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Michelle Bolsonaro evita agendas de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro

22 de outubro de 2026
Michelle Bolsonaro evita agendas de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro

Destaques

  • •Ex-primeira-dama foca em agendas no Distrito Federal, alegando necessidade de cuidar do marido.
  • •Estratégia de Flávio Bolsonaro busca acenos ao público feminino com outras figuras.
  • •Michelle Bolsonaro prefere seguir no Senado a assumir um ministério, caso Flávio vença.

A ex-primeira-dama e senadora eleita pelo PL-DF, Michelle Bolsonaro, tem mantido uma postura de distanciamento em relação às agendas de campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. A estratégia repetida desde o primeiro turno indica que ela será uma peça "bem lateralizada", com participação restrita a vídeos, segundo a analista de Política Isabel Mega, do Bastidores CNN.

Havia uma expectativa por parte do núcleo duro da campanha de que Michelle estivesse mais presente em atos no segundo turno. No entanto, segundo Mega, ela chegou a marcar participações em agendas, mas acabou desmarcando e não comparecendo. A única participação efetiva registrada até o momento foi um vídeo gravado em conjunto para a propaganda política de Flávio Bolsonaro, no qual a interação entre os dois foi mínima.

Prioridade ao Distrito Federal

Em vez de acompanhar Flávio Bolsonaro em compromissos pelo país, Michelle tem concentrado seus esforços no apoio à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal. A proximidade geográfica é apontada como um fator facilitador para essa escolha.

Michelle utiliza como justificativa a necessidade de permanecer em casa cuidando do marido, Jair Bolsonaro. Como Celina Leão está acessível, Michelle participa de algumas agendas locais e retorna para casa, sem contrariar sua justificativa.

Estratégia de campanha e histórico de tensões

A própria campanha de Flávio Bolsonaro tem construído um caminho independente, sem depender da presença de Michelle como peça central. Diante da ausência dela, a estratégia passou a investir em outros acenos ao público feminino.

A presença da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que coordena a área econômica da campanha, são exemplos dessa nova abordagem. O histórico entre Michelle e Flávio Bolsonaro é marcado por tensões, que vieram a público ainda na pré-campanha quando Michelle divulgou um vídeo expondo seu descontentamento com a postura do enteado em relação a ela.

Após o episódio, houve uma reaproximação pública, com Michelle gravando novos vídeos expressando perdão a Flávio e participando da propaganda política dele. Contudo, sua participação efetiva em agendas de campanha cessou após esses eventos.

Futuro político de Michelle Bolsonaro

Michelle Bolsonaro possui prestígio eleitoral e carisma próprios, tendo sido a senadora mais votada pelo Distrito Federal. O âncora Gustavo Uribe destacou que a ex-primeira-dama não tem interesse em assumir um ministério caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, preferindo continuar seu mandato no Senado.

Isabel Mega acrescentou que é mais provável que Michelle participe ativamente da gestão de Celina Leão no Distrito Federal do que de uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro no Planalto.

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