Economia & PolíticaRelevância BR: 10/10

Lula e Bolsonaro encerram campanha com atos em cidades-chave do país

25 de outubro de 2026
Lula e Bolsonaro encerram campanha com atos em cidades-chave do país

Destaques

  • •Candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizaram grandes atos de campanha no último dia antes do segundo turno.
  • •Lula concentrou agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com multidões estimadas em milhões de pessoas, enquanto Bolsonaro esteve em Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
  • •A campanha foi marcada por forte polarização, acusações mútuas e incidentes de violência, como a agressão a uma vereadora petista em Minas Gerais.

Os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizaram neste sábado (24), último dia de campanha eleitoral antes do segundo turno, grandes atos com apoiadores em diversas cidades do país. Lula concentrou suas agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio Bolsonaro esteve em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, Lula participou de uma caminhada em Copacabana pela manhã e, à tarde, encerrou a campanha com um ato na Avenida Paulista, em São Paulo. Em seu discurso, o petista criticou o adversário, classificando-o como "mentiroso, miliciano e desqualificado", e mencionou o caso da menina Ana Clara, morta por um disparo de arma de fogo, pedindo que mulheres não votem em um "miliciano". Lula também ressaltou a importância da democracia e do apoio popular, comparando a campanha atual à de 1989.

Atos em São Paulo e Rio de Janeiro

Na Avenida Paulista, em São Paulo, a multidão foi estimada pelo PT em mais de 2 milhões de pessoas, ocupando ao menos 14 quarteirões. Lula, que demonstrou preocupação com pessoas passando mal devido à grande concentração, agradeceu aos apoiadores e declarou que a manifestação era a maior já realizada na via. Ele também fez um chamado ao voto feminino, associando-o à dor de mães que perderam filhos para a violência policial.

Em Copacabana, no Rio, a concentração foi estimada em 1 milhão e 150 mil pessoas, ocupando cerca de 5 quarteirões da avenida. Durante o ato, Lula convocou o "Exército do Lula", grupo de mobilização digital da campanha, destacando que a arma seria a urna e a bala o número 13.

Campanha de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro iniciou o dia com uma motocarreata em Belo Horizonte, acompanhado de lideranças como o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Em seguida, participou de um ato na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em frente ao condomínio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio discursou brevemente, agradecendo o apoio e falando em "felicidade, prosperidade, liberdade e vitória". Ele também publicou nas redes sociais, dirigindo-se aos indecisos e afirmando que o Brasil está "unido do mesmo lado, que é o lado da mudança".

Em um dos eventos em Belo Horizonte, apoiadores de Flávio Bolsonaro levaram um caixão com o símbolo do PT. Em Ilhabela (SP), um homem foi preso após atropelar duas crianças durante uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro; o veículo tinha adesivos de apoio a Lula.

Apelos e Polarização

Ambos os candidatos fizeram apelos finais aos eleitores, destacando a importância da democracia. Lula enfatizou a necessidade de "mudança para frente" e criticou o que chamou de "desmontes" em áreas como cultura e educação durante o governo anterior. Flávio Bolsonaro, por sua vez, focou em propostas de mudança e criticou o atual governo por "prometer muito e não cumprir nada". A campanha foi marcada por forte polarização e trocas de acusações entre os candidatos.

Violência em Minas Gerais

Apoiadores do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram vítimas de violência durante uma carreata em Montes Claros (Minas Gerais), na noite de sábado (24). A vereadora Iara Pimentel (PT), que estava em um carro de som, foi atingida no rosto e precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital. Vídeos nas redes sociais mostram manifestantes contrários jogando garrafas de vidro, tijolos e outros objetos no carro de som.

O deputado federal Paulo Guedes (PT), que estava no trio, relatou que a agressão aconteceu no final da carreata, quando o carro passava pela Avenida Sanitária. Ele descreveu o ocorrido como "horroroso" e disse que uma pedra atingiu o rosto da vereadora. Outras pessoas do grupo também teriam sido agredidas. A equipe de Iara Pimentel cobrou investigação e responsabilização dos envolvidos, afirmando que "a violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro". O diretório de Minas Gerais do Partido dos Trabalhadores manifestou indignação e prestou solidariedade à vereadora.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas