OEA atesta confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro no 2º turno

Destaques
- •Chefe da missão da OEA elogia sistema eleitoral brasileiro e pede respeito aos resultados
- •Mais de 158 milhões de eleitores foram convocados para o segundo turno das eleições
- •Observadores da OEA acompanham eleições brasileiras desde 2018
O chefe da missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Brasil, José Miguel Insulza, atestou a transparência e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro durante o acompanhamento do segundo turno das eleições neste domingo (25). Ele pediu que os eleitores e candidaturas respeitem e aceitem a vontade cidadã expressa nas urnas.
Insulza destacou que o Brasil conta com um sistema eleitoral robusto, com reconhecida capacidade técnica e profissional, além de ampla experiência acumulada em sucessivos processos eleitorais. "Nos locais observados, a votação transcorreu com tranquilidade e em condições adequadas de segurança", afirmou o ex-senador e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile e ex-secretário-geral da OEA.
Eleitores e disputa
Mais de 158 milhões de eleitores puderam participar da definição de uma das disputas à Presidência da República mais acirradas da história do país. Desse total, mais de 136 milhões são obrigados a votar, enquanto pouco mais de 22 milhões podem votar se assim desejarem.
A missão da OEA esteve presente no primeiro turno, em 4 de outubro, e retornou para o segundo turno, que definiu o presidente da República e governadores em cinco estados e no Distrito Federal.
Histórico de acompanhamento da OEA
Não é a primeira vez que observadores da OEA acompanham uma eleição brasileira. A organização envia missões ao país desde 2018, sendo esta a quinta participação. O acompanhamento visa garantir a lisura do processo eleitoral.
Apesar de elogiar o sistema brasileiro, a OEA já emitiu críticas a processos eleitorais em outros países da região. Em julho de 2024, a organização afirmou não reconhecer o resultado anunciado pelas autoridades eleitorais da Venezuela, que declarou Nicolás Maduro vencedor da eleição presidencial.
Em um relatório sobre o pleito venezuelano, a OEA citou indícios de que o governo Maduro havia distorcido o resultado, relatando "ilegalidades, vícios e más práticas". A organização também apontou que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou Maduro vencedor sem apresentar dados suficientes para comprovar o resultado, e que os números divulgados apresentavam "erros aritméticos".
Apelo por tranquilidade
Insulza fez um apelo para que todos aguardem com tranquilidade os resultados oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral. A declaração reforça a importância da confiança nas instituições e no processo democrático brasileiro.



