Corinthians atrasa R$ 26,15 milhões em transação tributária com a PGFN

Destaques
- •Clube paulista não pagou parcelas de outubro de dívida que foi renegociada de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões.
- •Atrasos podem levar à rescisão do acordo, com restabelecimento da dívida original e retomada de cobranças judiciais.
- •Próximos passos incluem a resposta do clube e a decisão da PGFN sobre a aplicação da cláusula de rescisão.
O Corinthians voltou a atrasar o pagamento de parcelas de uma transação tributária firmada com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Os atrasos somam R$ 26,15 milhões, referentes a débitos previdenciários e não previdenciários que deveriam ter sido quitados em outubro.
A dívida original era de R$ 1,2 bilhão, mas foi renegociada para R$ 679 milhões por meio do acordo, que prevê 120 prestações para débitos não previdenciários e 60 para os previdenciários. O clube não pagou a parcela de outubro, vencida no último dia 30.
Atrasos em débitos previdenciários e não previdenciários
Na conta de débitos previdenciários, o Corinthians deixou de pagar a prestação de R$ 2.001.982,48. No mês anterior, o clube havia quitado mais de R$ 8 milhões para regularizar quatro parcelas em atraso.
Já na dívida não previdenciária, o atraso de outubro representa a quinta parcela consecutiva ou alternada não paga, totalizando um débito pendente de R$ 24.148.080,90.
Risco de rescisão do acordo e consequências
O contrato de transação tributária estabelece que a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas é motivo para rescisão. Caso o acordo seja desfeito, o Corinthians terá o montante original da dívida restabelecido, sem descontos, deduzindo apenas os valores já pagos.
Isso implicaria na retomada das cobranças judiciais e extrajudiciais. Além disso, o clube ficaria proibido de firmar novos acordos de transação por dois anos, mesmo que para outras dívidas.
Contexto financeiro e polêmicas recentes
O Corinthians enfrenta um endividamento na casa dos R$ 2,8 bilhões e acumulou um déficit de R$ 278,705 milhões nos primeiros sete meses de 2026. O clube também tem enfrentado atrasos no pagamento de contas do dia a dia, incluindo direitos de imagem, férias e premiações para o elenco masculino.
O acordo com a PGFN já gerou polêmica na aprovação das contas de 2025, pois a gestão incluiu os efeitos da transação tributária no ano anterior, apesar de o contrato ter sido assinado em 2026. A renegociação resultou em uma diminuição de R$ 217,428 milhões na dívida bruta do clube.
Procurado pelo ge, o Corinthians não respondeu até a publicação desta matéria. A PGFN ainda não executou a cláusula de rescisão.



