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Fachin pede respeito às urnas e paz após segundo turno eleitoral

25 de outubro de 2026
Fachin pede respeito às urnas e paz após segundo turno eleitoral

Destaques

  • •Presidente do STF, Edson Fachin, votou e apelou pelo respeito às escolhas populares expressas nas urnas.
  • •Fachin enfatizou a necessidade de paz e tranquilidade para o Brasil enfrentar os desafios pós-eleitorais.
  • •O ministro destacou o papel do Judiciário e da Justiça Eleitoral na garantia da democracia e do processo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou neste domingo (25) no segundo turno das eleições em Brasília (DF) e fez um apelo para que as escolhas da população no pleito eleitoral sejam “respeitadas”. Fachin registrou seu voto por volta das 11h na Asa Sul e, em seguida, declarou à imprensa que a soberania popular, expressa nas urnas, deve ser o pilar fundamental da autoridade no país.

“Neste dia 25 de outubro, o povo brasileiro está indo às urnas para manifestar suas escolhas democráticas. É preciso sempre lembrar que toda autoridade e todo o poder emana do povo, portanto, é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular”, disse o ministro. Ele ressaltou que o respeito ao resultado é “importante, relevante e necessário” para a estabilidade do país.

Brasil precisa de paz e tranquilidade

Fachin demonstrou preocupação com a estabilidade do país após a votação, independentemente do resultado. Segundo ele, o Brasil necessita de “paz e tranquilidade” para, a partir de segunda-feira (26), enfrentar os diversos desafios que demandam a presença do Estado e o atendimento às legítimas demandas da sociedade.

O ministro também elogiou a atuação da Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral, afirmando que o Poder Judiciário, “especialmente por meio da Justiça Eleitoral”, está “cumprindo a parte que lhe toca nesse momento”. Ele agradeceu aos profissionais que trabalham na realização do segundo turno em todo o país, como presidentes de mesa e juízes eleitorais, além de destacar a participação dos eleitores, com menção especial a idosos e jovens que votam pela primeira vez.

Defesa das instituições e da soberania popular

A atuação de Fachin durante o período eleitoral tem se pautado pela defesa pública das instituições, da integridade do pleito e da soberania do voto. Em pronunciamentos oficiais, o magistrado destacou que a lisura do processo de votação é a garantia central do regime democrático e afirmou que nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular.

Ao defender a atuação do Poder Judiciário para assegurar as regras constitucionais, Fachin reiterou o compromisso do STF com a estabilidade institucional e com a aceitação dos resultados das urnas. Essa postura dialoga com o clima de articulação política no Congresso e as discussões sobre a relação entre os Poderes no ambiente pós-eleitoral. O ministro já havia ressaltado anteriormente que a democracia depende da “lealdade às regras do jogo, inclusive por parte de quem perde”.

Contexto eleitoral e próximos passos

Mais de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar para presidente da República no segundo turno. A votação para governador ocorria também em cinco estados – Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins – e no Distrito Federal. O TSE informou que cada turno é considerado uma eleição diferente para efeito de comparecimento, sendo obrigatório o voto para quem é convocado, independentemente de ter votado ou não no primeiro turno.

As seções eleitorais em todo o país abriram às 8h e encerraram às 17h, horário de Brasília. Para votar, era obrigatório apresentar um documento oficial com foto. A Justiça Eleitoral também atuou para garantir o acesso de eleitores, como no caso de indígenas, onde o TSE reconsiderou decisões anteriores sobre o transporte para votação.

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