Mercado financeiro antecipa rali ou queda com resultado eleitoral

Destaques
- •Vitória de Flávio Bolsonaro tende a impulsionar Bolsa e real, mas com menor fôlego que no primeiro turno.
- •Reeleição de Lula pode apagar ganhos recentes e gerar forte queda nos ativos brasileiros.
- •Mercado aguarda sinais de ajuste fiscal e credibilidade da equipe econômica para sustentar rali.
O mercado financeiro está em compasso de espera às vésperas do segundo turno eleitoral, ponderando se o rali recente na Bolsa e no real tem fôlego para continuar ou se será revertido. A resposta, segundo economistas, depende diretamente de quem sairá vencedor.
Uma vitória de Flávio Bolsonaro é vista como um cenário que pode impulsionar os ativos, mas com menor intensidade e maior dependência de um ajuste fiscal. Já a reeleição de Lula é antecipada como um evento capaz de apagar os ganhos das últimas semanas, com projeções de dólar acima de R$ 5,30 e Ibovespa caindo para 170 mil pontos.
A sustentação de qualquer alta pós-eleição dependerá de sinais concretos de controle das contas públicas e da credibilidade da equipe econômica. Gestores alertam que o potencial de ganho atual pode não compensar os riscos, com muitos buscando proteção através de opções de venda e redução de risco em fundos.

