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Minas Gerais: Estado estratégico nas eleições presidenciais

21 de outubro de 2026
Minas Gerais: Estado estratégico nas eleições presidenciais

Destaques

  • •Minas Gerais é considerado um estado decisivo nas eleições presidenciais devido ao seu peso eleitoral e importância histórica.
  • •O canal 'Exército do Lula' no WhatsApp ultrapassou 7 milhões de seguidores, enquanto a 'Tropa do Flávio' tem cerca de 2 milhões.
  • •Especialistas da ONU cobram da Meta imparcialidade em suas plataformas durante o período eleitoral.

Minas Gerais se consolida como um estado de extrema importância estratégica nas eleições presidenciais, tanto pelo seu expressivo peso eleitoral quanto por sua relevância histórica na definição dos rumos do país. A mobilização de votos no estado pode ser decisiva na reta final da campanha, especialmente com o segundo turno marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, o estado registrou uma disputa acirrada, com Flávio Bolsonaro (PL) obtendo 48,24% dos votos válidos contra 43,3% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A importância de Minas Gerais

Desde 1989, todos os presidentes eleitos no Brasil também venceram em Minas Gerais, consolidando a máxima de que "quem vence em Minas, vence no Brasil". O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, representando 10,32% do eleitorado nacional em 2026. Sua diversidade interna, com regiões que refletem padrões de voto do Nordeste e do Sudeste, o torna um "termômetro" das tendências eleitorais brasileiras.

A relevância de Minas para a campanha de Lula se reflete em suas frequentes visitas ao estado, onde busca recuperar votos perdidos entre o primeiro e o segundo turno em 2022. A formação de um palanque forte em Minas é vista como crucial para a estratégia petista, com articulações envolvendo figuras como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).

Mobilização digital e o papel da Meta

Na corrida eleitoral, a mobilização digital tem sido intensa. O canal "Exército do Lula" no WhatsApp, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores. Em contrapartida, o canal "Tropa do Flávio", de Nikolas Ferreira (PL-MG), conta com cerca de 2 milhões de inscritos. Esses canais são utilizados para disseminar conteúdos de campanha e engajar apoiadores.

Paralelamente, especialistas independentes da ONU expressaram preocupação com a atuação da Meta (empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) nas eleições brasileiras. Em comunicado, o grupo cobrou da empresa uma avaliação sobre possíveis restrições desproporcionais a um dos lados da disputa eleitoral, citando relatos de interrupções temporárias de contas de campanha, diferenças no engajamento e alcance de publicações, e disparidades na geração de imagens por inteligência artificial e nas buscas do WhatsApp. A Meta foi instada a fornecer explicações e mecanismos de reparação, garantindo um diálogo transparente com a sociedade civil.

Apoios e declarações no Paraná

No Paraná, a disputa eleitoral também gerou declarações de apoio divergentes entre aliados políticos. O governador Ratinho Jr. (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), manifestou seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Greca justificou sua escolha com base na defesa da soberania nacional e de políticas sociais, criticando a influência estrangeira e a priorização de interesses econômicos sobre os nacionais.

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