Klabin prevê impacto de chuvas no Paraná até o 1º trimestre de 2025

Destaques
- •Klabin projeta que as fortes chuvas no Paraná continuarão a afetar suas operações até o início de 2025.
- •A empresa espera que os custos operacionais adicionais devido ao El Niño cessem a partir do segundo trimestre de 2025, mas a alta do combustível, influenciada pela guerra no Oriente Médio, deve persistir.
- •A Klabin aguarda uma redução de custos mais expressiva a partir de 2028, com o uso mais intensivo de sua própria produção de madeira pinus.
A Klabin, maior produtora de papel para embalagens do Brasil, avalia que as fortes chuvas que atingem o Paraná desde setembro devem continuar impactando suas operações até o primeiro trimestre de 2025. A previsão foi feita pelo presidente da companhia, Cristiano Teixeira, em conferência com analistas após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre.
Segundo Teixeira, as chuvas perderão força a partir de janeiro, mas os efeitos operacionais se estenderão pelo início do próximo ano. Setembro registrou 350 milímetros de chuva nas áreas da empresa, seguido por 400 milímetros em outubro, com novembro apresentando um volume semelhante. "Operar três meses com média de 400 milímetros de chuva traz uma dificuldade operacional muito grande", afirmou o presidente, que espera o fim dos custos adicionais gerados pelo El Niño a partir do segundo trimestre de 2025.
Dificuldades operacionais e custos adicionais
Apesar do cenário desafiador, o presidente da Klabin assegurou que a empresa não corre risco de desabastecimento de madeira para suas fábricas. No entanto, a diretora financeira, Gabriela Woge, apontou que a alta do preço do combustível, outro fator de pressão sobre os custos, deve persistir além do período do El Niño. Isso se deve ao prolongamento da guerra no Oriente Médio.
"No curto prazo, imaginamos que deveremos ter um quarto trimestre muito parecido com o terceiro trimestre, ainda bastante impactado por esses dois eventos", disse Woge. Ela também mencionou que esses fatores estão retardando o ritmo de desalavancagem financeira da empresa, que se mantém estável em torno de 3,3 vezes, abaixo do desejado.
Perspectivas de longo prazo e uso de madeira própria
A Klabin espera uma redução de custos mais significativa a partir de 2028. A expectativa é que a companhia possa trabalhar de maneira mais intensa com madeira pinus própria, plantada há mais de uma década. Cristiano Teixeira explicou que o ciclo de corte de pinheiros é mais longo que o de eucaliptos.
"Ainda temos um par de anos, provavelmente 2027 e início de 2028, com alguma pressão de distância", disse o executivo. "A partir do segundo semestre de 2028 e 2029 começaremos a colher madeira própria", afirmou, indicando um horizonte de melhora nos custos e na eficiência operacional da empresa.
Matérias originais
- Klabin Prevê Impacto do El Niño nos Custos até 2027 · forbes.com.br



