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Ministério da Igualdade Racial pede investigação de crime racista em ato de Flávio Bolsonaro

25 de outubro de 2026
Ministério da Igualdade Racial pede investigação de crime racista em ato de Flávio Bolsonaro

Destaques

  • •Um homem negro foi exibido acorrentado em um ato de campanha de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.
  • •O Ministério da Igualdade Racial considerou a ação inaceitável e comparou a dinâmica a crimes contra a humanidade.
  • •Órgãos de justiça e o Ministério Público Eleitoral foram acionados para investigar o episódio.

O Ministério da Igualdade Racial encaminhou ofícios ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro para que investiguem um episódio de crime racista ocorrido durante um ato de campanha do candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), neste sábado (24), na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um militante branco conduzindo um homem negro acorrentado.

O ato em questão contou com a presença de outras figuras políticas, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), que estavam em um trio elétrico acompanhando o candidato.

O episódio de racismo

Nas imagens, o militante branco, vestido com as cores da bandeira do Brasil, aparece referindo-se ao homem negro acorrentado como "Luladrão, Satanás e Capiroto". O homem negro, por sua vez, vestia uma camisa com listras vermelho e preto, bermuda preta e carregava um tridente. A cena gerou forte repercussão e foi classificada pelo Ministério da Igualdade Racial como inaceitável.

A pasta destacou em nota que é "inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada, especialmente por reproduzir uma dinâmica já reconhecida pela Organização das Nações Unidas como o maior crime já cometido contra a humanidade".

Repercussão e ações legais

O Ministério da Igualdade Racial ressaltou ainda que "cenas como essa, especialmente no contexto eleitoral, têm um significado ainda mais profundo sobre as marcas que nossa sociedade ainda carrega sobre o período escravagista e como ele segue ferindo nossa nação".

A deputada federal eleita pelo Rio de Janeiro, Anielle Franco (PT), também se manifestou sobre o caso. Em seu perfil na rede social X, ela informou que acionaria o Ministério da Igualdade Racial para que fossem adotadas as medidas cabíveis. Anielle Franco mencionou que o episódio no Rio de Janeiro se somava a outro caso de intolerância religiosa ocorrido em Belo Horizonte, durante um ato pró Flávio Bolsonaro, onde uma mulher rasgou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

"Não vamos deixar passar!", declarou a deputada, demonstrando a intenção de combater tais atos.

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