Manifestantes protestam contra data center da Microsoft na Holanda

Destaques
- •Cerca de 100 manifestantes invadiram obra de data center da Microsoft em Amsterdã, Holanda.
- •Protesto levanta preocupações sobre o impacto ambiental e o uso de energia dos data centers, além de críticas à IA e ao apoio da Microsoft a ações militares.
- •O empreendimento avança apesar de proibição municipal até 2030 devido a brechas legais e início anterior à restrição.
Um grupo de aproximadamente 100 manifestantes invadiu o canteiro de obras de um novo data center da Microsoft perto de Amsterdã, na Holanda, nesta sexta-feira (6). A mobilização reuniu pessoas contrárias ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e preocupadas com os impactos ambientais das instalações.
Alguns integrantes do grupo conseguiram escalar um guindaste e estender uma faixa com a mensagem “F**k AI”. Outra faixa acusava a Microsoft de apoiar o genocídio, e os participantes gritavam palavras de ordem como “Palestina livre” e “A Microsoft tem que ir embora”.
Proibição e brechas legais
O empreendimento, construído pela empresa britânica Pure Data Centers, avança mesmo com a proibição de novas instalações de data centers na cidade de Amsterdã até 2030. A medida foi anunciada em 2023 devido à preocupação com o alto consumo de eletricidade e os impactos sobre os recursos naturais da região.
Apesar da proibição, o centro de dados da Microsoft segue em construção. Uma das explicações é que o projeto foi iniciado em 2016, antes da restrição entrar em vigor. Além disso, brechas legais teriam sido contornadas para que a construção chegasse à etapa atual, segundo o portal The Verge.
O data center e o contexto global
O novo data center, composto por três torres de 85 metros de altura, será usado exclusivamente pela Microsoft. Informações sobre a data de conclusão da obra ou o início de suas operações ainda não foram divulgadas.
Recentemente, a gigante de Redmond abandonou um projeto de centro de dados para IA no Reino Unido devido a atrasos na disponibilidade da rede elétrica, prevista apenas para 2030. A decisão reflete os desafios logísticos e de infraestrutura enfrentados por empresas de tecnologia.
Onda de protestos contra a gigante da tecnologia
As manifestações em Amsterdã dão sequência a uma série de protestos que a Microsoft tem enfrentado desde 2025. Em uma ocasião, funcionários criticaram o fornecimento de recursos da empresa para atividades militares durante as comemorações de 50 anos da companhia.
Em outro incidente, o discurso do CEO Satya Nadella na Microsoft Build 2025 foi interrompido por protestos de um funcionário. Posteriormente, a empresa anunciou a demissão de contratados envolvidos em alguns desses eventos, indicando uma postura mais rígida em relação a manifestações internas.



