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MAGA mantém força no Partido Republicano apesar de derrotas eleitorais

08 de novembro de 2026
MAGA mantém força no Partido Republicano apesar de derrotas eleitorais

Destaques

  • •Movimento MAGA, associado a Trump, segue dominante no Partido Republicano dos EUA, mesmo após resultados eleitorais desfavoráveis.
  • •A influência de Trump na definição do próximo candidato republicano à presidência é considerada decisiva, dependendo de sua aprovação popular.
  • •O cenário político americano indica que o Partido Democrata deve manter o controle do Senado até 2032, após vitórias nas eleições de meio de mandato.

O movimento MAGA (Make America Great Again), liderado pelo ex-presidente Donald Trump, apesar de ter sofrido derrotas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mantém uma presença dominante tanto na sociedade americana quanto dentro do Partido Republicano. A avaliação é de Feliciano de Sá Guimarães, professor de Relações Internacionais da USP. Ele ressalta que, até o momento, não surgiram forças opositoras significativas dentro do partido que questionem a centralidade do MAGA.

Guimarães observou que alguns membros do Partido Republicano que fazem uma oposição discreta a Trump começaram a atribuir responsabilidades a integrantes do governo ou ao próprio ex-presidente em tentativas de se distanciar politicamente. No entanto, o professor alertou que seria um erro subestimar a força do MAGA, que possui alianças com movimentos de extrema-direita em âmbito internacional, inclusive no Brasil.

Influência de Trump e o futuro republicano

Mesmo diante de um eventual enfraquecimento nos próximos dois anos, Guimarães considera muito possível que Trump tenha um papel decisivo na definição de quem será o próximo candidato republicano à presidência. O professor ponderou que, caso a aprovação de Trump caia para patamares abaixo de 30%, os candidatos republicanos tentarão se afastar dele. Caso contrário, sua influência sobre o partido permanecerá significativa.

A análise do professor sobre os resultados das eleições de meio de mandato destacou que derrotas do partido do presidente incumbente nesse tipo de pleito são historicamente normais nos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Para ele, a maior derrota do campo republicano não foi a mudança na Câmara dos Deputados, mas sim no Senado.

Controle Democrata no Senado

O professor apontou que os democratas já contavam com 54 senadores, o que, segundo ele, significa que devem manter o controle da câmara alta até 2032. Isso representa uma vantagem estratégica para o partido em termos de agenda legislativa e nomeações judiciais nos próximos anos.

"O sistema político americano está acostumado, sejam democratas ou republicanos, a ter um presidente que perde no midterms. Então ainda tem muita disputa a ocorrer nos próximos dois anos", concluiu Guimarães, indicando que o cenário político dos EUA permanece dinâmico e sujeito a novas movimentações.

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