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Malásia proíbe servidores públicos de usar o Waze por questões de segurança

21 de outubro de 2026
Malásia proíbe servidores públicos de usar o Waze por questões de segurança

Destaques

  • •Malásia bane o aplicativo de navegação Waze para funcionários públicos devido a preocupações com a origem israelense.
  • •A proibição visa proteger dados governamentais e pessoais contra o que o governo malaio descreve como 'ameaça de uso indevido pelo regime israelense'.
  • •O governo malaio recomenda o uso do aplicativo nacional TuJu como alternativa e a medida entra em vigor imediatamente.

A Malásia proibiu seus servidores públicos de utilizar o aplicativo de navegação Waze, da Alphabet, citando preocupações de segurança nacional relacionadas à sua origem em Israel. A decisão, anunciada nesta quarta-feira, visa proteger informações governamentais e dados pessoais contra o que o governo malaio descreve como 'ameaça de uso indevido pelo regime israelense'.

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, ordenou a proibição em um comunicado emitido por seu gabinete. Um dia antes, Ibrahim já havia manifestado em uma publicação no Facebook que o governo estava investigando possíveis riscos de segurança associados ao uso do Waze, afirmando que o aplicativo 'estava sujeito às leis israelenses'.

Motivações e antecedentes da decisão

A Malásia, país de maioria muçulmana, é conhecida por seu forte apoio à causa palestina e não possui relações diplomáticas com Israel. A proibição reflete a postura política do país em relação ao conflito.

O aplicativo Waze, fundado em Israel, utiliza sinais de satélite e dados fornecidos por motoristas para oferecer informações de trânsito em tempo real. Ele foi adquirido pelo Google, controlado pela Alphabet, em 2013.

Implementação e alternativas

A determinação de proibir o uso do Waze por todos os servidores públicos foi oficializada em uma carta datada de terça-feira, enviada aos chefes de órgãos governamentais. Segundo o secretário-chefe do governo malaio, Shamsul Azri Abu Bakar, a medida tem implementação imediata e foi tomada após uma decisão em reunião presidida pelo primeiro-ministro.

Como alternativa ao Waze, o governo malaio recomendou o uso do TuJu, um aplicativo nacional de mapas desenvolvido pela Autoridade Rodoviária da Malásia. Um funcionário do gabinete do primeiro-ministro confirmou a autenticidade da carta e da determinação.

A empresa controladora do Waze, o Google, e a embaixada de Israel em Singapura não responderam imediatamente a pedidos de comentário da Reuters sobre a decisão malaia.

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