Empresas familiares brasileiras: poucas planejam sucessão, aponta estudo
Destaques
- •Apenas 11% das empresas familiares brasileiras possuem iniciativas estruturadas de sucessão, contra 64% globalmente.
- •A falta de planejamento pode levar a descontos no valor da empresa e condições de venda mais rigorosas.
- •Especialistas recomendam a preparação antecipada para garantir a continuidade e o valor do negócio.
A sucessão em empresas familiares no Brasil é um desafio que apenas 11% das companhias abordam de forma estruturada, segundo um estudo da McKinsey. Esse número contrasta fortemente com a média global de 64%, indicando uma fragilidade na preparação para a transição de liderança.
A falta de um plano de sucessão claro e antecipado pode ter consequências financeiras sérias. Especialistas alertam que a dependência excessiva do fundador pode gerar um 'desconto de pessoa-chave' na avaliação da empresa, reduzindo seu valor e tornando as negociações de venda mais complexas, com exigências como earn-outs ou retenção de parcelas como garantia.
A venda da empresa, a contratação de um executivo profissional ou a preparação de um sucessor familiar são algumas das alternativas. No entanto, a decisão ideal exige planejamento, separação de patrimônio, documentação de processos e, idealmente, o desenvolvimento de lideranças com anos de antecedência para garantir a continuidade e o valor do negócio.

