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Líder do Irã vê fraqueza nos EUA após eleições e alerta sobre política hostil

04 de novembro de 2026
Líder do Irã vê fraqueza nos EUA após eleições e alerta sobre política hostil

Destaques

  • •Aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, interpretou a derrota republicana nas eleições legislativas dos EUA como um sinal de enfraquecimento de Washington.
  • •Khamenei afirmou que a mudança de controle no Congresso não alterará a política hostil dos EUA em relação ao Irã, prevendo que ambos os partidos manterão a pressão.
  • •O líder iraniano mencionou o surgimento de uma 'nova ordem mundial' e a coordenação de uma 'frente de resistência' contra EUA e Israel em regiões como Palestina, Líbano, Iraque e Iêmen.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, divulgou uma mensagem nesta quarta-feira (04/11) analisando as eleições legislativas nos Estados Unidos. Segundo Khamenei, a derrota do Partido Republicano, que perdeu o controle da Câmara de Representantes e do Senado, demonstra a fraqueza de Washington e do presidente Donald Trump.

“Os acontecimentos recentes aceleraram o processo de enfraquecimento de Washington e deixaram evidentes os limites de seu poder”, afirmou o aiatolá. Ele também ressaltou o que considera um “declínio irreversível” na imagem internacional dos Estados Unidos.

Mudança na política dos EUA?

Apesar da análise sobre o enfraquecimento americano, Khamenei expressou ceticismo quanto a uma mudança na postura dos Estados Unidos em relação ao Irã. Ele alertou que aqueles que esperam uma alteração no comportamento americano ou que acreditam que concessões levarão o país a abandonar sua política de hostilidade estão enganados.

O líder iraniano argumentou que mesmo o Partido Democrata, opositor de Trump, sustenta o objetivo de obter a rendição incondicional do Irã e apoiará novas exigências e agressões contra o país persa.

'Resistência' e 'nova ordem mundial'

Ao final de sua mensagem, Khamenei destacou o que percebe como o surgimento de uma “nova ordem mundial”. Ele enfatizou a coordenação de uma “frente de resistência” aos Estados Unidos e a Israel.

O aiatolá citou a Palestina, o Líbano, o Iraque e o Iêmen como exemplos de regiões com “focos de resistência que cooperam entre si e forma um eixo que contribui para lançar as bases dessa nova ordem”.

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