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Justiça Federal determina pagamento de R$ 1,37 milhão em impostos atrasados de empresa de advogado britânico

05 de novembro de 2026
Justiça Federal determina pagamento de R$ 1,37 milhão em impostos atrasados de empresa de advogado britânico

Destaques

  • •Empresa de advogado britânico Tom Goodhead, que representa vítimas da Samarco, é obrigada a pagar R$ 1,37 milhão em impostos e multas atrasados.
  • •A dívida refere-se a contribuições de PIS e Cofins não pagas em 2024.
  • •O advogado não se pronunciou sobre a determinação judicial.

A Justiça Federal determinou o pagamento de R$ 1.378.629 em impostos atrasados e multas por uma empresa instalada no Brasil, de propriedade do advogado britânico Tom Goodhead. Ele é conhecido por defender vítimas do rompimento da barragem de Fundão da mineradora Samarco, em Mariana (MG), em 2015, em uma ação em Londres.

A ordem da 2ª Vara de Execuções Fiscais da Justiça Federal de São Paulo, datada de 28 de outubro de 2026, estipula que o pagamento deve ser feito em até 5 dias a partir da citação do executado. Não há informações disponíveis sobre a realização da citação.

Execução fiscal e dívida ativa

A execução fiscal tem como alvo a empresa Thomas Arthur Morgan Goodhead Sociedade Unipessoal Limitada. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) cobra valores inscritos na Dívida Ativa da União.

A cobrança refere-se a pagamentos de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) que deveriam ter sido feitos em 2024. O escritório da empresa de Goodhead está localizado na av. Paulista, em São Paulo.

O advogado e a ação contra a BHP

Tom Goodhead fundou em Londres, em 2018, o escritório Pogust Goodhead. Este escritório representa vítimas do desastre de Mariana em uma ação de 36 bilhões de libras (aproximadamente R$ 266 bilhões) contra a mineradora anglo-australiana BHP, sócia da brasileira Vale no controle da Samarco.

O advogado deixou o cargo de CEO do escritório Pogust Goodhead em agosto de 2025, alegando divergências com financiadores, e saiu da empresa em setembro de 2025. Em setembro de 2026, ele passou a integrar o escritório BGI (Bailey Glassler International), que também representa vítimas de Mariana na ação em Londres.

Posicionamento do advogado

O Poder360 procurou Tom Goodhead para comentar a determinação judicial. Por meio de sua assessoria de imprensa, o advogado informou que não haverá declaração sobre o tema. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada ao veículo.

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