa Selic de 13,75% ao ano ainda é muito alta

05 de novembro de 2026
Ministro da Fazenda: taxa Selic de 13,75% ao ano ainda é muito alta

Destaques

  • •Ministro Dario Durigan considera a taxa Selic de 13,75% ao ano excessivamente alta e prejudicial à economia.
  • •Governo busca criar condições para uma queda sustentável dos juros, com foco em ajustes fiscais e corte de privilégios.
  • •Próximos passos incluem a elaboração de propostas fiscais a serem submetidas ao presidente Lula após sua viagem internacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ainda é considerada muito alta para a economia brasileira. Segundo ele, é fundamental que o governo crie as condições necessárias para uma queda sustentável e estrutural dos juros no país.

Durigan enfatizou que a taxa de juros elevada prejudica todos os setores, incluindo o financeiro e o produtivo. Ele afirmou que o governo Lula tem o compromisso de implementar medidas para garantir as condições adequadas que permitam a diminuição da Selic. O ministro também ressaltou que o governo buscará cumprir a meta fiscal com diálogo e ajustes necessários, sem propor medidas que prejudiquem os mais pobres, focando em cortes de privilégios e revisões de gastos primários para alcançar um orçamento superavitário.

Agenda fiscal e próximos passos

Em coletiva à imprensa após uma reunião com ministros, ex-ministros e economistas no Palácio da Alvorada, Durigan informou que discutirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas para a agenda fiscal do governo. Essas discussões ocorrerão após o retorno do presidente de uma viagem internacional, prevista para terminar em 15 de novembro, que inclui a COP31 na Turquia e compromissos nas Filipinas.

A reunião teve como objetivo avaliar o cenário econômico brasileiro e identificar os principais desafios. Apesar das discussões sobre as contas públicas, não houve definição de medidas específicas de ajuste fiscal. Durigan destacou que o governo pretende apresentar propostas que conciliem responsabilidade fiscal com os compromissos sociais de Lula.

Diagnóstico econômico e propostas

O ministro descreveu a reunião como marcada pela convergência de opiniões sobre o diagnóstico da economia brasileira, com desafios como a taxa de juros e o cenário internacional em destaque. Ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, trabalharão na elaboração de propostas para serem submetidas à avaliação de Lula após sua viagem.

Durigan também informou que o governo pretende definir uma agenda de desenvolvimento com prioridades setoriais, sempre com compromisso fiscal para garantir superávits. A expectativa é que o presidente promova novos encontros com representantes da sociedade civil, empresários e do mercado financeiro. As medidas em estudo deverão preservar os compromissos sociais e contribuir para a melhora do resultado fiscal.

Dívida pública e pronunciamento presidencial

As discussões sobre ajuste fiscal ocorrem em um contexto de avanço da dívida pública brasileira, que atingiu 82,9% do PIB em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões. O presidente Lula realizará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (8), onde deverá reforçar o compromisso com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos programas sociais, além de abordar a preocupação com a dívida pública e a necessidade de criar condições para a redução da taxa básica de juros. O pronunciamento não deve apresentar medidas específicas de ajuste fiscal.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

Ministro da Fazenda: taxa Selic de 13,75% ao ano ainda é muito alta | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias